O LEITOR ESCREVE
Mototáxi
Nunca pensei que iria um dia escrever a favor de motocas, tal a preocupação que esse meio de transporte me provoca. Entretanto, o tema dos mototáxis deve merecer estudo mais detido. O mercado de trabalho deles é outro, pois, em se falando de mototáxis, se fala em gasto de um ou dois reais. Os taxistas deveriam ter uma opção: moto, se o freguês opta por esse meio, ou por ser mais barato ou mais rápido, ou ambos, o que deve ser muito comum.
Para transporte individual, realmente a coisa tem sentido. Ignoro quantos mototaxistas existem, mas pelo que se percebe o número é grande, mostrando que é enorme a quantidade de pessoas que os solicitam. Nestes dias de desesperantes dificuldades para se viver, admito sinceramente que se deva pensar, e muito, ao limitar algum mercado honesto de trabalho, principalmente se beneficia pobres dos dois lados. Claro que me preocupo com a segurança, mas para isso se deve erigir leis que protejam a ambos, passageiro e motoqueiro.
Em Londrina já temos dezenas de milhares de motos, e isto tem que ser entendido e equacionado com medidas fiscais e pedagógicas. Nego-me a aceitar que seja impossível. Afinal, me lembro quando as charretes de Londrina foram trocadas por táxis importados, os Morris Minor ingleses, e da enorme dificuldade dos seus choferes em adquirir reflexos e comportamento adequado à vida motorizada e nem por isso impedidos de trabalhar. Ao contrário, a Prefeitura e Câmara de Vereadores os auxiliaram e facilitaram sua vida, para o bem do povo e deles, exatamente o oposto do que vejo ocorrendo. Se há mercado e é honesto e exigido pelo povo, tudo deve ser feito com os cuidados necessários, mas que o povo deve ser respeitado, deve sim. É o caso dos perueiros paulistanos. Quem pode dizer quando os teremos por aqui?
O único monopólio que deve ser permanente é o ser humano, dono de tudo que temos. Acho que devemos ter, pois, mototáxis, biciclotáxis, barcotáxis, perutáxi, helitáxis, táxis puxados à mão, trenzinhotáxis. Sou médico e existem mais de 40 especialidades. Logo, o que o povo necessita e cria, provavelmente é necessário e deve ser assim entendido.
- LINCOLN BRASIL E SILVA, médico em Londrina
Gramática
O cuidado com a língua portuguesa deve ser preocupação constante de todos, ainda mais se falamos para outras pessoas e, principalmente, se ocupamos cargo público e damos entrevista na televisão. Recentemente, mais precisamente dia 24 de novembro, o governador Jaime Lerner cometeu um erro gramatical gravíssimo ao dar entrevista na festa de lançamento do livro ‘Governadores do Paraná: a história por quem construiu a história’, de Enéas Faria e Sylvio Sebatiani. Na ocasião, uma repórter pediu que ele lesse a dedicatória dos autores no livro que acabara de ganhar. Eis que vem a inacreditável resposta (provavelmente motivada pela momentânea falta de óculos): ‘Não dá para mim ler’.
Ora, o correto, evidentemente, seria ‘para eu ler’, pois o verbo está no infinitivo e, nesses casos, cabe o uso de um pronome pessoal reto (eu, tu, ele, nós, vós, eles), nunca oblíquo (me, mim, comigo, te, ti, contigo, etc.). A correção deveria ter se dado no momento do erro, mas a repórter deve ter se intimidado e, dessa forma, o episódio acabou servindo de mau exemplo àqueles que (como parece ser o caso do Governador) não têm muita intimidade com o bom uso da nossa gramática.
ANA HELENA DUARTE, advogada em Curitiba
Trânsito
Ex-morador e assíduo frequentador de Londrina, sei das dificuldades no trânsito, principalmente no centro da cidade. Sugiro ao prefeito Antonio Belinati estudo sobre a possibilidade de construção de pista subterrânea na Av. Paraná, embaixo do Calçadão. Ela começaria na Av. Celso Garcia Cid e iria até a Quintino Bocaiuva, levando novamente o tráfego para a Av. Paraná, espinha dorsal do trânsito, mas, devido ao Calçadão, é vedada ao tráfego de veículos. Poder-se-ia construir estacionamento de veículos embaixo das praças Mal. Deodoro e Gabriel Martins. Os cruzamentos seriam todos subterrâneos e o Calçadão somente para pedestres, sem o inconveniente de atravessar as ruas. Pode parecer utópico projeto desta natureza, porém seria a solução para melhorar um trânsito cada vez mais caótico, próximo do século 21.
- JOSÉ TKACZUK JUNIOR, Rolândia
Cumprimento 1
Nossos cumprimentos aos diretores, jornalistas e funcionários da ‘Folha de Londrina’ pelos seus 49 anos de jornalismo verdadeiro, que vêm auxiliando a escrever a história de Londrina e do Paraná. Uma história de lutas e conquistas com a participação ativa deste veículo de comunicação.
Agradecemos em especial ao apoio que a ‘Folha’ tem realizado, ao longo desses anos, através da divulgação e da participação no desenvolvimento dos movimentos culturais da cidade e região. Desejamos sucesso no contínuo crescimento da ‘Folha’ rumo a uma comemoração tão importante como o cinquentenário. Parabéns.
- ANGELA FARAH MARÇAL, Secretária Municipal da Cultura, de Londrina
Cumprimento 2
Com quase 50 anos a ‘Folha’ é a expressão mais evidente da pujança da região onde nasceu. Reconhecida como empresa de expressão nacional, demonstra vitalidade como jornal democrático e cosmopolita. Parabéns, sr. João Milanez. A história da ‘Folha’ confunde-se com sua história e com a de Londrina. O papel da Imprensa está sendo plenamente cumprido.
- JOSÉ DO CARMO GARCIA, prefeito municipal de Cambé

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