O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
IPTU da OAB
Na polêmica instaurada acerca do IPTU da OAB alguns colegas, identificados com a chapa OAB Independente, têm insistentemente sustentado que a Subseção estaria em débito com o IPTU. Já foi demonstrado que a Lei federal 8.906/94 garante imunidade tributária à OAB. Questionam agora, no entanto, se a referida lei poderia ou não conferir imunidade de tributos municipais. Ora, a quem interessa tal discussão? Será que aos advogados, especialmente àqueles que pretendem representar a categoria, interessa questionar a imunidade tributária, advogando contra o interesse da sua própria instituição? Felizmente os advogados são bastante inteligentes para entender o que está por detrás dessa estranha posição.
- ARTUR HUMBERTO PIANCASTELLI, advogado em Londrina
Sopão
A multidão de desempregados que se espalha pelos brasis, mercê do Plano Real, dos meandros da economia, das contradições do sistema bem poderia merecer do governo de Fernando Henrique Cardoso um auxílio. Não se trata mais da cesta básica, que seria impossível distribuir para todos os sem emprego, mas uma nova modalidade de colaboração para que não pereçam de fome: O sopão do Nando. Permito-me sugerir. Cada município faria um cadastro dos seus desempregados mais carentes. Os que nada têm e nada podem diante de uma crise conjuntural ou estrutural, de crises na bolsa e de crises no Real.
Esses desempregados teriam, durante o período de desemprego, o mínimo de calorias necessárias para sua sobrevivência pura e simples. Os pavilhões comunitários serviriam de grandes refeitórios, de local de reunião desses famintos temporários: Servir-se-iam pratos básicos: feijão, arroz, farinha, carne de frango, duas bananas como sobremesa e um copo de suco de laranja. O governo usaria seu estoque regulador para atender a essa emergência.
Não custaria muito ao governo e atender-se-ia à necessidade mais imediata de milhares. As pessoas que procurassem, por vinte dias consecutivos, esses restaurantes dos desempregados seriam cadastrados para trabalhos singelos na comunidade e treinados, digamos, para trabalhar em calçamento com pedras irregulares, hortas comunitárias, creches, apmis, apaes, clubes de idosos, alfabetização, monitores e mais uma centena de pequenos ofícios. Caberia a uma equipe criar esses tipos de opção.
Com boa vontade e competência muito poderia ser feito. Por falta de comida desempregado algum precisa morrer. Quanto poderia ser feito, por exemplo, em Londrina. O sopão ou o prato-de-emergência teria grande importância social, grande sentido solidário. Muito melhor do que alguém, como há aos milhões, Brasil afora, perambular pelas ruas à procura do emprego que não existe, da vaga que ninguém acha.
- JORGE BALEEIRO DE LACERDA, Francisco Beltrão
Indicação elogiável
Finalmente aparece algo de elogiável com referência ao atual governo do Estado. Já há algum tempo gostaria de manifestar minha satisfação pela indicação - ainda que tardia - da Lúcia Camargo para a TV Educativa. Lúcia Camargo é a pessoa mais capacitada para assumir a TVE, por seu dinamismo, sensibilidade e, acima de tudo, caráter. Como ex-presidente da TVE, teria ficado extremamente honrado se houvesse sido sucedido imediatamente por ela. Infelizmente, não foi o que aconteceu. Mas o tempo perdido está sendo recuperado e a TVE e a Rádio Educativa mostram em sua programação o trabalho e, mais ainda, a paixão de Lúcia pelas coisas da Cultura.
- TEÓFILO BACHA FILHO, Curitiba
Sorriso do bebê
Já com quatorze anos, largo sorriso nos lábios e uma dentição de fazer inveja, o Bebê demonstra toda sua felicidade no despertar da adolescência. Em 1983 nascia a Clínica do Bebê, na disciplina de Odontopediatria da Universidade Estadual de Londrina. Era projeto audacioso, com a meta de fazer com que o Bebê chegasse à idade adulta sem cárie dentária e sem inflamação gengival. Sob a regência do doutor Luiz Walter, os idealistas professores Antonio Ferele, Noriaki Hokama, Ruy Hegas, Vera Pelanda e Wanda Garbelini Frossard, assessorados pelos abnegados funcionários Antonio Almeida, Pedro Gomes, Vanilda Marques e Zuleika Ceribelli tiveram a tolerância para superar os obstáculos.
Hoje o Bebê já não é mais criança. Sorri de satisfação, de orgulho, por ter pais conhecidos e reconhecidos. Paternidade meritória, reproduzida em praticamente todos os Estados brasileiros e em diversos países das Américas e
da Europa. O privilegiado Bebê não conheceu o trauma da dor de dente, do motorzinho do dentista, do custo do tratamento e do complexo do sorriso amarelo. Como a saúde começa pela boca, o nosso saudável e sorridente Bebê jamais será alvo da ironia palaciana que utilizara a dentadura (atestado da falência total da Odontologia) como fator positivo (?) no combate à inflação.
Esse Projeto, agora outorgado como Núcleo de Referência pela UEL, sugere como filosofia básica: Educar prevenindo e Prevenir educando ao Bebê brasileiro, que poderá, um dia, sentir orgulho de habitar o ex-país dos desdentados. Assim esperamos. Sorria Bebê. Seus pais o amam. O Paraná se orgulha de você ser Pé Vermelho dotado de um branco e grato sorriso.
- FÉLIX RIBEIRO, professor de Odontologia Social e Preventiva da UEL
Concurso
A Comurb divulgou lista de aprovados em concurso. Chamo a atenção quanto a falta de organização com que foi efetuada a divulgação. Num primeiro momento havia sido divulgado que as provas não seriam entregues. No entanto, estavam na sala juntamente com o resultado. Até aí tudo bem. O problema é que as provas estavam espalhadas pelo chão, pisoteadas pelas pessoas. Muitas até rasgadas, sem condições de identificação, misturadas, sem distinção de cargo para a qual foi feita. A comissão responsável deveria ter agido com mais prudência. Dessa maneira foi invalidado o único instrumento de conferência da veracidade do resultado por parte do candidato.
- CARLOS EDUARDO PELEGRINI, Londrina





