O LEITOR ESCREVE
Delegados contestam
A Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Paraná, por sua diretoria reunida, vem a público se manifestar sobre os episódios que envolveram os representantes do Ministério Público designados para a cidade de Capanema/PR e a autoridade policial designada na mesma cidade, da seguinte forma:
1 - O delegado Messias Antonio da Rosa, no uso de suas atribuições regulares, nos termos da documentação apresentada, não cometeu qualquer ilícito administrativo ou penal, como tentam transparecer as manifestações dos promotores de Justiça designados.
2 - A autoridade policial tem obrigação de apurar as infrações penais, bem como a sua autoria, empenhando todos os esforços que a lei admite, com finalidade de reprimir a criminalidade nas respectivas circunscrições do Estado.
3 - Havendo indícios de autoria e materialidade do delito, não pode a autoridade policial prevaricar ou negligenciar na resposta à sociedade, a qual é a destinatária final do trabalho policial.
4 - A ADEPOL/PR não pode ficar silente quando um de seus filiados está sendo processado injustamente, nem admitir que diferenças pessoais possam levar a interpretações abusivas ou humilhantes, situações estas que, em prevalecendo, paralisariam o trabalho policial constitucionalmente assegurado.
5 - A ADEPOL/PR tomará todas as medidas judiciais cabíveis contra os abusos de poder e de autoridade eventualmente ocorridos no presente caso, a fim de resguardar o excelente relacionamento que a maioria de seus filiados possui com representantes do Ministério Público e da Magistratura do Estado do Paraná.
- A DIRETORIA da Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Paraná, Curitiba
O homem moderno
O homem moderno, devido ao sistema de vida que leva, forçado pelas circunstâncias, corre atrás do sucesso. Bombardeado pela propaganda comercial mirabolante, muitas vezes enganosa, é obrigado a pensar em investimento de carro, casa, escritório, filhos, escola, planos de saúde etc. Caminha como zumbi, trabalhando em regime de semi-escravidão, picado de injeções, estimulado e intoxicado por drogas, calmantes, soníferos, com o sistema endócrino descontrolado, alimentando-se com toda classe de produtos artificiais, enriquecidos com aditivos, conservantes, corantes, acidulantes etc.
Com os olhos fitos nas ilusões, não tem tempo para refletir nas necessidades do corpo. E quando desperta para a realidade, percebe que sua vida já passou, que não tem mais saúde, nem disposição para recomeçar. Cansado e doente se entrega ao destino e à morte, que logo virá buscá-lo. Como o precioso organismo foi se consumindo? A resposta está no desconhecimento das leis naturais. É responsabilidade de cada um de nós conhecer os princípios da saúde e de temperança. Devemos ensinar isto aos nossos filhos, para que eles não se afastem dos caminhos da saúde e cheguem a ser cidadãos que dão lucro para a nação e não prejuízo, por usar continuamente os serviços e seguros de saúde, tentando descobrir solução para suas dores.
Onde estava o erro? Na má formação física dada pelos genitores e péssima educação quanto a evitar aqueles alimentos artificiais, enriquecidos com produtos químicos perigosos e outros aditivos que fatalmente arruinarão a saúde dos nossos filhos. Procuremos saber onde falhamos na alimentação e no combate aos maus hábitos.
- ADOLFO LUÍS JOGLAR CORTES, Londrina
Lições de Lima Lopes
‘‘Quantos mortos trago vivos/ no fundo do coração/ e dentro em mim quantos vivos/ há muito mortos estão’’. Esses versos, do jornalista e poeta mineiro Belmiro Braga, podem servir de ilustração afetiva à memória de Lauro Lima Lopes, lembrado em página desta Folha (24/11), em primoroso artigo do desembargador Tadeu Marino Loyola Costa. Aqueles, como eu, que tiveram o privilégio da convivência com o saudoso magistrado, jamais esquecerão a nobreza de sua vida e a importância de sua obra. De temperamento afável e personalidade marcante, Lauro Lima Lopes foi e continua sendo um modelo de boas virtudes, destacando-se a humildade cristã, a sabedoria da vida e o senso de justiça que iluminavam as sentenças e os demais atos de sua existência.
Como disse o seu colega Tadeu Costa, ele foi um juiz que prematuramente desfalcou a magistratura paranaense, o ‘‘ser humano que deixou, no seio da família e no coração dos amigos, uma lembrança e uma saudade para sempre’’. A homenagem que lhe presta a Associação dos Magistrados do Paraná, denominando uma parte de sua colônia de férias que está inaugurando, de Ala Desembargador Lauro Lima Lopes, é justa e comovente. Porque reconhece o mérito de um de seus benfeitores e mantém aberto o processo de diálogo com a sua memória.
- RENÉ ARIEL DOTTI, professor de Direito Penal, Curitiba
Acredita nele?
Quem pode acreditar num presidente que fala em não aumentar impostos e lança um pacote de aumento para todo lado? Quem acredita num presidente que cria um imposto (CPMF) para usar na Saúde e, além de não utilizá-lo onde deveria, ainda pensa em aumentá-lo, tirando ainda mais do povo para usar em política?
É possível acreditar num governo que aumenta suas tarifas e corta verbas para concessão de bolsa de estudos e pesquisas num país de tantos analfabetos? O pacote foi lançado agora porque nossos políticos sabem que a memória do povo é curta e no ano que vem o povo esquece e vota neles novamente. Será que desta vez vamos lembrar? Até quando vamos pagar a conta? Os impostos provisórios e compulsórios sempre acabam se incorporando no preço dos produtos e não retornam. Até quando aguentaremos? Acorda, Brasil.
- WILSON DUARTE, Londrina

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