O LEITOR ESCREVE
Cumprimento
A Sociedade Rural do Paraná, por seus sócios e diretores, tem a satisfação de cumprimentar a diretoria, funcionários e colaboradores da ‘Folha’ pelos seus 49 anos, com votos para que prossiga em sua caminhada segura e ascendente, sempre motivo de grande orgulho para Londrina e região.
- LUIZ ROBERTO NEME, presidente da Sociedade Rural do Paraná
Eleições na OAB
Não fosse o contido no art.28, inciso 4º c/c o artigo 63 da Lei 8.906, de 4 de julho de 1994 (Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil), hoje, 20 de novembro, eu estaria depositando meu voto na chapa XI de Agosto. Seria um voto consciente, uma vez que acompanhei de perto alguns trabalhos dos componentes dela. Não obstante, independentemente de qual das chapas tenha sido a vencedora, lembro aos concorrentes e aos cabos eleitorais o seguinte: a campanha termina hoje (ontem) às 18 horas, mas a OAB continua no resgate da cidadania, na defesa dos direitos humanos, na defesa da justiça social, pela rápida administração da justiça.
- CARLOS FERNANDES DA VEIGA, Cambé
Concurso
Sobre a reclamação do leitor Carlos Pelegrini, publicada ontem, nesta coluna, sobre o concurso da companhia, a Comurb comunica que as provas dos candidatos estão à disposição. Por uma questão de organização, os interessados deverão fazer um requerimento na Comurb, pedindo a prova para conferência. Os problemas ocorridos no dia da divulgação dos aprovados surpreenderam a todos e algumas provas foram danificadas. Felizmente conseguimos recuperá-las. As provas e os gabaritos estão à disposição dos candidatos.
- PEDRO LIVORATTI, assessor de Comunicação da Comurb, Londrina
OAB e o IPTU
Escorado em irrefutável parecer da lavra do dr. Romeu Sacani, a Ordem dos Advogados do Brasil, Subseção de Londrina, protocolou requerimento na Prefeitura Municipal para desobrigá-la ao pagamento do IPTU. Isto se deu quando exerci o honroso cargo de presidente, em 1991. À época respondia pela Secretaria dos Negócios Jurídicos o dr. Ronaldo Gomes Neves, que opinou favoravelmente ao requerimento da OAB, sepultando de vez pretensão municipal de recebimento do tributo mencionado. Ressuscitar suposta dívida - sem causa jurídica - parece-me, salvo melhor juízo, advogar contra a instituição, visto que a questão está há muito solucionada.
- JOÃO TAVARES DE LIMA FILHO, advogado em Londrina
Um pé no sertão
Justamente num momento em que o sertão agoniza e os problemas da terra afloram, é cada vez mais rara a imagem de um sertanejo voltando para o rancho com a enxada às costas, abençoado pelos raios avermelhados de um pôr-do-sol. Talvez essa imagem perdure na memória de muitos que viveram no sertão e naqueles cuja inspiração é essa beleza e intensidade poética. Além da comida na mesa, ninguém vive sem sonhos.
Por isso, mesmo que seja no mais recôndito da alma, está o homem urbano plantando um pé de alface e lembrando dos hectares onde viveu anos atrás, pescando bagres em córregos e rios cristalinos, à sombra dos cedros e pinheiros, ouvindo a música das gralhas, sabiás, chopins e a movimentação contínua de pássaros e aves, a música do rio, o perfume da vegetação ao cair a chuva torrencial de janeiro, e depois o caminho pisado de animais no pasto.
Talvez seja a mesma lembrança que os nordestinos sentem da caatinga, mandacarus e asa branca, e até mesmo do seu cantor maior, Luiz Gonzaga, que levou, na vida de viajante, a enorme bagagem do folclore nordestino. Ou mesmo do gaúcho em suas plagas, montando solitário um cavalo baio que chora por um tempo que o progresso enterrou no campo. Mesmo o homem da cidade, que sente saudade do lampião de gás, do bonde e da boemia, também marca do passado que se foi para nunca mais.
É bom para o espírito lembrar a bica no quintal, água de beber e o jipe na estrada, cantados pelo poeta mineiro e dos verdes campos da minha terra, carros-de-boi e o Brasil sertão que se vai tornando um misto de empresa rural e campo de guerra, sem viola, sem pôr-do-sol, com enxadas, facões e foices brilhando no meio de lonas pretas. Não é a poesia que milhares de sem-terra procuram, e sim a chance de sobreviver.
- JACOB BITTENCOURT DE MORAES, Nova Santa Bárbara, PR
O barco e o mar
Em certos momentos da vida, a reflexão sobre o caminho a seguir impõe-se, de maneira decisiva, para que se possa, com a força da determinação, sobrepujar os empecilhos. As dificuldades não se constituem, como alguns podem pensar, em punição por algum mal que se tenha casualmente praticado. Ao contrário, elas surgem como um teste à capacidade de cada um para empreender uma reação e, por meio desta, encontrar a direção ideal que o conduza ao bem-estar.
Ninguém deve concluir que, pelo fato de se encontrar em estado de extrema tranquilidade, as coisas prosseguirão indefinidamente assim. A conclusão pode ser temerária, visto como deve-se desconfiar das situações muito favoráveis. A serenidade, aparentemente, é sinal de que tudo vai bem: de que tudo se encontra numa ordem perfeita. Aí, no entanto, poderá residir o engano, já que águas mansas em sua superfície escondem, muitas vezes, turbulência em sua profundidade e fazem com que haja descuido sobre fatores que, mais tarde, irão surpreender com acontecimentos inesperados e adversos. Isso não quer dizer que se esteja agasalhando o pessimismo como forma de viver.
O barco que navega bem em mar calmo não faz vantagem alguma. Tudo é facilitado. Vantagem é a navegação em mar encapelado, no qual serão testados requisitos como a resistência estrutural da embarcação e a habilidade do timoneiro.
A História do Brasil dá o excelente exemplo de como o afastar-se da calmaria trouxe os navegadores portugueses ao descobrimento das nossas terras. Esses heróis dos oceanos preferiram os perigos das grandes procelas à ausência de ventos, porquanto, se adotassem esta, navegariam sem tribulações, mas não teriam conhecido o doce sabor da vitória
- DARIO LIVINO TORRES, magistrado em Curitiba

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