O LEITOR ESCREVE
Diárias frias
Li, à página 5, primeiro caderno da edição de sábado, 25, matéria de Leandro Donatti nominada ‘Ministério Público entra na Justiça contra Requião’, cujo texto dá conta da prática da emissão de diárias frias e de passagens aéreas e rodoviárias, num esquema de enriquecimento ilícito montado pelo ex-diretor da Casa Civil, Mauro Rocha e outro.
Surpreendi-me com a acusação, pois tinha o sr. Mauro Rocha como zeloso guardião do dinheiro público, eis que em novembro de 1985, quando ele ocupava as funções de diretor geral da Secretaria de Desenvolvimento Urbano - SEDU, então Secretaria do Interior - SEIN, indeferiu minha requisição de passagem e diária para a cidade de São João do Caiuá, para atender convite de lideranças estudantis, capitaneadas pela hoje vereadora Maria das Dores ‘Dorinha’ Bernardo. Justifiquei o pedido argumentando a oportunidade para exposição do projeto ‘Muralhas Verdes’, premiado pela 1ª Bolsa de Criatividade em Meio Ambiente, da antiga Surehma, embutido na Carta de Curitiba resultante de Simpósio sobre Erosão, auspiciado pela Assembléia Legislativa. Ante a negativa ao requisitado, insisti na dispensa da concessão da passagem e da diária, contentando-me com a dispensa do ponto. Diante de nova e definitiva desautorização, fui para São João do Caiuá às minhas expensas e risco.
- PARREIRAS RODRIGUES, Curitiba
Paraíso há 50 anos
Nascido há 48 anos em Bela Vista do Paraíso, sinto-me à vontade para aproveitar a oportunidade em que se comemora os 50 anos de criação do município para prestar homenagem a homens e mulheres que pelo trabalho diuturno fizeram da localidade um lugar especial. Desde os primórdios, Bela Vista do Paraíso contribuiu para a economia paranaense através da cafeicultura que, apesar de ciclos de maior e menor produtividade, sempre colaborou no desempenho agrícola do Estado.
Com as famílias pioneiras, que foram se juntando, viram nascer o município de Bela Vista do Paraíso, nome originário da Fazenda Paraíso, grande propriedade que cedeu parte da sua área para aqueles que queriam se instalar na região, dedicando-se à agricultura de subsistência e à cafeicultura. Nascer de um pedaço da Fazenda Paraíso, cuja clareira aberta para instalação dos pioneiros proporcionou uma ‘Bela Vista’, como contam os antigos, é motivo de orgulho para todos nós, filhos do município. Como meu pai, que lá chegou em 1936, os pioneiros que criaram Bela Vista do Paraíso, acreditando que ali poderiam cultivar café, o ‘ouro verde’, fincar raízes e garantir o sustento da família, merecem nossa homenagem e gratidão.
Mas se neste Jubileu de Ouro se reverencia os pioneiros, é preciso não perder de vista aqueles que hoje fazem de Bela Vista do Paraíso um município que não ficou perdido no tempo, vivendo da época áurea do café com um espírito saudosista. O presente do município está aí para mostrar que não perdeu o bonde da história, que soube vencer dificuldades e adequar-se aos novos tempos. A cidade cresce com suas crianças e a juventude que não a abandona em busca da ilusão da cidade grande, do dinheiro fácil. Os belavistenses tem esta qualidade: apostar no município e em si mesmos.
- JOSÉ TAVARES, deputado estadual (PTB)
Jovens advogados
Anseios, dúvidas, incertezas, objetivos, vontade, força, dificuldades, dinamismo, convicção, seriedade, profissionalismo, ética, lealdade, união, tantos mais seriam os vocábulos para que de pudessemos de fato retratar a situação dos jovens advogados.
Sabemos que o exercício da advocacia, profissão que elegemos para o resto de nossas vidas, além de apaixonante é, também, muitas vezes espinhoso, principalmente para nós, que há pouco iniciamos nossa caminhada.
Nosso pensamentos, nossas reivindicações, desejos e sonhos, diariamente são deixados para trás, como se importância aos outros não tivessem.
Até mesmo o Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil nos impõe restrição, pois para tornarmos elegíveis, devemos necessariamente estar inscritos na Ordem dos Advogados há mais de 5 anos.
Votar, temos o dever-obrigação; participar de todo o processo eleitoral, como candidato, nos é vedado. Aliás, tal fato é um contra-senso, ainda mais sabendo que para nos elegermos deputados, necessitamos contar com apenas 21 anos de idade. Podemos legislar, participar dos quadros da diretoria da OAB, não
Está na hora de fazermos valer a nossa tão sonhada capacidade postulatória, obtida após longos anos de estudo.
Temos o direito de ver nossas reivindicações acolhidas, nossas idéias analisadas, enfim, nosso sonhos concretizados. Fazemos parte de um todo, mas possuimos nossa representatividade, ávida de ser expressada .
Revolucionar, esta não seria a palavra mais correta, mas sim, aperfeiçoar, crescer, lutar pelos ideais da categoria, de maneira democrática, com vistas a orientar o advogado iniciante.
A intenção é única, participar, afinal, antes de jovens ou iniciantes na carreira, somos advogados.
Portanto, se você é partidário desse escola do participar/fazer, liderada pelo combativo colega Mauro Viotto, venha abrilhantar a nossa Comissão, opinando, sugerindo, questionando e nos ajudando a resgatar a cidadania da OAB e as prerrogativas dos advogados, em início ou não de carreira.
Não se esqueça, dia 20 de novembro do ano em curso você, jovem advogado, terá oportunidade de mudar sua atual situação, votando por uma OAB Independente, Ética, Democrática e sempre presente.
- ALEXANDRE RAINATO GENTA, Londrina

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