Triste ausência

Triste, melancólica, simbólica a ausência do ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida na cerimônia de transmissão de cargo ao novo prefeito Antonio Belinati. Cheida centrou sua administração no slogan ‘‘Londrina Linda’’ e saiu da maneira mais feia. Quantas esperanças ele nos alimentou ao ser eleito, quantos sonhos nos frustrou em seus quatro anos de mandato... As faixas deixadas no prédio da prefeitura pelos servidores, que estão com seus salários atrasados, resumem tudo: ‘‘Cheida nunca mais’’.
- HUMBERTO APARECIDO CAMARGO, Londrina

Independência

Foi uma evidente demonstração de desconhecimento do espírito real da democracia ampla das declarações do vereador Célio Guergoleto, publicadas na edição de 28 de dezembro deste ano na Folha de Londrina, quando inclusive indelicadamente utilizou o termo ‘‘trairagem’’ ao se referir à decisão do ilustre vereador eleito Luiz Carlos Tamarozzi de apoiar o grupo do prefeito eleito Antônio Belinati, no desdobramento dos acertos para a escolha da presidência da Câmara Municipal de Londrina e da sua Mesa Diretora. Política também se faz trocando idéias, visando ao futuro, como é o caso de Luiz Carlos Tamarozzi, que foi um dos fundadores, há 16 anos, do Movimento Cristo Te Ama - Cristma, que trata da recuperação de alcoólatras e viciados em drogas, pragas mundiais. E como eu também colaboro há vários anos com duas entidades em Londrina semelhantes ao Cristma, o qual também tive a oportunidade de conhecer e que já rompeu as fronteiras do Brasil, conheço as dificuldades fortíssimas para manter em funcionamento entidades tão importantes e que auxiliam milhares de pessoas desgraçadas pelo vício e as suas famílias.
A Catedral de Londrina tem ajudado sobremaneira o movimento Cristma, mas ele já necessita desde há muito de um local adequado e mais espaçoso para continuar prestando inestimável auxílio à população de Londrina e da região. Foi oferecido ao Cristo Te Ama, segundo consta na Folha de Londrina, um terreno para a construção de uma sede adequada para a recuperação de dependentes químicos, o que é trabalho dos mais dignos e dos mais difíceis. Somei meus votos aos do Tamarozzi, filiado ao PL (Partido Liberal), bem votado como candidato a vereador no último pleito. Comungo com os mesmos ideais cristãos dele. Continue firme, Luiz Carlos Tamarozzi, e não se deixe impressionar por comentários medíocres e vazios de quem só pretende defender interesses pessoais. Mesmo porque você tem um pensamento político próprio e outras pessoas não lhe acenaram com nada de concreto para o movimento Cristo Te Ama.
- ANTÔNIO C. FUNFAS NETO, Londrina.

Filantropia

Assíduo leitor da Folha de Londrina deparei dia 22 com matéria enviada por uma irmã da Santa Casa local, até certo ponto bonita e comovente citando a passagem do Natal e transmitindo amor e respeito ao próximo e ao povo em geral, enaltecendo o trabalho e atendimento na saúde pelo hospital, tendo como principal ponto a prioridade para a vida e contando com os homens de boa vontade. Aproveitando o ensejo nos dias de festas no Natal é louvável e muito generoso o espírito de ajuda na compra de aparelhos e enfeites para o Natal, bem como a manutenção do hospital. Sempre são bem-vindas as doações e donativos de qualquer forma, tratando-se de instituição filantrópica.
Agora cabe à administração do hospital retribuir em serviços médico-hospitalares e assistência àqueles que precisam como exames e internações necessárias. Os aparelhos são usados pelos mais abonados, que podem pagar os altos custos. Pois para os que não dispõem de dinheiro nunca há vaga para internar. Usar o Natal e dias de festa para promover o hospital é muito fácil, mas o povo pobre também merece respeito e atendimento. ‘Aqueles que colaboraram, nossos agradecimentos em nome de Deus. Para administração do hospital, que a luz divina a inspire a bem empregar o dinheiro arrecadado. Em benefício dos pobres e humildes. Que a instituição não desvirtue a sua finalidade de filantropia. Seus diretores devem trabalhar com seriedade e respeito ao dinheiro público, prestando contas com transparência e lealdade para com todos os irmãos.
- MANOEL JACINTO DE LACERDA, Arapongas.

Ensino público

Dizer que a escola pública dá educação para as classes populares não passa de afirmação de caráter ideológico, mistificador. Tal afirmação reforça a visão do mundo gerada pela classe social dominante e é imposta à sociedade inteira como verdade universal. Em época de matrícula escolar, quando milhares de novos alunos tentam ingressar na escola, muitos são os obstáculos, desde a falta de informação ao usuário até a obrigação de pagar a taxa da Associação de Pais e Mestres (facultativa na lei, obrigatória segundo a decisão de alguns diretores).
As dificuldades se ampliam, com suas exigências de fotografias e documentos, até a aquisição de material escolar, uniforme, a compra do livro, as contribuições em dinheiro para festas comemorativas e as quermesses, necessárias para suprir as necessidades da escola em dificuldade financeira por não receber as verbas que lhe eram destinadas pelo Estado e repassadas pela prefeitura. Com isso, muitas crianças pobres não conseguem ter acesso às escolas públicas.
- ROSELI RAIMUNDO DOS SANTOS, Ibiporã.

Feliz 97

Na qualidade de membro representante da Comunidade Israelita do Norte do Paraná, sediada nesta cidade, venho por meio desta desejar aos diretores, funcionários e leitores da Folha que o ano entrante seja de muitas realizações, prosperidade, saúde e bênçãos dos céus. Temos a honra de reunir em nossa associação um contingente de famílias judias que vivem em Londrina, Rolândia e Ibiporã. Esperamos, no decorrer deste ano, atingir ideais ainda maiores e mais elevados no que concerne ao papel de nossa coletividade junto à sociedade local, especialmente no âmbito cultural da vida e dos valores judaicos.
- ABRAHAM SHAPIRO BUCHALLA, Londrina.
Que os obstáculos encontrados no ano que passou sirvam de estímulo para um novo recomeço. Feliz 1997.
- ELZO CARRERI, presidente do Sindicato dos Bancários de Londrina.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

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