O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Hospitalidade
Na área de fiscalização do lado argentino, de cara deu para perceber um efeito contrário do Mercosul. Documentação e verificação de tudo, até da bagagem e do banheiro do ônibus. Criaram uma taxa para se visitar o País, que só seria recebida se paga em moeda argentina ou, pasme, dólar americano.
Para que chamar de irmão quem não quer me receber? Para que considerar quem esnoba meu dinheiro, só faltando dizer que ele não vale nada? Cadê o moral do Real? Onde a integração dos países sul-americanos? Em qualquer outro país da América do Sul os brasileiros são recebidos cordialmente, como irmãos, com seus reais no bolso. O trânsito é livre. Por que, no único país protegido dos Estados Unidos, aqui na América do Sul, tem que ser diferente?
Fomos enxotados da Argentina. Levamos figuradamente um pontapé no traseiro, simplesmente porque fomos patriotas o suficiente para acreditar que nosso Real tivesse algum valor em todo o Mercosul. Constrangidos, demos meia volta e tiau. Alguém ao meu lado, que nunca fora à Argentina, perguntou: É legal lá? Tem alguma coisa interessante? Respondi: A beleza que lá existe Deus repartiu com o Brasil, as Cataratas. De interessante, a Argentina só produziu Maradona, um gênio, um craque da bola, só atrás de Garrincha, Pelé, Zico e Romário, pela ordem. Portanto, vamos comprar chocolate em outro lugar. Restou-nos um consolo: Fizemos, com certeza, a mais rápida visita do mundo a um outro país. Mesmo que não figuremos no Guinness, sabemos disso.
- RODERLEI FEGADOLI, Terra Rica/PR
Reciclagem fiscal
Na sua coluna publicada na Folha, dia 24 de outubro, o jornalista Joelmir Beting declarou que a previsão é de que o CPMF arrecadará sozinho, este ano, 7 bilhões de reais. Numa reforma fiscal séria não seria viável ao País que se adotasse um percentual dez vezes maior, ou seja, 2% sobre o CPMF e se extinguissem de vez os atrasados e pesados demais impostos. Ou seja, o CPMF arrecadaria cerca de R$ 70 bilhões, que valem mais de R$ 100 bilhões, por ter custo zero de fiscalização. Não haveria necessidade de receitas federal ou estadual. Só esta economia já seria grandiosa.
Se computássemos que um carro 0 km custaria 38% menos, os alimentos no mínimo 15% (muitos pagam hoje até 32% de impostos), só como exemplo, o consumo aumentaria gerando mais empregos e mais exportações por diminuir o custo Brasil porque um empregado que ganha R$ 500 custa para a empresa cerca de R$ 750 com os encargos. Teremos uma redução de mais ou menos 50% no custo da mão-de-obra, gerando mais empregos (giro e consumo não geram inflação, como dizem alguns. Isto só acontece quando há falta de produtos no mercado. Isto não aconteceria por causa das importações mais livres).
Os deputados e senadores que estão para votar a tão esperada reforma fiscal devem pensar nos benefícios que um tributo simples como este traria à Nação, sem maiores custos na sua implantação. Votem a favor da Nação, e não a favor de setores que querem deixar tudo como está, para usufruto próprio.
- ELIAS MARCELINO ALVES, Jaguapitã
Bill Clinton
Bill Clinton se nos afigura grande e generoso pela franqueza e humildade ao se penitenciar publicamente pelos desacertos de sua assessoria, ao rotular o Brasil de ser portador de corrupção endêmica. Reconheceu o grande equívoco do seu Foreign Office, ao formular afirmações grosseiras, como se estivesse se dirigindo a uma republiqueta do Caribe ou da África Central. Como presidente da nação mais poderosa do mundo - não somente pelo potencial econômico, mas pelo tipo de democracia que vem praticando desde Jeferson, para culminar em Abraão Lincoln, ou em Franklin Delano Roosevelt ou Kennedy, ou mesmo o próprio Bill Clinton.
Abre os braços e seu comovido coração ao encontrar um presidente esclarecido, capaz de entender a sinceridade da sua mensagem fraternal. Claro que há interesse comercial uma vez restabelecido o fator confiança. Claro que as portas estão abertas para acordos comerciais de alta significação para ambos. Mas sua presença significou mais. Que há profundas raízes entre nossos povos. Raízes que podem originar o estabelecimento e alargamento de um grande canal, de fraternal interesse, entre as duas nações mais poderosas do continente, o Brasil e os Estados Unidos.
- JOÃO DIAS AYRES, médico em Londrina
Poluição
A agressividade da AMA em relação ao episódio do Igapó não resolve o problema. Conheço os laboratórios da AMA. Eles recebem amostras de grande parte do Estado, fazem um trabalho sério. Portanto, mandar as amostras para a CETESB é, além de ofensa, um ato inócuo. Porque, ao invés de retaliações, ações públicas etc, a AMA não esclarece quais são seus pontos de amostragem e com que frequência a coleta é realizada? Aí então vamos poder discutir fatos e não opiniões.
- EFRAIM RODRIGUES, Londrina
Agradecimento
A comissão organizadora da 1ª COESC - Convenção das Empresas de Serviços Contábeis do Paraná vem, através desta, agradecer o apoio e a colaboração da Folha na realização do evento. Temos certeza de que a sua ajuda, traduzida na publicação de reportagens diversas sobre o encontro, foi de primordial importância para o sucesso alcançado. Estamos certos de poder contar sempre com sua colaboração, consequência da sensibilidade de V.S. para a necessidade de eventos que, como este, promovam a classe contábil e a melhoria do nosso profissional.
- JOSÉ JOAQUIM MARTINS RIBEIRO, presidente da 1ª COESC/PR
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