O LEITOR ESCREVE
Esclarecimento
Ao tempo em que agradeço a atenção desse conceituado jornal a uma causa que não é somente minha e de meus vizinhos, mas de interesse comunitário e público (a alteração do traçado do Contorno Leste, na região Metropolitana de Curitiba), presto os seguintes esclarecimentos, também feitos à sua diligente equipe de reportagem, que completam a matéria, pedindo a publicação. No pertinente à referência ao senhor Rafael Greca, deixou de constar, talvez por falta de espaço, a seguinte expressa menção que fiz à repórter:
‘‘Custo a acreditar, todavia, que um ambientalista como Greca, em quem, inclusive, já votei, tenha cometido semelhante ato. Ele deve defender os seus pinheiros, como o fez, mas o trajeto anterior não os atingia - somente passava parcialmente por suas terras - e o novo abaterá araucárias centenárias em outras propriedades.’’ Esclareço, por igual, que o novo pretendido traçado, que se diz agora aprovado (sem qualquer estudo anterior e sem exame de impacto ambiental respectivo, pois em minhas terras e nas dos vizinhos ninguém esteve antes para tanto), será mais caro, pois exigirá obras de arte, terraplenagem (que é proibida em zona de preservação ambiental), e é mais longo, com um custo extra que poderá atingir R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais).
Observo, também, que minha área acha-se dentro de um parque estadual, a APA, de Piraquara e serão abatidos pinheiros centenários (na propriedade do senhor Ico Ribeiro) e milhares de árvores na área do Dr. Pedro Hillu, sendo soterradas três grandes nascentes de água da região dos mananciais (nos terrenos de Itamar Batista Bueno e de Plínio Castro), que alimentam várias propriedades e formam diversos açudes.
Finalmente, ao que fui informado, no trecho já em obras do contorno - entre a BR-277 e BR-352 - que está fora do parque e observa o traçado original, os proprietários não receberam qualquer indenização. Os topógrafos vieram primeiro, as máquinas depois e nada o poder público indenizou. Novamente grato pela atenção do ilustre editor, renovo a expressão de minha distinta consideração.
- FRANCISCO DE PAULA XAVIER NETO, Curitiba
Educação física
Com essa tal globalização que tanto prega a qualidade de vida, as pessoas passam a procurar mais os profissionais de Educação Física: Personal trainers da modernidade. A maioria da clientela é formada por sedentários que desejam diminuir, do dia para a noite, aquela barriguinha adquirida no happy hour diário, mais fast foods globalizados. O problema deles é pensar que a nossa profissão limita-se apenas à perda de peso, joguinhos de futebol e prazeres subsequentes.
A cultura é essencial a todas as áreas profissionais. E é por isso que acadêmicos de Educação física, 1º ano da turma 2000, da UEL, resolveram formular na disciplina: Estudo e introdução à pesquisa, um seminário sobre imprudência, consequente do projeto protegendo a vida - 1997. O intuito é, com a prática dos exercícios físicos e principalmente culturais, ensinar aos alunos como portar-se adequadamente no trânsito. Se quando motorista este aluno for, adaptar-se-á bem nas rodovias e acontecerão menos acidentes. Em consequência, estará preservando sua saúde, uma das metas da Educação física.
Outro tópico do seminário é MSC - Movimento dos sem-carona. Objetivo: Sociabilização entre docentes, discentes e funcionários do campus que, no ato da carona, diminuiriam o congestionamento até mesmo no centro da cidade e superlotação nos ônibus. Em suma, a Educação física é responsável por aspectos de formação bio-psico-social-histórico-filosófico do homem. Antes de ‘Física’ vem a educação.
- LETÍCIA ROCHA, acadêmica de Educação Física da Universidade de Londrina
Aposentadoria especial’’
A aprovação de privilégios na aposentadoria de ‘‘grupos especiais’’ é uma vergonha para o nosso Poder Legislativo. Não bastasse a aprovação de aumento diferenciado aos militares, proibido pela Constituição, os nossos deputados e senadores mantiveram os seus privilégios e estenderam-no aos ‘‘afortunados’’ juízes, desembargadores, etc. Como se não fosse suficiente o salário realmente digno da posição que ocupam, agora estes grupos continuarão considerados parte especial da sociedade brasileira, já tão marcada pelas desigualdades. É pena. Eles estão caminhando na contramão da evolução digna que o País precisa. É difícil de acreditar que foram eleitos pelo povo e que estão lá para nos representar.
Sugiro que a ‘Folha’, um jornal honesto e de qualidade marcante, publique os nomes dos votantes a favor e contra tais projetos, sempre que uma legislação de tal importância for aprovada, a fim de informar melhor à população para que possamos encaminhar melhor nossos votos nas urnas nas próximas eleições. Obrigado pela oportunidade de expressar minha opinião.
- LUIZ CARLOS BUSATO, Londrina
Idosos
Excelente a abordagem da secretária de Ação Social, Marisa G. do Nascimento, sobre a questão do descaso e abandono dos idosos por parte do poder público. Trata-se não apenas de dar condições aos que batalharam toda a vida produzindo e, agora, esquecidos, sem chance de desfrutar de lazer e descobrimento de prazeres na vida que jamais tiveram oportunidade de experimentar. Hoje, meu pai, com 76, e minha mãe, com 73, recebem, cada, um salário mínimo e continuam trabalhando na lavoura, numa propriedade de menos de 10 hectares, e ainda não sabem o que é descanso e lazer, apesar de terem uma entre milhares de fontes a possibilitar a produção agrícola que alimenta o País. Nossos parabéns à secretária pelo trabalho e metas delineadas e sempre convém lembrar que os idosos existem, são nossos pais, avós, e que um dia estaremos na situação deles, inexoravelmente.
- EDÍVIO BATTISTELLI, Curitiba
Correção
Selo publicado incorretamente na página 4 da Folha Esporte de ontem identificava as matérias como sendo do Campeonato Brasileiro. O selo correto seria o dos Jogos Mundiais da Natureza.

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