O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Pastoral da Criança
Parabenizo a Pastoral da Criança que, juntamente com a Copel, está lançando no Paraná esta grande campanha de doação espontânea, debitada na conta de luz, onde irá beneficiar mais de 150 mil crianças carentes no combate à mortalidade infantil e a desnutrição, visando a ampliação das ações básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania. No Paraná a Pastoral da Criança conta com mais de 15 mil voluntários, entre líderes, coordenadores e membros de equipes de capacitação, trabalhando gratuitamente em todas as dioceses, atendendo 3.449 comunidades de 293 municípios, prestando serviço de atendimento a mais de 150 mil crianças por mês.
É um trabalho sério e de fundamental importância que a Pastoral da Criança vem desenvolvendo no Paraná. Por isso, todos nós, cristãos, temos que ser solidários, como voluntários diretamente nas ações, ou como colaboradores, dando condições para que as ações sejam concretizadas, contribuindo com o que nos for possível. Todos nós somos chamados a nos engajar nesta campanha. Vamos todos entrar na luta contra a mortalidade infantil e a desnutrição. Procure sua paróquia, comunidade ou a própria Pastoral da Criança. Informe-se de como participar voluntariamente, contribuindo através da conta de luz. Não apague esta idéia. Vamos dar luz à vida de uma criança.
- Pe. ANTONIO TALIARI, São João do Ivaí
Gramática
Parabenizo a missivista Ana Helena Duarte, de Curitiba, pelo seu cuidado com a língua portuguesa, que deve ser preocupação constante de todos, conforme ela afirma nesta seção, dia 27. Por isso proponho-me a dar minha modesta contribuição, acrescentando algo mais quanto ao emprego dos pronomes oblíquos, antes do infinitivo verbal. A explicação da leitora, advogada em Curitiba, está no mínimo incompleta. Não se usa o pronome oblíquo antes do verbo no infinitivo (e de outros tempos) porque ele teria, na oração, a função de sujeito e, como é sabido, os pronomes pessoais oblíquos não podem ser empregados como sujeito do verbo. Escrevi apenas para reforçar e deixar mais claro o porquê da incorreção do nosso ilustre governador.
- CELMA AZEVEDO REIS, Londrina
Quanto custa?
Quanto custa sua liberdade? Quanto cobraria para ser torturado? Estas dirijo aos homens, pais de família: quanto valem seus testículos? Quanto custa a vida dos seus filhos? O Governo do Estado estipulou que tais agressões valem no máximo 30 mil reais, dinheiro que muitos ganharão neste final de ano, com salário e 13º para passar um Natal mais cristão. O pior é que estipularam essa modesta quantia como pedido de desculpa pela tortura imposta pelo Estado a brasileiros, como o ex-preso político João Einecke. Até agora, nada. Criaram a expectativa para essas pessoas que tiveram roubado tudo que se pode ter de mais raro e caro na vida.
Perderam a dignidade, o equilíbrio emocional, a segurança psicológica, o direito de emprego. Depois de recompostos na sociedade foram discriminados e hoje não possuem nenhuma habilitação. Perderam também a família, o maior dos tesouros. Quanto sofrimento, meu Deus. João Einecke foi preso e torturado. Teve um testículo esmagado por torniquete. A filha, não aguentando a pressão que esse estado de coisas oferece, cometeu suicídio. Quanto custa tudo isso? Trinta mil? Trezentos mil? Dinheiro algum paga, mas conforta. Já que estipularam tão pouco, ao menos paguem. Paguem depressa, para que esses pobres seres, em estado social vegetativo, passem ao menos um Natal mais cristão.
- JOSELITO TANIOS HAJJAR, Londrina
Barulho
Se depender dos vizinhos, está com os dias contados o bar barulhento que funciona, até de madrugada, na esquina das ruas Clotário Portugal e Júlia da Costa, em Curitiba. Eles se mobilizam contra aquela poluição sonora e advertem que irão às últimas consequências. Salete Arruda, uma das líderes do movimento, denuncia: Isto virou um inferno desde a inauguração daquele bar. Não podemos dormir e a intranquilidade e a insegurança se estabeleceram no interior da nossa casa. E explica: Decidimos nos organizar porque não conseguimos ver garantidos nosso direito constitucional. E não podemos ficar esperando que a Prefeitura, a Polícia ou a Justiça tomem a iniciativa. Se não pressionamos, nada acontece e nunca seremos ouvidos. O bar já foi multado três vezes, mas continua funcionando e fazendo barulho até as quatro da manhã. Ele já foi multado três vezes, mas não adianta. E conclui Salete Arruda: Ficamos perplexos ao observar a facilidade com que eles conseguem alvará de funcionamento na Prefeitura.
- SALETE ARRUDA, Curitiba
Prevenção da surdez
Em nome da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia agradecemos a valiosa colaboração prestada pela Folha durante a 1ª Campanha Nacional de Prevenção da Surdez, em Londrina. A Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia deverá firmar protocolo com o governo federal para que anualmente consigamos repetir este levantamento para conscientizarmos toda a população brasileira da importância de ouvir e ouvir bem. Preliminarmente, em Londrina, das 557 pessoas examinadas foram constatadas 84% apresentando algum tipo de deficiência auditiva. A Organização Mundial da Saúde calcula que em países desenvolvidos tal índice deve ficar em 10%.
- KOOKI TAN, otorrinolaringologista, e ADRIANA TAN, fonoaudióloga, Londrina





