Por que o alcoolismo?

Desde a mais remota antiguidade o álcool é conhecido. Um dos mais disseminados vícios sociais, ele tem sido poderoso agente de criminalidade em todo o mundo, com consequências deletérias a nível social e moral. O problema do alcoolismo é explicado como de ordem psicológica. Ou seja, o impulso que leva o indivíduo a buscar no álcool a solução para suas dificuldades. E este impulso está diretamente ligado à constituição neuropsíquica. O indivíduo desenvolve um estado de tensão de acordo com seus pensamentos em latência negativa ou inconsciente, desencadeando talvez a falta de controle. Esta perda de controle leva ao desenvolvimento de um estado patológico, tornando-se necessário averiguar as causas que o levaram a beber em demasia.
Grande parte psicológica do problema alcoólico acontece por fases, normalmente destrinchadas por acontecimentos que levam o indivíduo a alterações mentais muitas vezes cumulativas e inconscientes. Estas dificuldades vão somente se instalando sem que a pessoa encontre soluções. O que fará com que se sinta frustrado, angustiado, com sensação de grande vazio. Sentimento este traduzido em fracasso que o levará à necessidade de fuga. E a maneira mais fácil e imediata é logo ‘tomar uns tragos’. Logo se sentirá aliviado, mas um pseudo-alívio, porque não soluciona o problema, porém, por questão de momentos, poderá sentir-se melhor e achar que conseguirá superar o problema que o aflige. Este episódio poderá repetir-se de formas diferentes, e que justificam sempre o porquê de estar bebendo, instalando a dependência física ao álcool.
Do ponto de vista médico-social, o alcoolismo é visto como doença que precisa tratamento, mas a terapia eficaz de início será orientação no sentido de valorizar muito suas qualidades e fazê-lo enxergar seus próprios valores dentro de suas qualidades, e aprender trabalhar com suas fraquezas a fim de moldá-las. Isso tudo depende muito da formação familiar e diálogo. Já é possível atender a estas necessidades reais na atualidade, através do convívio familiar.
- ELIZABETH SOLIS, Londrina

Déficit público

Num brilhante artigo publicado na Folha de Londrina, Sérgio Arouca coloca às claras os verdadeiros privilegiados, no que tange ao orçamento público. Com a desculpa de dar continuidade ao plano Real, o governo mantém as taxas de juros elevadíssimas, oficializando desta forma a maior e mais vergonhosa agiotagem do País. Agiotas internacionais, aproveitando o privilégio, aqui aportam os seus recursos, funcionando como verdadeiros sangue-sugas de milhões de miseráveis, que muitas vezes não têm nem mesmo o que pôr na mesa para comer.
Os salários dos servidores públicos encontram-se congelados há mais de dois anos, e não se sabe quando haverá algum reajuste, cuja defasagem já ultrapassa os 60%, conforme afirmação do DIEESE. Os aposentados da Previdência Social também amargam defasagens brutais em seus proventos. Enfim, além do desemprego, o arrocho salarial é generalizado. As verbas orçamentárias destinadas à saúde, educação e à Previdência estão fortemente contidas e limitadas.
Por que apenas as despesas com o pagamento dos juros não sofrem nenhum tipo des restrição? Seria para privilegiar o ganho fácil, através do capital especulativo? Não seria mais lógico conter essa sangria, limitando as dotações orçamentárias que se destinam ao pagamento desses juros abusivos. O tão falado déficit público não passa de falácia para esconder, talvez, outros interesses escusos e privilégios inconfessáveis.
- JOÃO AMBRÓZIO DE OLIVEIRA, Londrina.

Democracia cristã

Em 1966, com Eduardo Frei Montalva, presidente da República do Chile, nasceu a democracia cristã, que começou a dar fruto naquele longo e estreito país da América do Sul. Frei fez coisas muito boas para o povo chileno, criando novos bairros para trabalhadores, pois lá existe a classe social alta, média e baixa. Até hoje existe, no bairro de Nu¤oa, em Santiago, um condomínio chamado Vila Frei, cheio de casas e prédios de 4 a 30 andares, onde as famílias têm casa própria, longe do aluguel. Com isso nasceu a classe média, que caiu com o presidente revolucionário de esquerda, Salvador Allende Gossen, que passou a depender da União Soviética; criou distorção no povo, criando um golpe de Estado militar, onde as forças armadas tomaram posição com o general Augusto Pinochet Ugarte criando e destruindo o governo revolucionário de esquerda.
Cheio de riquezas como ouro, prata, cobre, lítio e caliza, o Chile tem um grande deserto, Atacama, na zona norte do país, desde Antofagasta e Arica, fronteira com o Peru e a Bolívia. O Chile tem diferentes climas, como as cordilheiras dos Andes e Ski, na costa do Pacífico, e as maravilhosas lagoas do Sul, como Villarrica, Pucon, Lican-Ray e Frutillar e a chamada Punta Arenas, princípio da Antártica pertencente ao Pólo Sul. Nesta data de 1996, o novo governo do presidente do Chile e filho do antigo presidente (Eduardo Frei Ruiz-Tagle) caminha muito bem, como foi com seu pai, com rumos cheios de triunfo para os trabalhadores e o povo em geral.
- JUAN CARLOS SOLÍS, jornalista chileno.

Paulo Rizzi

Parente do piloto Paulo Rizzi Isper, manifesto agradecimento à leitora Maria das Graças Castro Guimarães que, gentilmente, expressou solidariedade e apoio moral à campanha de meu primo na Inglaterra. Como se sabe, as dificuldades para a ‘‘decolagem’’ na carreira de piloto automobilístico são demasiado grandes. A participação da sociedade atenua o peso e a grandeza dos obstáculos. Maria das Graças expressa sua consciência cooperadora com as palavras: ‘‘Sou apenas uma mãe de classe média e luto com dificuldades. Mas se eu tivesse dinheiro, destinaria parte dele para este ‘‘bicho do Paranᒒ de ‘‘pé-vermelho’’ que está levando o nome de Londrina para o primeiro mundo e mostrando que aqui há gente de valor’’.
Considerando a postura generosa desta senhora, é realmente empolgante observar o quanto o povo brasileiro tem admiração pelo automobilismo. Os custos do esporte, no entanto, são quase proibitivos. Por outro lado, a viabilidade publicitária da modalidade mostra-se altamente positiva em face dos bons resultados que os brasileiros, em média, apresentam no exterior. Paulo Isper está desempenhando uma trajetória não usual em sua carreira. Seus resultados estão impressionando os analistas mais ortodoxos e pessimistas das pistas de Silverstone - Inglaterra. Sob o ponto de vista técnico - e não meramente familiar - este menino promete muito. O projeto é de que no ano 2000 ele já esteja engajado na Fórmula 1.
Sem a parceria com empresas que invistam em patrocínio, as dificuldades atuais - arcadas exclusivamente pelos pais do piloto - poderão lamentavelmente ser ampliadas a proporções exponenciais. Muito obrigado, Maria das Graças. Sua colaboração também nos faz ver que o Paulinho vai prosperar e por várias vezes, se Deus quiser, erguer a bandeira verde-amerela nas pistas da Fórmula-1, em muito breve.
- ABRAHAM S. BUCHALLA, Londrina.

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