O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Cemitério de animais
- Papai, a Lili foi atropelada. Disse minha filha Juliana. Ao chegar à rua vi o corpo do animal estendido no chão. Um filete de sangue saía pela boca. Não havia nada mais que fazer senão providenciar o funeral. Emprestamos o enxadão do vizinho e colocamos Lili num saco plástico e o enterramos. As crianças rezaram soluçando e colocaram flores sobre o túmulo. Lili deixou saudade.
- Pai, por que não fazem um cemitério pra cachorro? - perguntou meu filho Gui. Muitas pessoas devem ter feito esta pergunta diante do falecimento de um animal de estimação. Imagine um gato siamês morto num apartamento, um vira-lata atropelado na Via Expressa, dois corpos de cavalos putreficando às margens da avenida Brasília.
Se for animal pequeno, um papagaio, coloca-se em uma caixa e enterra-o no quintal. Porém, se for um felino, muitos jogam no ribeirão, no lago Igapó, numa data vazia, colocam na lata de lixo do vizinho. Se não tiver dono, deixam o defunto no asfalto, até que algum caminhão de lixo o recolha. E se for animal de porte grande, um quadrúpede? O relato é de uma aluna: Deram um tiro na mula que tinha quebrado a perna, jogaram uns pneus velhos e queimaram o animal.
Para que situações trágicas como essas não ocorram, a Prefeitura Municipal de Londrina deveria criar um cemitério de animais de estimação, onde seriam sepultados todos os animais domésticos da cidade. Bastaria um telefonema e tudo estaria resolvido.
- CARLOS OKAWATI, Londrina
Cemic - 20 anos
Três de outubro de 1977, nascia o Centro de Estudos e Integração do Menor na Comunidade Renato Aragão Festugatto - Cemic, entidade pertencente ao Centro Social Beneficente da Paróquia São Cristóvão. Feliz coincidência, no mês em que se comemora o Dia da Criança.
Padre Armando da Costa, dotado de invulgar visão e cônscio da urgente necessidade de algo fazer em favor do menor desassistido, fundou o Cemic. Possuidor de grande carisma, iluminado em seu norte, dono de um entusiasmo inesgotável, Padre Armando, seguidor fiel de seu fundador Dom Scalabrine, concretizou um de seus grandiosos objetivos: assistir, educar, orientar, profissionalizar e, acima de tudo, doar-se e amar ao menor, promovendo-o para integrá-lo na comunidade e incorporá-lo como cidadão. Na formação do caráter, desenvolver o sentimento cívico, ensinar a pescar através da profissionalização, capacitando-os a participar e enfrentar desafios.
O Cemic e os 300 menores que frequentam atualmente, e as centenas que por lá passaram nestes 20 anos, têm muito a agradecer às autoridades de Cascavel, ao município e a uma gama imensa de pessoas que tornaram possível a existência da entidade. Salutar, imperiosa e indispensável essa colaboração. Cabe a todos uma parcela importante no auxílio e na busca de soluções do problema do menor, ajudando, colaborando e principalmente participando ativamente na vida das entidades ligadas ao setor social. A nossa responsabilidade com a comunidade é exatamente do tamanho dos nossos privilégios.
- HYLO FRANCISCO BRESOLIN, presidente do Cemic/Cascavel





