O LEITOR ESCREVE
Globalização
Eis claramente definido um dos efeitos colaterais da globalização: chove pedra na Ásia, na folhagem do algodão brasileiro (Bolsa de Valores) forma-se um buraco. O mundo ficou totalmente à mercê da volúpia deste capitalismo eternamente selvagem. Se o muro de Berlim teve que cair (ainda bem) não precisariam desaparecer os princípios melhores de um socialismo que, vigilante na movimentação socioeconômica, ainda podia ditar normas reguladoras do mercado e da movimentação social.
Quem é a Rússia na ordem mundial hoje? Um país sem rumo, totalmente dominado. Os países que compunham o bloco socialista são o quê? Nada, apenas mantendo ou decaindo na qualidade de vida já atingida, mas sem conseguir influir na ordem mundial. Pena que o mundo não perceba a monstruosidade do capitalismo que se tornou tão hitleriano. A moeda comanda os relacionamentos, empobrece os seres humanos e até destrói relacionamentos sadios. Hoje a conveniência muitas vezes suplanta a verdade (espécie em extinção) nos relacionamentos, tornando infeliz uma casta enorme dos submetidos à escravidão do ‘quanto’?
Os valores familiares, o sorriso das crianças devem prevalecer, muitas vezes acima, até ficar entre nossos projetos pessoais, mas quando planejados dentro do amor, nunca da conveniência do ‘quanto vou lucrar ou perder? Pobre mundo, que só se torna bonito quando abraça a verdade e o sorriso das crianças com o abraço do coração, não o do bolso. Que a simplicidade e ternura (adjetivos da verdade) tornem o sorriso dos nossos filhos mais abertos, em função do amor, o único que pode, amparado na sustentável e contrastante aspereza e leveza dos seres, gerar vida e alegria.
- LUIZ EDGARD BUENO, Londrina
Advogado
O artigo 133 da Constituição Federal enuncia: ‘O advogado é indispensável à administração da Justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei.’ Deriva daí o princípio da indispensabilidade do advogado em quaisquer processos. Consternados, temos visto o advogado cada dia mais ‘dispensado’ e nenhuma voz para tentar reverter esse quadro de prejuízo institucional para a sociedade brasileira. Exemplos mais eloquentes são as experiências dos denominados ‘Juizados Especiais’ e ‘arbitragem’, onde a figura do advogado é inconstitucionalmente relegada para o plano da insignificância (leis 9009/95 e 930/96).
Dizem alguns que defender-se sem precisar de advogado é inerente ao direito de cidadania e quando os advogados reclamam estão pretendendo ‘reserva de mercado’. Entendemos contrariamente, pois onde falta um advogado faltará justiça. Sozinha, a pessoa pode estar se prejudicando de maneira inconsciente. O Estado deveria instituir um quadro de defensores públicos, sem custo ao interessado, perante aquelas instâncias especiais. Não aconselhamos sequer advogados a ‘advogar em causa própria’. Há um ditado para desestimular tal prática, segundo o qual ‘quem advoga em causa própria tem sempre um idiota como cliente’, pois a emoção pode eclipsar o raciocínio.
Imagine-se então uma pessoa, não versada em ciências jurídicas, reclamando contra um laboratório farmacêutico. Enquanto ela estará ‘advogando em causa própria’, no suposto exercício da mais genuína cidadania, o laboratório, do outro lado da mesa estaria, por certo, representado por um dos melhores advogados do Brasil.
- ELIAS MATTAR ASSAD, Curitiba
Estatuto da criança
Partindo do princípio de que a essência da lei nº 8069/90 é a proteção integral à criança e ao adolescente, independentemente de raça, cor, religião, condições econômicas, a escola não deve medir esforços para garantir a sua aplicabilidade, pois o exercício da cidadania é uma das principais razões de ser da comunidade escolar. No entanto, não podemos ser tão ingênuos ao ponto de considerar que o estatuto, como qualquer lei, pode ser aplicado sem que haja condições adequadas.
Dentre as condições imprescindíveis para que o Estatuto seja colocado em prática, o primeiro passo é o conhecimento profundo da lei, por parte da comunidade escolar, para poder interpretá-la corretamente. Assim poderão ser evitados alguns equívocos, como, por exemplo: O Estatuto veio somente para proteger os direitos da criança e do adolescente, desconhecendo-se que a comunidade escolar pode e deve aplicar atividades sócio-educativas como medidas corretivas de possíveis delitos cometidos.
Outros exemplos sobre o desconhecimento da lei poderíamos citar. É necessário, também, um trabalho de conscientização junto aos segmentos da comunidade escolar, envolvendo, se possível, toda a sociedade. É preciso conceber e assumir a essência da lei como parte de um projeto maior: a construção de uma nova sociedade, que garanta os direitos fundamentais do homem.
- LUIS MARTINS DE LIMA, Londrina
Propaganda
Deixou-me indignado propaganda, na TV, do Partido dos Trabalhadores que critica negativamente a política do presidente Fernando Henrique Cardoso, banalizando os cinco dedos da campanha que o elegeu. A propaganda é enganosa como o nome do partido. O PT esquece de informar à população que a meta dos cinco dedos não é atingida por culpa dele próprio, que não aceitou diálogo com o Presidente e só vota contra as reformas estruturais na Constituição, que, quando aprovadas, desenvolverão a dignidade ao cidadão brasileiro.
Entretanto o PT só quer o poder. Há muito deixou de se interessar pelo bem-estar da sociedade brasileira. Quanto ao nome da agremiação deveria ser Partido dos Assalariados que não têm o que fazer, a não ser baderna e confusão no Congresso Federal, no campo e na periferia das grandes cidades, onde a população ainda não consegue enxergar o engodo que certos políticos oposicionistas apregoam.
FHC, seu partido de origem e os seus aliados devem impetrar ação de reparação de danos morais pelo perjúrio e mentiras afirmadas pelos PTerroristas. O PT é uma fraude.
- WILLIAM JAMES PEREIRA JUNIOR, Jandaia do Sul

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