O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Aeroporto
Não posso me orgulhar da forma como a Infraero administra o nosso aeródromo quanto à terceirização do estacionamento há pouco inaugurado. Parece-me que todas as atitudes da Infraero tiveram como meta beneficiar os proprietários do estacionamento, em detrimento do público usuário, o mesmo que utiliza as dependências do aeroporto e paga as taxas cobradas pela própria Infraero. Conforme informações da Infraero e Ippul, a via que continua a Av. Santos Dumont pertence ao patrimônio da Infraero, constituindo-se como via interna e de responsabilidade da própria Infraero. O Ippul informa que existe convênio entre aquele órgão e a Infraero, no que tange a execução e manutenção da pavimentação e sinalização da via em questão.
A pedido da Infraero ao Ippul, a sinalização presente no local foi executada de forma a não permitir a parada e o estacionamento na via, por parte dos usuários, aqueles que pagam seus impostos e as taxas cobradas pela Infraero, não lhes dando opção de utilizar ou não os benefícios de um estacionamento privativo, com controle de entrada e saída de veículos e seguro, apesar dele não possuir franquia para determinado período de tempo mínimo de permanência, cobrando a partir do momento de entrada do veículo. Com a palavra o Procon.
Há no local a presença constante de um policial do Batalhão de Trânsito, não para orientar, pois não orienta a ninguém, mas parece com a explícita incumbência de efetuar autos de infração cometidos pelos usuários desavisados ou que não consideram o estacionamento na via interna como infração de trânsito, caracterizando, assim, uma forma de coação ao usuário de utilizar o estacionamento privativo.
Acontece que não existe entre a Infraero, conforme informação da própria, e o Departamento de Trânsito do Estado do Paraná - Detran, nenhum convênio documentado, mas sim um pedido da Superintendência local da Infraero, quanto ao estabelecimento de acordos que permitam a presença de um servidor do Estado (o policial de trânsito), em horário de trabalho, efetuando autos de infração em uma via particular, de propriedade da Infraero e que deveria ser da incumbência dela o controle e fiscalização do local, com funcionários orientando e fiscalizando.
Portanto, toda e qualquer atitude por parte do oficial militar presente no local é passível de nulidade e punição da chefia que o autorizou, caracterizando desvio da função, que é fiscalizar e orientar e autuar usuários das vias públicas do município de Londrina, este sim, com convênio firmado com o Detran.
- LUIS HENRIQUE AMADEU, Londrina
Violência gratuita
Sou universitário e estava sexta-feira, 24, à noite, no salão social do Canadá Country Clube, onde, na condição de filho de sócio, me divertia numa roda de amigos (conforme testemunhas) assistindo ao show de uma banda de rock, quando fui violentamente agredido por dois seguranças da empresa Cobra. A violência me chocou muito, por ter sido tirado de dentro do salão por meio de uma chave-de-braço, que me estrangulou, chegando a desmaiar.
Após o ocorrido pedi para conversar com o chefe da segurança daquela empresa, que admitiu que houve exagero e chamou à minha frente o indivíduo que me agrediu, que responde pelo apelido de Conan. Quando disse a eles que iria processá-los pela agressão que sofri, eles riram e disseram que nada adiantaria porque eles eram da Polícia Militar, e que já respondiam por outros processos.
Alerto aos organizadores de festas, clubes, etc., que se certifiquem de que as empresas de segurança que contratam sejam idôneas e que mantenham nos seus quadros pessoas preparadas para o trato com o público. A empresa Cobra tem sido alvo de reclamações neste sentido, exatamente por manter Coices-de-mula em seus quadros. Vale alertar também os clubes da cidade que alugam seus salões para eventos, sem o conhecimento deles, o que tem acontecido nas dependências sociais dos clubes de Londrina.
- JUSTINO CONTRERAS, Londrina
Por Amor
Fiquei estarrecido ao ligar a TV, na segunda-feira, 20, e, num intervalo do noticiário, assistir a uma chamada para a novela que começaria em seguida. Uma jovem apaixonada por um rapaz recém-casado insistia em tentar desfazer o casamento dele e saiu-se com afirmativa parecida com ...não vou desistir... cada vez mais, os casamentos duram menos. Como cristão, batizado e atuando na Pastoral Familiar, achei no mínimo um grande desrespeito com o sacramento do matrimônio e a instituição familiar.
Todos sabemos que os meios de comunicação, principalmente a televisão, podem levar conhecimento e cultura ao nosso povo sofrido, mas também pode levar a uma falsa formação de opinião. É exatamente neste contexto que frases e situações como as citadas deveriam deixar de ser veiculadas. Não é coibir a liberdade de imprensa e tampouco a possibilidade de expressar a arte de atores e autores e sim valorizar o que existe de mais sagrado no Universo: a Família.
Que proveito nossos jovens adolescentes podem tirar de afirmações dessa espécie? Como podem preparar-se para constituir uma família? Como podem respeitar seus pais? Quanto os pais precisarão trabalhar para desfazer esse conceito que ficará em seu subconsciente? Como vai ser a fase de namoro desses nossos jovens? Por amor a nossos jovens. Por amor a nossas famílias. Por amor ao futuro da nossa nação. Aproveitem a grande força desses veículos de comunicação e ensinem ao nosso povo o amor, o respeito, a doação e o grande valor da família. Só assim poderemos ter a esperança de um futuro melhor, de pessoas felizes, de famílias unidas e uma nação vibrante. Que o Senhor Deus os ilumine.
- IVO ANTONIO GONÇALVES, Londrina
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