O LEITOR ESCREVE
Odontologia
Sentimo-nos orgulhosos com a Associação Odontológica do Norte do Paraná, homenageada pela Câmara de Vereadores de Londrina com a Comenda Ouro Verde, pelos seus bem vividos 50 anos, com larga folha de serviços culturais e científicos prestados aos profissionais da área e principalmente à comunidade da região. No momento em que estamos em festa a Odontologia brasileira, às vezes injustiçada e mal compreendida, procura se refazer da mais recente ironia: o atestado da sua falência total, a dentadura, é utilizado como fator positivo no combate à inflação e, embora responsável pelo sorriso de cada um, é vista como fator de castigo ou do mais alto grau de pavor.
No entanto, por utilizar uma das técnicas mais apuradas do mundo e pela alta complexidade tecnológica de seus equipamentos, essa profissão exige constante atualização de conhecimentos científicos e o acompanhamento à divulgação das mais recentes pesquisas de materiais, técnicas e procedimentos. O descaso com a cárie dentária e as doenças da gengiva podem provocar, dentre outros males, cardiopatias infecciosas, doenças renais, problemas gastrointestinais, cefaléias, desde o desconfortável mau hálito até situações mais graves, como o fatídico câncer bucal.
O baixo poder aquisitivo da população em relação ao alto custo operacional sempre foi um dos fatores que impediam o acesso da população aos consultórios odontológicos. Com a estabilização da economia, a maioria dos profissionais prestadores de serviço, inclusive os da Odontologia, estão revendo sua atuação, efetuando parcerias, negociando prazos com os fornecedores, de modo a proporcionar aos pacientes facilidades e condições adequadas para um tratamento dentário digno.
O medo do paciente pode ser controlado de diversas formas, mas nenhuma delas supera a utilização de filosofia educativa centrada na prevenção, com vistas a uma saúde bucal integral ao longo da vida, evitando-se tratamentos traumáticos e situações dolorosas e desnecessárias. Com isso a visita periódica aos consultórios odontológicos vem se tornando prática cada vez mais rotineira.
Neste 25 de outubro, nosso reconhecimento aos respeitáveis profissionais ‘fabricantes’ de sorriso: dentistas, protéticos, higienistas e auxiliares.
- FÉLIX RIBEIRO, professor de Odontologia da Universidade de Londrina
Plano Real
É engraçado o que parte da mídia faz com o Plano Real. Denomina-o ‘Plano do frango’ e agora da ‘Dentadura.’ E o que era? Da ‘fome’ e dos ‘banguelas’? Se o povo está comendo frango, logicamente terá de comprar dentadura. Antes não se comia nada e não havia motivo para se adquirir uma prótese bucal. A propósito, engraçados são certos políticos. Ciro Gomes defendia o Plano Real com unhas e dentes. Mas agora, só porque ele é da oposição, ataca o plano, como se fosse a pior coisa do País. Se o brasileiro pudesse comer escargot decerto a oposição diria que a população se alimenta de lesmas, pois o Plano Real é o das lesmas. Se estivesse consumindo caviar, seria o Plano da Ova de Esturjão.
- MÁRCIO DICESAR BENASSI, Sertanópolis
Semelhanças
Gratuitamente a vida muito nos ensina, embora às vezes relutemos em aprender. Em minha profissão (aviador) sempre procurei aproveitar ao máximo as oportunidades, especialmente em viagem a países mais desenvolvidos. Certa vez, num inverno em Estocolmo, temperatura máxima de dez graus negativos, tivemos que decolar de madrugada e, por economia, iríamos de táxi à estação rodoviária urbana e, dali ao aeroporto, de ônibus. Chamado pelo hotel, o táxi prontamente nos atendeu. O motorista, jovem louro, alto, forte, discreta e educadamente simpático, pouco falava, dirigindo a velocidade por nós considerada lenta, pois àquela hora e aquele frio, nada havia na rua. Parou num sinal luminoso, só avançando no verde, mesmo que ninguém nos atravessasse o caminho, o que nos fez ‘incriminá-lo’ por uma provável ‘operação tartaruga’ para ganhar mais uns trocados.
Na viagem de ônibus (preço único), iniciada na estação rodoviária, o sinal também fechou e seu motorista, para nossa surpresa, teve a mesma conduta do agora ‘absolvido’ amigo taxista. Chegando ao Aeroporto do Galeão numa ensolarada manhã de domingo, praias da Ilha do Governador repletas de banhistas, tomamos o táxi de um jovem mulato, alto, forte, simpático e falante, que - sob nosso olhar de
reprovação - nem tomou conhecimento de um sinal
luminoso de pedestres, avançando-o, xingando e
quase atropelando algumas pessoas que ‘atrevidamente’ atravessavam a rua. E justificou: ‘Aquele sinal não era para ser obedecido pois aos domingos ali não havia guardas.’ O resto do trajeto foi feito em altíssima velocidade, pois entendia ele que, transportando pilotos, ela deveria ser semelhante à dos aviões. Por tudo isso e pelo exorbitante preço cobrado pela corrida acabamos nos queixando dele numa delegacia de polícia. Ali comecei a entender algumas semelhanças entre Suécia e Brasil: os motoristas de táxi são altos, fortes e simpáticos.
- NILTON DE FREITAS GUIMARÃES, Rio de Janeiro
Desculpa
A visita de Bill Clinton ao Brasil foi precedida de turbulência em face do relatório divulgado pela Embaixada do seu país, relativamente a alguns males que nos afetam como nação. Já no Brasil o presidente dos Estados Unidos reiterou pedido de desculpa, alegando não ser aceitável o malsinado documento, por não espelhar a verdade. Dignas de ressaltar a disposição e humildade daquele povo, a partir dos eminentes homens públicos, em reconhecer erros e pedir desculpa ou perdão. Virtude nobre essa, característica de povo civilizado, quiçá uma das razões pelas quais sua influência está no mundo todo e talvez devesse servir de exemplo para nós outros, do Hemisfério Sul, onde o amor à verdade é pouco cultivado e a capacidade de reconhecer erros menos ainda.
- JOEL PUGSLEY, Curitiba
Correção
O telefone correto para inscrição ao Curso MBA do Banco do Brasil, em Londrina, publicado na página 4 da Folha Economia, edição de ontem, é (043) 324-6565.

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