O leitor escreve
Ônibus
Lamentavelmente, o que se vê ao final de um mandato político malsucedido em Londrina é a procura de bode expiatório para se jogar a responsabilidade de tanta incompetência. O alto escalão da administração municipal, em opinião divulgada pela imprensa, responsabiliza a Justiça como a única trava que impossibilitou a modernidade e desenvolvimento do transporte coletivo na cidade. Neste momento cabe uma manifestação por parte da AFUGEL - Associação dos Funcionários da Grande Londrina sobre as ponderações do presidente da Comurb pelas quais ele procura isentar aquela companhia sobre a forma como o transporte coletivo foi administrado. Onde estão os terminais de bairros e as canaletas exclusivas para os coletivos? As faixas exclusivas para ônibus pouco proveito têm para melhorar a eficácia e eficiência do desempenho dos ônibus, pois na realidade continuam disputando espaço no trânsito com os demais veículos.
Ficamos curiosos para saber que projetos são esses que a Comurb desenvolveu, mas que somente poderão ser mostrados à população se houver licitação no transporte. Independente de quem está realizando o serviço, as inovações e modernidade podem ser implantadas, pois em primeiro lugar se visa a satisfação e o conforto dos usuários, que não estão recebendo o tratamento devido por parte da Comurb, já que nada fez porque aguarda concorrência para o transporte. Faz tempo que deixamos de ter esperança em uma situação política mais humana, sensibilizada e voltada para a população da cidade, pois quando não se respeitam aqueles que geram empregos numa cidade, vão respeitar a quem? Nessa administração, o que mais vimos e ouvimos foi propaganda em todos os meios de comunicação e agora, ao final, lamentamos, pelos funcionários públicos, que ao menos com certeza devem ter recebido o lindo cartão de Natal da Prefeitura porque o Natal deles não foi nada lindo. Em vez da ceia de Natal, tiveram que se contentar com uma banana. A AFUGEL acredita que na nova administração, que se inicia amanhã, o relacionamento será aberto, com diálogo franco e respeito mútuo entre todos. Colocamos nossa esperança e confiança no novo prefeito, na certeza de um tempo de paz e prosperidade para Londrina e sua população.
- OSWALDO FERREIRA DE ABREU, diretor de divulgação da AFUGEL
Precisa-se
Precisa-se de seres humanos com qualidade para realizações com qualidade. Precisa-se de seres humanos que não façam suas tarefas por obrigação, mas sim por consciência, por prazer. Precisa-se de seres humanos que vivam seu casamento com ternura e amizade. Precisa-se de seres humanos que sejam pais, e não simples procriadores e mantenedores. Precisa-se de seres humanos que sejam amigos, e não simplesmente colegas. Precisa-se de seres humanos que vejam a vida como uma dádiva e não como um fardo. Porque são eles que vão construir um mundo digno de viver. (Roberto Shinyashiki, A Revolução dos Campeões).
É tão simples e tão fácil. Basta apenas seguir os princípios e ensinamentos do Aniversariante Eterno de 25 de dezembro, pois seu jugo é suave e seu peso é leve. (Mateus 11:29-30)
- TERRAÇO ASSESSORIA IMOBILIÁRIA
Previsões para 97
É fatal. Todo ano as mesmas cenas se repetem. À medida que a virada do ano se aproxima, jornais, revistas e, principalmente, a televisão, bombardeiam seus telespectadores com festival de previsões para o ano vindouro. Astrólogos, numerólogos, tarólogos, cartomantes, videntes etc. saem do anonimato para dizer o que vai acontecer no próximo ano. A mãe Diná, requisitadíssima nesta época do ano, é sucesso de audiência garantida onde quer que apareça. As previsões de tais pessoas, desculpem a sinceridade, são as mais óbvias possíveis. Para não correr o risco de suas profecias não se concretizarem, nunca fazem previsão de um fato certo e determinado. Normalmente, são as mesmas ladainhas: Em 1997, um político muito importante vai morrer, uma grande catástrofe vai abalar o mundo, um casamento muito importante entre dois artistas pode se realizar, vamos ter grande revelação na música e no esporte, Xuxa poderá se casar...
Neste contexto arrisco algumas previsões para o Brasil em 1997: Nossa dívida externa não vai ser paga; não vai diminuir o número de menores abandonados; muitos hospitais vão ter falta de leito para seus doentes, a taxa de desemprego não vai cair; a fome e a miséria continuarão um dos principais problemas do Brasil. Deus queira que minhas profecias não se concretizem. Feliz 1997.
- ANTONIO CARLOS SCARAMAL BICAS, jornalista e estudante de Direito
em Londrina.
Pinhão
Acompanho e arquivo matérias jornalísticas com notícias sobre o município de Pinhão, da região Centro-Oeste do Paraná e, como outros pinhãoenses, chateados, temos constatado que quando se divulgam nos meios de comunicação, de modo geral, matérias sobre a Universidade do Professor, construída na localidade de Faxinal do Céu, sede de um distrito de Pinhão, nunca é citado que essa Universidade é localizada no município de Pinhão. Apenas se escreve e se fala de Faxinal do Céu, como se esse território estivesse suspenso no espaço, na atmosfera ou no céu.
Numa honrosa e gratificante exceção a esse lamentável estado de coisas, e em respeito aos leitores amantes da verdade e do jornalismmo sério, tive a grata surpresa e satisfação de ler, na edição do dia 19, desse conceituado jornal, reportagem sobre a Universidade do Professor, que subsidia estudo e promove seminários sobre educação avançada, e pela primeira vez sido informado ao público leitor que essa Universidade está instalada em Faxinal do Céu, município de Pinhão.
Esse fato foi e é muito significativo para nós, de Pinhão, e para que as autoridades do Estado e da própria comunidade de Faxinal do Céu (onde há a vila ou cidade residencial da Usina Hidrelétrica de Foz do Areia, da Copel) reflitam sobre o porquê disso tudo, estando em solo pinhãoense, existir uma espécie de complô, aversão ou vergonha de se reconhecer essa realidade. Ora, se o município de Pinhão não é de primeiro mundo como é Faxinal do Céu; viveu em 1993 e vive, desde 26 de julho de 1994, uma crise político-administrativa sem precedente na história, antes de renegá-lo ou de se querer levar Faxinal do Céu, Universidade do Professor para o espaço/céu, não seria muito melhor nos unirmos todos para tornar Pinhão uma terra de melhores condições de vida para o seu povo, de maior justiça, fraternidade, racionalidade, educação, respeito e outras virtudes?
Renegar a terra em que moramos e tiramos o sustento para a nossa manutenção e família, ou negar nossas origens e a verdade do espaço físico que ocupamos, definitivamente não está com nada. Como tal registro para a história minha indignação por esse desagradável estado de coisas, e o meu reconhecimento de público à Folha de Londrina, pela reportagem citando e respeitando a verdade e o nosso querido município de Pinhão.
- FRANCISCO CARLOS CALDAS, Pinhão.





