O LEITOR ESCREVE
Belinati e MST
Ao prefeito Antonio Belinati. Aos homens públicos é exigido no mínimo conduta de magistrado, até mesmo nas divergências sociais. Nos casos em que o Estado de Direito é violentado, e por força dos próprios dispositivos constitucionais, se impõe o respeito à Carta Magna, sem se ficar adstrito às paixões políticas partidárias, ideológicas, sob pena de conspurcar a Constituição e as leis ordinárias. Portanto, sendo os produtores rurais os únicos que contribuem nesta área com impostos, fundo rural, taxas e ICMS, não é justo nem admissível que os invasores e, portanto, infratores sejam apoiados pelas infrações, invasões e violência que perpetram contra os produtores rurais. A imprensa publicou o apoio ostensivo que os sem-terra receberam de v.excia., prova de apoio e simpatia pela causa que poderá até ser justa, porém seus métodos injustos e reprovados, concluindo-se que o polo oposto, que são os produtores rurais, não desfrutem da mesma simpatia e apoio.
O que se quer é que v.exa. seja isento, conduta própria dos homens públicos. Os sem-terra deram as costas para a Comissão Conciliadora, composta do Ministério Público, Governo do Estado, Incra, Sem-terra e produtores rurais, porque preferem as invasões às marchas e à violência. Não querem terra. Estão em busca de conquistas políticas e ideológicas. Receberam ingresso para o jogo do ‘Tubarão’, ônibus para o deslocamento, remédios, etc., enquando produtores rurais são onerados com notificações de cobrança de tributos. O tratamento é injusto e desigual. Queremos apenas a isenção imposta aos homens públicos e nada mais.
- SOCIEDADE RURAL DO PARANÁ, Luiz Roberto Neme, presidente; e Octávio Cesário Pereira Junior, presidente do Conselho Administrativo, Londrina
O prefeito Antonio Belinati responde:
Há alguns meses a Sociedade Rural do Paraná, sob a liderança do seu então presidente Manoel Campinha Garcia Cid, teve uma atitude inovadora e digna de elogio: levou agasalhos, alimentos e remédios para os sem-terra acampados em Tamarana. Posteriormente promoveu reunião no auditório da entidade, com a presença de lideranças dos sem-terra, Incra PR, prefeito de Londrina e diretores da Rural. Recentemente a marcha dos sem-terra passou por Londrina. Seus integrantes ficaram alojados no Palácio do Futsal e ganharam da SAL - Sociedade Amigos do Londrina (portanto, não da Prefeitura) ingressos para assistir ao jogo do Londrina contra o Náutico.
Como homem público defendo a paz no campo, o direito e o respeito à propriedade, bem como pressa na realização da Reforma Agrária, amplamente prometida pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Tenho primado minha vida pública, de quase 30 anos, pelo respeito a todos os segmentos que têm contribuido para o desenvolvimento do País, mas também de firme combate aos exploradores das camadas mais pobres da população. E as portas do meu gabinete estarão sempre abertas para dialogar com todos os interessados na busca de soluções concretas que levem ao fim dos conflitos no campo. Aproveito o ensejo para expressar minha felicidade pessoal por ser prefeito em terceiro mandato de Londrina, município que não tem, até agora, uma única propriedade invadida. Talvez se eu estivesse tratando os sem-terra como desejam alguns poucos conterrâneos a estatística fosse diferente.
- ANTONIO BELINATI, prefeito municipal de Londrina
‘Tubarão’
Em resposta ao leitor Clovis Benatti, que se diz londrinense de nascimento e torcedor do Londrina Esporte Clube, tece elogios a Londrina mas está decepcionado com o time, discordo quando ele diz que o LEC foi feito naquela época apenas para disputar jogos com times do Norte. Cita, ainda, alguns nomes de equipes que nem existem mais, com as quais o LEC deveria jogar. Nosso time está no caminho certo.Aquele desastre que aconteceu terça-feira passada
deixou decepcionada a torcida, claro, pela não
classificação, mas não pelo empenho do time, como
há tempo não víamos: jogadores chorando por não ter atingido o almejado objetivo.
Parabenizo os dirigentes da SAL pela filosofia de trabalho que estão tentando implantar, fortalecendo as categorias de base e incutindo na cabeça dos jovens torcedores, para que seja dado o devido apoio ao LEC, e não fazer como alguns pseudo-torcedores que, quando vão aos jogos do Londrina, levam os filhos com uniforme do Corinthians, Santos, Palmeiras, etc. Até parece que se envergonham de ser londrinenses.
- JOSÉ PEREIRA DOS SANTOS, Londrina
Permuta de livros
É vergonhoso o que acontece em Londrina. Livros e bibliotecas são manchete nas páginas policiais dos jornais. O caso está na Promotoria Especial de Defesa do Patrimônio Público da Comarca de Londrina, nas mãos do promotor Bruno Galatti.
Sinto-me triste e contente ao mesmo tempo. Triste por ter constatado a ocorrência de permutas irregulares da Biblioteca Pública Municipal ‘Parigot de Souza’ com a Livraria Lido e o ‘desvio’ de livros da biblioteca particular do arquiteto Luís Cesar da Silva, doados por sua esposa, Ana Marta Garcia da Silva, à Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina. Contente porque algumas medidas foram tomadas pelos responsáveis das entidades citadas. A Secretaria de Cultura de Londrina, Ângela Marçal, assinou resolução proibindo permuta de livros e o reitor da UEL, Jackson Proença Testa, determinou abertura de sindicância para apurar a denúncia.
Aproveitando as comemorações referentes ao Dia do Professor, considero pertinente escrever sobre a Biblioteca do Professor, vinculada à Secretaria de Educação, já que os livros são os mais importantes instrumentos de trabalho desse profissional.
O mais lamentável foi o que ocorreu entre 25 de agosto e 5 de setembro deste ano. Os responsáveis pela Biblioteca Pública Municipal ‘Parigot de Souza’, em dez dias úteis, permutaram com a proprietária da Livraria Lido (comércio de livros novos e usados) 556 livros. Grande parte dos títulos não constam na Biblioteca do Professor. Os 556 livros permutados são considerados obras de elevada qualidade. Muitos são raros e de fácil comercialização. Grande parte foi doada por pessoas da comunidade londrinense. Esses volumes poderiam ser distribuídos entre as 42 sucursais da Biblioteca Municipal. Questiono: Por que não foram doados à Biblioteca do Professor?
- CARLOS OKAWATI, professor do Colégio Estadual ‘Padre Roberto Perez’, Londrina

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