O leitor escreve
O leitor escreve
Reforma desagregária
Tenho acompanhado com certa apreensão os acontecimentos ligados às coisas do campo, à atuação do Movimento dos Sem-Terra, às invasões, expulsões, mortes, marchas armadas (foices, facões, machados e enxadas não apenas ferramentas de trabalho) e a todo movimento clamando por justiça social e por terra (de preferência a dos outros, fértil, bem cuidada, com infra-estrutura e próxima da cidade) e isso tudo gerando preocupação, insegurança e temor pelo futuro deste País em função da desagregação social do campo.Quem são os sem-terra? São os que trabalhavam a terra e hoje, em função da desvalorização do trabalho no campo e consequente êxodo rural, não têm terra para trabalhar, mas já a trabalharam e sabem trabalhá-la, isto é, são agricultores, trabalhadores do campo.
Se assim é, por que o MST arrola como sem-terra até mesmo quem nunca trabalhou no campo, os sem-trabalho das cidades e os profissionais dos movimentos sociais? Por que o Estado acaba doando terra a todos eles e às custas da sociedade?
Quanto à expressão uso social da terra, ela tem sido incorretamente interpretada e, consequentemente, mal usada.
Sou plenamente a favor da reforma agrária e à cessão do uso da terra aos que dela necessitam e sabem manejá-la, e não à doação pura e simples, sem compromisso e nem contrapartida. Paternalismo é fator de subdesenvolvimento e não de progresso.
- JOSÉ CARANI, Londrina
Veículos
Em momento algum se poderia economizar elogios para o que a Prefeitura vem realizando em nossas ruas. Não há semana que não mostre um ponto de tráfego sendo adaptado, otimizado para o brutal aumento de veículos que Londrina exibe, e que vai aumentar sem parar. Acho inteiramente lúcida, economicamente elogiosa, tal política urbana, pois além de correta, se apoia tanto em cidades civilizadas, como nas que estão se civilizando. Em nenhum lugar no mundo as vias públicas podem atender a todos os que querem estacionar nelas, posto que quantidade ínfima dos veículos registrados (não contados os visitantes) daria para atopetar qualquer cidade. Quem lidou com a encrenca de guardar carros de filhos, o seu e da mulher, sabe das coisas. Ou, saberá...Para o prefeito, a coisa não é diferente, só mais séria, pois que tem que pensar no futuro e agir. E é bom acordar hoje, daí os parabéns ao IPPUL. As ruas são vias de trafego, cada vez mais. Carro parado já vai virando insulto, tremendo trambolho, caroço, uma senhora malha urbana, a gente sente isso. Acabou o charme do carrão, o que o pessoal quer é: se o luminoso está verde, por que demora tanto na minha vez? Aí, a gente olha do lado e percebe de modo doloroso que das 4 faixas de rua, só duas realmente funcionam, 50% dela tomados pelo mais novo vilão urbano: o carro estacionado! Particularmente não só acho como já vi: há um filão de grana imenso à espera de quem abrir estacionamento pago, e uma mina para os que oferecem tal isca para seus fregueses. Na verdade, é a solução comunitária, e sugiro à ACIL partir na frente, como sempre, incentivando o estacionamento dedicado, preparando projetos de lei para o Prefeito considerar, criando incentivos atraentes, já que nossas ruas cresceram o possível. O que ainda temos tempo para evitar é o aleijamento desfiguramento, de enfeiamento do nosso lindo ambiente, como ocorreu no Aeroporto, e periga acontecer perto do Forum. Sejamos cada vez mais ecológicos, mas também inteligentes e exigentes, ao preservar o que recebemos, incentivando soluções modernas que apóiem nosso comércio e profissionais, que são a nossa riqueza. Londrina, como todos sabem, na próxima geração viverá e muito do lazer, convenções, do conforto, da cultura, da segurança, do ambiente sadio. Aliás, já andaram querendo fazer um bruta estacionamento na praça do Vaticano ou em baixo da Torre Eiffel, no gramado do Maracanã, flutuando na baía da Guanabara, ou na beiradinha da pista dos aeroportos, porque aí, o cara pára, já pega o avião e... Por falar nisso, carissíssimo Prefeito, quando é que acaba aquela - e atenção para a beleza do termo! - tranquibérnia amarela na praça do Aeroporto (grana pra alguém), às custas do povo? Coisa feia aquilo, o senhor não acha? Ali, que se estacionava sem problemas, foi proibido... Caro Bill, aquilo lá, não tem como continuar... Coisa mais estranha..
- LINCOLN BRASIL E SILVA, médico em Londrina





