O leitor escreve
O leitor escreve
Cama de JK
Como juscelinista, vivo momentos de grande apreensão quando imagino que Paulo e Terezoca, o casal símbolo-sexual do momento, possa dormir no quarto que foi de Juscelino Kubitschek e dona Sarah e, num ato de profanação, acabem conspurcando a alcova do Alvorada, na ausência do Nando. É preciso dizer ao Nando que Paulo e Terezoca são pessoas alheias à vida pública, daí não poderem usar o catre oficial, em que já dormiram castos e impolutos figurões da República. O Alvorada ainda não foi privatizado (no sentido lato da palavra).
Outro local, patrimônio da União, que eles não devem entrar é no Sucatão. O avião presidencial não é motel. É preciso que a FAB fique atenta para que esse casal profano não use aeronaves da pátria para vôos afrodisíacos e eróticos às custas do dinheiro do povo. Não imaginava que o Nando fosse sofrer tanto com o Paulinho, que caiu nas malhas da Terezoca. Felizmente, o Nando é inatacável do ponto de vista moral, daí toda essa trapalhada do filho não respingar nele.
Terezoca imaginava que, à falta de Lady Diana, ela, a musa das Alagoas, pudesse assumir o papel. Só que lhe falta muito. Não é dando que se recebe ares aristocráticos. A frase de São Francisco é muito mais profunda. A imprensa perde tempo com os dois. Afinal, quem são Paulo e Tereza para a Nação, salvo dois gozadores da vida, num país de miseráveis e desempregados? À nação não interessa o namoro deles. Há coisa muito mais importante para atrair a atenção do Brasil.
- JORGE BALEEIRO DE LACERDA, Francisco Beltrão
Administração
Como pioneiro deste município (nasci em 1940, em Nova Dantzig, município de Londrina) acompanhei de perto a metamorfose desta que é hoje a Grande Londrina, independente do meu enraizamento na zona rural. Talvez não seja tão bela em decorrência do seu precário traçado em contraste com o rápido e extraordinário crescimento. Mesmo assim, o londrinense deve ufanar-se quando se referir à sua cidade.
Convivemos, não participativamente, com as administrações propriamente ditas, deste município. Tivemos administrações boas, umas tantas ruins e outras piores. Londrina saiu, no começo do ano, de uma letargia administrativa. O mandato findo então foi um período letárgico para o município. Dava-se a impressão de que nada mais havia para fazer à comunidade. A autopromoção na mídia sobrepujava os interesses dos munícipes. É só contabilizar o que não foi feito. E o pouco que se fez não se alicerçou nos ditames da qualidade.
O que faz bem em uma cidade, para os transeuntes, é o fluxo viário. E isso hoje Londrina tem. Principalmente na área central, onde era o caos viário. Se formos mais educados no trânsito e cooperarmos, o engenheiro Stamm Júnior já está fazendo, e bem, a sua parte. A Sercomtel teve, em poucos meses, uma recuperação financeira notoriamente acentuada. Atribui-se à perspicácia e competência do prof. Ismael Mologni.
O setor de Saúde, com o médico Agajan Bedrossian, vai bem. Se melhor não está decorre de nossa omissão, participativa ou fiscal. O Legislativo deveria criar uma lei em que, quando um administrador alcança notoriedade positiva no desempenho da função, para a preservação do erário e dos anseios da comunidade, deveria ser efetivado na função. Não basta que seja de confiança do administrador maior. Necessário seja de confiança daquele que contribui para a manutenção do órgão.
- ROBERTO AFONSO PINTO, Londrina
Desabafo
Como cidadão comum, desses que pagam impostos, enfrentam filas de bancos e, sobretudo se preocupa com a segurança da família, onde se inclui a questão da saúde, uma boa escola para os filhos, moradia se não luxuosa pelo menos com o mínimo de conforto, tenho uma atividade profissional que me obriga a constantes deslocamentos pelo país para consultorias necessárias aos clientes.
O Paraná e especialmente o Norte do Estado, trajeto obrigatório e já familiar para quem há anos trafega por suas estradas. Assim, embora leigo, estou em condições de analisar, embora superficialmente, alguns problemas que afligem pessoas como eu, viajantes por necessidade profissional.
Sou motorista há 28 anos. E se não posso ser considerado um condutor de veículo excepcional, pelo menos me considero devidamente habilitado para dirigir. Primeiro porque respeito as leis de trânsito, não corro mas também não incomodo o companheiro que vem atrás e não ameaço com o rosnar do meu motor o pedestre que quer passagem. Então por quê, em Londrina, sou respondido com gestos obscenos quando delicadamente alerto algum motorista que comete erro no trânsito?
- ORLANDO NEUDES RODRIGUES, Bauru (SP)
Aeroporto de Cascavel
A construção de um aeroporto internacional em Cascavel é de vital importância para o município e para todo o Oeste. As entidades, associações e autoridades locais e regionais devem empreender esforços para que a obra seja agilizada o mais rápido possível. É por este motivo que, desde a gestão passada, tenho defendido esta bandeira e cheguei a receber críticas pesadas na atual gestão, devido ao meu posicionamento irredutível e também contrário àqueles que, não conhecendo a realidade do município, se arvoram em defender outras obras, não menos importantes, mas em detrimento da construção do aeroporto.
Sabendo ser esta uma preocupação do prefeito Salazar Barreiros, que já na sua administração anterior defendia a importância da construção de novo aeroporto em Cascavel, ficamos satisfeitos em ver que finalmente houve definição de nova área para execução de tão importante obra.
É imprescindível que Cascavel se prepare para o futuro, já que está localizada em área estratégica quanto ao Mercosul e por se encontrar em região onde a produtividade agrícola é de alta qualidade, podendo conquistar empresas que queiram investir na industrialização de produtos agrícolas e maquinário pesado. Este é o momento de atrair novas indústrias, mas precisamos oferecer a contrapartida do transporte rodoviário, ferroviário e aéreo de qualidade.
- MIGUEL PORFIRIO, vereador (PFL) em Cascavel
Correção: na matéria com a escritora Gisela Rao (autora do livro SexShop), publicada na última quinta-feira na Folha2, saiu errado o endereço para acessar a seus contos na Internet. O correto é: www.distopia.com/SexShop.





