O LEITOR ESCREVE
Álvaro e o PT
A aliança de Álvaro Dias com o PT não poderia ser mais oportuna representativamente. Este é o momento de partidos de oposição ao governo, com objetivo de fortalecimento, realizar coligações sem qualquer comprometimento de suas originais tendências partidárias ideológicas.
Quanto a inabalável tranquilidade do prefeito Jaime Lerner, no que concerne
a união de tais partidos de oposição, pode-se compreender como seguramente aparente. Apesar da fama de Lerner como ‘‘biônico’’ em vidas passadas (fama esta já quase esquecida), tal habilidade não parece suficiente para enfrentar o ambiente político nacional. Para tanto se requer mais do que obras e mais obras ou decorações ufanistas. Se faz necessário conhecimento político no sentido crítico, dialético e prático da palavra.
- ANA SANTOS, Cidade University of Essex, Reino Unido
História
Sou londrinense de coração e leitor on-line da ‘Folha de Londrina.’ Adorei a reportagem sobre o brechó que encontrou a história de Londrina. Afinal pude rever um primo que não via há 9 meses. Continue assim
- ROBERTO HENRIQUE CATHARINO FILHO, Tangará da Serra, MT
Saudade
Não gostaria de opinar e sim elogiar. Moro atualmente aqui no Japão, na cidade de Osaka. Nasci em Maringá e sempre fui leitor da ‘Folha de Londrina.’ Fico contente em saber que temos uma coluna especial de nossa cidade, podendo assim matar a saudade que tanto nos rodeia aqui, do outro lado do mundo. Um grande abraço a todos vocês e que continuem assim, melhor a cada dia.
- SANTINO BAQUETTI NETO, Osaka, Japão
Cumprimento
Parabenizo a ‘Folha de Londrina’, em especial os jornalistas Samuka Lopes e Maurício Della Barba, pelo excelente trabalho que vêm desenvolvendo na área automobilística. O caderno ‘‘Carro & Cia’’ é um produto de alta qualidade, atualizado e que mantém postura crítica e isenta, o que é bastante difícil na área automotiva.
- RENÊ GARDIM, Bauru
Onde os telefones?
Milhares de pessoas, em todo o País, correram às empresas do Sistema Telebrás, em maio, na esperança de conseguir comprar um telefone por 300 reais, conforme anunciara estridentemente o governo. Grandes filas formaram-se nos escritórios de atendimento ao público. No Rio de Janeiro, por exemplo, houve ironicamente um congestionamento no sistema de telefonia, tal o volume de pessoas ligando em busca de informação sobre a novidade.
Cinco meses se passaram. Ninguém neste País ainda conseguiu ter linhas telefônicas instaladas pelo novo sistema de comercialização e preço anunciado pelo governo. Aliás, nem mesmo as linhas vendidas há mais tempo pelo Sistema Telebrás foram totalmente instaladas. Em São Paulo, por exemplo, a Telesp fez a chamada para instalação de dois milhões de linhas, de um total superior a quatro milhões vendidas nos últimos anos. O déficit de telefones continua imenso. E as perspectivas de atendimento a essa demanda ainda são muito tênues, pois solucionar a questão implica investimentos vultosos a serem realizados pela iniciativa privada, depois de concluído o ainda insipiente processo de privatização.
Nem bem a população assimilava o golpe da decepção com a promessa de telefones a 300 reais e veio nova portaria do Ministério das Comunicações, anunciando a aquisição de linha por 80 reais. Além de gerar falsa esperança nos consumidores, esse tipo de postura do governo causa grande confusão no mercado. Os preços das linhas caem e as pessoas ficam sem saber o que fazer. Milhares de pessoas, em todo o País - as que precisam de um telefone para uso próprio e as que costumavam investir na aquisição de linhas para obter uma poupança com retorno seguro - ficaram inseguras e continuam aguardando a definição da política estatal para o setor.
- ROBERTO MARQUES, São Paulo
História de amor
Numa ilha moravam a alegria, a tristeza, a vaidade, a sabedoria, o amor e outros. Um dia avisaram aos moradores que a ilha ia ser inundada. Apavorado, o Amor cuidou para que todos os sentimentos se salvassem. Então falou: - Fujam todos, a ilha vai ser inundada!
Todos correram e pegaram seu barquinho, para ir a um morro bem alto. Só o Amor não se apressou, pois queria ficar um pouco mais com sua ilha. Quando já estava se afogando, correu para pedir ajuda. Estava passando a Riqueza e ele pediu que ela o levasse. A resposta foi: ‘Não posso, meu barco está cheio de ouro e prata e você não vai caber.’ Veio então a Vaidade e ele implorou: ‘Leve-me com você...’ A resposta foi: ‘Não posso, vai sujar meu barco.’ Logo atrás vinha a Tristeza que, ao ser perguntada se levaria o Amor, respondeu: ‘Estou tão triste que prefiro ir sozinha.’
Passou também a Alegria, tão alegre que nem ouviu o Amor chamar por ela. Desesperado, achando que ficaria só, o Amor começou a chorar. Então passou um barquinho, onde estava um velhinho, que falou: ‘Sobe, Amor. Eu o levo.’ O Amor ficou radiante de felicidade, que até esqueceu de perguntar o nome do velhinho. Ao chegar ao morro alto, onde estavam os sentimentos, ele perguntoui à Sabedoria: ‘Quem era o velhinho que me trouxe aqui?’ Ela respondeu: ‘O Tempo’. Mas por que só ele me trouxe? - Porque só o tempo é capaz de entender um grande Amor.’ (Autor desconhecido)
- CAROLINA ANGELO CALDAS, 12 anos, de Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

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