O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Competência
O assunto em pauta hoje, no meio estudantil, principalmente entre alunos de segundo grau, é a substituição dos concursos vestibulares pelos exames do chamado ENEM, o Exame Nacional do Ensino Médio. Substituição essa que é defendida com fervor por membros do Ministério da Educação com a justificativa de que os exames vestibulares, como são aplicados hoje, oferecem mais chances a alunos que estudaram em escolas particulares do que a alunos da rede pública. Errado. O que oferece maiores condições de ingresso em uma Universidade ou Faculdade por parte de alunos da rede particular não é a maneira com que é feita a seleção desses alunos, como hoje é o vestibular, e sim o fato de haver uma enorme diferença do nível educacional entre a escola pública e a escola privada. E isso é fato consumado.
Não há dúvida de que alunos da rede particular tenham mais chance de ingressar em instituições de nível superior como a USP, UNESP, UEL e outras também renomadas. Mas nunca se deve afirmar que este fato se deve à maneira como são selecionados esses alunos. E insensato é também sugerir uma nova maneira de avaliação e seleção de candidatos. Deve-se no entanto avaliar o motivo de discrepância entre o nível educacional da rede pública e da rede privada. E, principalmente, devem ser tomadas medidas para que o aluno da escola pública venha a ter condições de igualdade, sob qualquer aspecto, em qualquer concurso, seja um vestibular ou qualquer outro concurso público.
É um pensamento medíocre e um atestado de incompetência. Os concursos vestibulares são, sem dúvida, seletivos, mas nunca injustos. E classificam-se os melhores. É esse o objetivo do vestibular. Culpar o vestibular por tal diferença é mostrar incompetência na melhoria do ensino público. O vestibular reflete tal situação, assim como qualquer outro método de seleção. Melhorar o ensino público, sim. Culpar o vestibular, não.
- ALCIDES AMARAL NETO, Londrina
Barulho
Em recentes testes realizados pelo Centro de Pesquisas do Laboratório de Mecatrônica da Universidades de Upsala, Suécia, foram encontrados resultados alarmantes com relação aos danos provocados por ruídos constantes acima do tolerado por uma audição em níveis considerados normais. O estresse por barulho é uma terrível realidade nos dias de hoje e Londrina é um caos sonoro nos últimos anos. Escapamento aberto, gritaria, buzinaço para qualquer resultado esportivo ou pessoal, vendedores de tudo que se imagina, oferecendo produtos aos berros no alto-falante. Tudo isso diariamente, em qualquer hora do dia.
O caos se tornou agravante justamente a partir das 22 horas. Presenciamos cenas de motoristas buzinando na madrugada para chamar alguém, lá em cima, num prédio, e barulhentos motoqueiros badernando na cidade, sem nenhuma censura, adolescentes gritando, jogando lixo nas ruas e, o pior, botecos e casas de show abrindo sem critério de região ou bairro, sem projeção acústica e sem policiamento, uma terra de ninguém. Pode o indivíduo, pagador de impostos, morador que respeita as normas e leis, conviver com isso, com estresse de uma noite mal
dormida ou sem dormir?
Até quando vamos ver fábricas - que antes davam emprego a centenas de trabalhadores - fechadas e falidas e no seu lugar casa de espetáculos detonando nossos ouvidos até o dia amanhecer? Ao amanhecer a igreja, com aparelhos sonoros de alta potência,
anuncia aos fiéis e moradores do bairro o início
das atividades domingueiras. O show deve continuar
e a perturbação deve se manter? Barulho sempre foi crime, segundo a legislação.
- GLAUCO ANTONIO VIEIRA BORBA, Londrina
Eleição
O sucesso de qualquer profissão exige, inicialmente, que a questão da representatividade seja encarada de frente e conduzida por uma sólida política de valorização, dentro dos princípios da ética. O profissional que não valoriza sua categoria nem contribui para o seu fortalecimento, muito cedo descobrirá que se encontra na contramão da realização. Assim sendo, devem ser encarados com seriedade momentos relevantes como o das eleições da Associação Odontológica do Norte do Paraná, quando os profissionais da área elegerão sua nova diretoria, numa chapa única que representa muito bem o espírito de união hoje existente. A presença maciça dos associados será uma forma incontestável de demonstração do apoio e da união que se espera dessa classe que tanto contribui para a manutenção da saúde. Vamos demonstrar nossa união fortalecendo a nossa representatividade.
- FÉLIX RIBEIRO, cirurgião dentista, Londrina
Espaço virtual
Sobre a matéria Uma legislação real no espaço virtual, publicada na Folha Hightech, discordo da idéia de que o provedor deva ser responsabilizado por informações trocadas via Internet pelo simples motivo de que, se alguém quiser enviar algo ilegal via Internet a qualquer lugar do mundo sem ser notado, basta encriptar. Além do mais, mesmo sem encriptação seria humanamente impossível a um provedor verificar todos os dados adicionados, trocados ou acessados por seus usuários. Com relação à matéria Rede facilita aprendizado de idiomas: um curso de inglês à distância só funciona para quem precisa ler ou entender textos em inglês. Querer que alguém saia falando e entendendo o que outras pessoas dizem apenas com um curso deste tipo é algo que não considero possível.
- MOZART HASSE, Curitiba
Correção
O prefeito de Foz do Iguaçu, Harry Daijó, teve o sobrenome incorretamente citado em alguns exemplares da 1ª página na última sexta-feira.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.





