Frustração no Iate 1

Cerca de 2.500 pessoas lotaram o Iate Clube de Londrina, neste 31 de dezembro, levando com elas todas suas expectativas de um super-Reveillon. Duas bandas, frutas à vontade... ‘‘diziam os convites, vendidos à R$ 15,00’’. Trajados de branco, carregando champagne e aguardando a contagem regressiva entrecortada por um show pirotécnico em meio a muita animação - assim como tantos outros, estávamos eu, meu marido e um casal de amigos. Chegando ao clube em torno das 23:30 horas, meia hora após o início previsto da festa, estranhamos o ritmo tocado, estilo dancing. Vimos uma concentração no gramado e para lá nos dirigimos ansiosos e comprovamos tratar-se apenas da única mesa de frutas oferecida a todos os convidados. Frutas - melancias, melões, abacaxis, papayas, laranjas - todas inteiras, sem meio que propiciassem sua degustação, o que sugeriu a alguns serem ‘‘carregadas’’ para casa.
Ficamos à beira do lago, aguardando o início do toque de uma das duas propalandas bandas. A expectativa de todos crescia com a aproximação da meia-noite, e nada... O palco apagado e nada de bandas. Resolvemos então imaginar que haveria um show de fogos, mas fomos repentinamente surpreendidos por uma voz ao microfone comunicando-nos que já estávamos em 1997 e que desejava a todos feliz ano novo. A animação foi tão grande que o silêncio fez-se ouvir. No gramado queimaram fogos que só viram aqueles que foram muito rápidos. Às 24:40 horas, ao ser procurado por nós, um dos organizadores disse que a banda já havia deixado o hotel, só que ela já deveria estar tocando há 1:40 min. Quanto à segunda delas, acreditamos terem seus componentes ido festejar seu Reveillon em algum lugar animado e depois ter comparecido ao Iate, uma vez que até às 2:00 horas não haviam chegado.
A noite teve, para nós, seu ponto culminante à 1:05 hora, quando a banda chegou e ao som de adeus ano velho (já estávamos em 1997), desejou-nos Feliz Ano Novo. Quero acreditar que este seja realmente um ano novo, onde os brasileiros saiam de sua acomodação e reivindiquem seus direitos. Feliz 1997.
- MARCIA CABRAL D. SILVA, Londrina.

Frustração no Iate 2

Queria expressar através deste conceituado jornal minha indignação com o baile de Reveillon do Iate Clube. Considero uma afronta ao público que comprou os ingressos achando que iram passar uma virada de ano inesquecível. Aliás, foi inesquecível!!! Esses organizadores fizeram o maior fiasco de suas vidas. Uma completa farsa. O cartaz de propaganda vendia a presença de duas bandas. A festa que começaria às 23 horas do dia 31/12/96 iniciou à 01:15 de 01/01/97. Até então foi tocado o ritmo dance com CD, pois os ‘dois conjuntos’ não apareceram. Quando foi 24:00 um rapaz foi ao microfone e disse: - oi gente, feliz ano novo. Todos ficaram indignados, olhando um para a cara do outro.
Sem contar os fogos que não tiveram. Ah! frutas à vontade. Eles esqueceram de dizer que seria à vontade até às 23:h40, pois a partir daí não se responsabilizariam. Encontramos melancias inteiras, abacaxis, melões e mamões. É claro que totalmente inteiros. Comê-los seria impraticável. Laranjas e bananas não faltaram. Meu marido foi até o organizador às 0:38h de 01/01/97 cobrando uma posição. O mesmo disse que em Londrina era assim. O povo daqui gosta. E ainda usou o celular dele para ligar para uma banda no hotel perguntando se eles já haviam saído de lá. Um absurdo!
O povo de Londrina não é burro. Todos nós conhecemos um Reveillon muito bem. Ficar em casa e assistir ao Faustão teria sido muito mais barato e animado. Gostaria que esses ‘organizadores’ visitassem outros clubes para aprender como se faz um Reveillon. Organizar eventos não é para qualquer um. O brasileiro está muito acostumado a calar-se.
- PAOLA GUARISO CREPALDI, Londrina.

Ocaso

Na primeira reunião que o partido convocara, em 1993, no Sindicato dos Urbanitários, o então prefeito eleito Luiz Eduardo Cheida declarava: ‘‘O partido não tem quadros’’. Justificava-se assim a escolha de nomes para a composição de secretários e comissionados. Mais que isto, cristalizava-se o projeto Cheida para a Prefeitura de Londrina. A difícil composição partidária que o elegeu e a opção por um secretariado e assessorias acadêmicos paralisaram a administração, com infindáveis reuniões, no início do mandato. Marcante ainda, para os servidores municipais, foi uma intensa campanha de desmoralização e por extensão de intimidação no mesmo período. Aquele vereador combativo declarava agora que governava ‘‘para a cidade’’. Transpunha a barreira da sensibilidade para uma prepotência mal disfarçada entre gestos, sorrisos e apertos de mão, mas sempre visível para aqueles que lêem com atenção, nas entrelinhas, e principalmente querem enxergar.
Passado algum tempo, parte da imprensa local foi se acalmando nas suas críticas. Coincidência ou não, segundo informações do Sidiserv em seu informativo, a atual gestão contemplou os maiores índices de gastos com a Assessoria de Imprensa em toda a história do município. Muitas das promessas de campanha foram esquecidas ao longo do tempo. Asfalto em todos os bairros, teatro municipal, jardim botânico e outras, que por várias vezes compuseram tão somente sua contabilização enquanto propaganda política.
Aliás, Cheida jamais saiu do palanque e declarou várias vezes suas intenções futuras. É verdade que essa postura atrapalhou em muito as ações do governo, mas sua ambição e personalismo fez com que, por exemplo, apostasse tudo na emenda da reeleição, pois contava com a força do seu candidato: Cheida. Daí, jamais ter preparado quem quer que fosse, do partido ou não, para sucedê-lo.
- JOSÉ LUIZ ALVES NUNES, Londrina.

Final do século

Estamos no final do século XX. A ciência já estudou e provou a evolução dos seres animais e vegetais e de milhares de espécies que evoluiram e se extinguiram através dos milhões de anos. Também os astros se extinguem, pois tudo o que existe está em constante movimento. Há um comando incógnito para tudo o que existe nesta galáxia e em outras, separadas por milhões de anos-luz.
Não se pode, portanto, continuar a acreditar nas diversas religiões que pregam apenas imaginações. Aqui no ocidente milhares de pessoas já foram mortas na fogueira e continuam em guerras religiosas. Os religiosos pregam que temos de ter fé e que há um Deus e que este enviou seu filho à terra para libertar os homens do pecado original - pecado cometido por Adão e Eva, no paraíso -, que Eva foi feita da costela de Adão e daí surgiu a humanidade. Esta conversa pueril é a mesma de Papai Noel. Está provado que o homem surgiu na África e com o passar de milhões de anos espalhou-se por todos os continentes, adaptando-se ao clima das diversas eras e regiões do planeta.
- FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão.

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