O leitor escreve
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Fiscalização
Ao reeditar, pela 35ª vez, a Medida Provisória nº 1.549 - organização da Presidência da República e dos ministérios - publicada, dia 10, no Diário Oficial da União, o Presidente da República acrescentou o artigo 58, que privatiza os conselhos de fiscalização das profissões liberais, que passaram a ter personalidade jurídica de direito privado e forma federativa, desvinculada da administração pública. Deixando de ser autarquia, ficou livre da fiscalização do Tribunal de Contas da União. A medida provisória revoga os dispositivos de lei que normalizavam o funcionamento dos Conselhos como entidades públicas, em virtude do que eles ficaram impedidos de realizar eleições para renovação do seu plenário, enquanto novas regras não forem estabelecidas para o seu funcionamento como entidade civil de direito privado. Assembléia geral da categoria profissional fixará as regras da estrutura, o funcionamento e o valor das anuidades dos conselhos. Dentro de 60 dias - até 9 de dezembro - os Conselhos deverão adaptar seus estatutos e regimentos ao estabelecido no art. 58 da citada Medida Provisória, que tem força de lei.
- PEDRO RODRIGUES OLIVEIRA, auditor de Belo Horizonte
Ignorância!
Mas não é incrível? Ainda há pessoas - e pasme, agrônomos! - que derrubam árvores sob o pretexto delas sujarem o ambiente. Árvore solta folhas, lança flores, depois de nos oferecer sua beleza, ao chão. Seus galhos, após as sustentarem, servindo também de apoio a ninhos de pássaros, que bicam seus frutos, envelhecem, estão sujeitos a moléstias e insetos, e igualmente caem, num ciclo que tem tudo de comum conosco, seres humanos. Isto se chama vida. Cortar árvores por sujarem o ambiente é ser ignorante, egoísta e prepotente. Se aplicássemos semelhante raciocínio, teríamos que deixar de fazer nossas necessidades mais elementares, sob pena de termos um órgão retirado, tornado inoperante ou mesmo a vida ceifada. Afinal, sujamos o ambiente. E nem vou abordar o argumento de que as árvores faziam sombra, matando o pasto do síndico.
- KURT WERNER REICHENBACH, Londrina
Força da mídia
Em nome do desenvolvimento intelectual da humanidade faz-se necessário que pessoas independentes manifestem opiniões sinceras na busca de conhecimentos racionais que, de fato, ajudem o homem. Os conhecimentos humanos evoluem dia a dia e cada vez mais se faz necessária a realidade. Em algumas regiões do planeta Terra ainda há líderes e pajés - e o que dizem está dito e dificilmente alguém os contesta. No mundo moderno, mesmo nos países ditos de primeiro mundo, a massa humana bem vestida, com belas moradias e carrões, segue cegamente seus líderes, mesmo que estes sejam medíocres. Basta que a mídia os divulguem para que sejam venerados, adorados e tidos como especiais. Sem a força da mídia passam a ser iguais aos demais.
Pregadores das diversas religiões ditam normas e, cegamente, as multidões os seguem. Poucos têm ousadia de contestá-los. As religiões fazem bem aos desesperados, mas nem por isso devemos nos conter. Acreditamos que a humanidade deve se pautar pelos conhecimentos científicos que explicam os fenômenos da natureza e fornecem segurança e bem-estar ao homem. Acordemos. Não sejamos néscios nem hipócritas. Não sigamos os pajés, não nos iludamos com o brilho das luzes e busquemos a verdade.
- FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão
Parolim
Cumprimento a jornalista Cristine Prieske, de Curitiba, pela reportagem sobre a favela do Parolim, publicada domingo nesta Folha. Tentei residir cinco meses numa rua fronteiriça à favela (Rua Prof. Rubens Elke Braga) e mudei-me de lá por causa da ameaça constante de sofrer ataques do Comando Jovem do Parolim. Essa organização criminosa é formada por menores que moram em sua maioria no chamado valão do Parolim. A presença e o reconhecimento deles é muito fácil para suas vítimas, porque eles assaltam à mão armada, de dia ou à noite. Eles não respeitam ao menos a vizinhança, demonstrando o quanto são grosseiros e violentos em sua incipiente vida no crime.
A CJP, como é conhecido, é formada por quadrilhas de rapazes, entre 16 e 23 anos, a maioria de pele clara, estimulados por ex-presidiários, ex-presidiárias, foragidos e foragidas de cadeias da cidade. Os cargos de chefia são administrados por jovens que portam arma na cintura e a usam como símbolo de liderança em ruas da favela.
A explicação sociológica para o aparecimento de um comando criminoso numa região quase que central da cidade se dá pela ausência do poder público junto a um aglomerado populacional de baixíssima renda, que hoje deve ter pelo menos 30 mil moradores. Sem qualquer tipo de presença do Estado na localidade, os moradores da vizinhança acabam se armando na expectativa de enfrentar um bando de marginais ou para defender suas famílias de sofrer ameaça de morte. O Parolim será, em breve, local de mais uma tragédia semelhante a que aconteceu no Rio de Janeiro, em Vigário Geral, onde
dezenas de favelados foram massacrados por grupos de vingadores. Violência gera violência.
- FERNANDO F. FERREIRA, de Curitiba
Professores
Manifestamos, através da Folha, nossos efusivos cumprimentos aos professores do município de Londrina pela comemoração do Dia dos Professores, com nosso reconhecimento pelos relevantes trabalhos desenvolvidos para a promoção educacional e conscientização dos direitos constitucionais da população da nossa comunidade.
Aos professores londrinenses nossos mais calorosos votos de profícuo trabalho e que Deus Pai abençoe de modo especial, pela exemplar dedicação e zelo demonstrados nobremente em suas árduas tarefas educacionais, que muito têm contribuído no desenvolvimento e engrandecimento do município.
- RENATO SILVESTRE ARAÚJO, vereador em Londrina
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