O leitor escreve
Publicidade da UEL
Referimo-nos à matéria divulgada no Informe Folha do dia 19, sobre questionamentos do deputado Eduardo Trevisan a respeito de gastos da UEL. Em que pese a falta de requisitos previstos no artigo 76 da Constituição do Estado, invocado pelo deputado para solicitar esclarecimentos, ressaltamos que as despesas da Universidade Estadual de Londrina são previstas em orçamento próprio e aprovadas pelos Conselhos Superiores e ratificadas pela Assembléia Legislativa por ocasião da aprovação do orçamento geral do Estado, e a execução dessas despesas está prevista no orçamento praticado em 1996, com dispõe o citado artifgo constitucional.
Contudo, a questão dos gastos realizados pela Universidade Estadual de Londrina quanto à publicidade do Vestibular de Inverno merece esclarecimentos apropriados. O concurso, que não era realizado pela UEL há cinco anos, necessitou de ampla divulgação nos meios de comunicação, a qual teve ótimos resultados, tendo o Vestibular alcançado mais de 25 mil inscrições, de candidatos de todo o Brasil, o que trouxe benefícios diretos e indiretos a toda a comunidade londrinense e regional. Com isso, correspondeu a inúmeras solicitações, além de democratizar o acesso às vagas da UEL, procuradas nacionalmente. Essas informações, bem como outros esclarecimentos solicitados, estão sendo encaminhadas oficialmente ao parlamentar. Com nossos respeitos pelo seu trabalho, esclarecemos ainda que nossa divergência não está voltada ao campo pessoal, e sim em defesa do ensino público e gratuito para a comunidade universitária.
- JAKSON PROENÇA TESTA, reitor da Universidade Estadual de Londrina.
Anestesiologistas
Atenção população! Atenção ministro Clóvis de Carvalho! O cartel dos anestesiologistas no Paraná está complicando a vida da população, e é uma afronta ao plano real. Eles têm uma tabela própria, não aceitam a tabela da Associação Médica Brasileira e não aceitam a maioria das tabelas dos convênios. É mais que um cartel, é uma máfia. Esta classe não aceita que outros médicos, recém-formados, atuem na mesma área. Não há o princípio, saudável, da concorrência da escolha de livre mercado.
Atenção presidente Fernando Henrique! O neoliberalismo só funciona para os pobres? Os mais ricos cobram quanto querem e o que querem? Os convênios pagam em média por uma cirurgia de médico porte, de 25 a 35 minutos, de anestesia, R$ 360,00 e os anestesiologistas estão cobrando R$ 900,00. O médico cirurgião aceita a tabela do convênio, não porque ele seja bonzinho, é porque há concorrência. Os anestesiologistas não aceitam porque formaram um cartel, sistema de caixinha entre eles, e não há concorrentes. Atenção Brasília! Como é que fica isso?
- JOÃO AMBRÓZIO DE OLIVEIRA, Londrina
Santa Casa
É fim de ano novamente. E as energias encontram-se no limite, esgotadas pelas dificuldades, pelo trabalho constante em busca de recursos, pelas tentativas frustradas de se promover uma saúde com mais dignidade e possibilidades de cura e de vida. Entretanto, como por mágica (... talvez a mágica do Natal...), a vida se renova, as esperanças renascem movidas pelas atitudes bem-sucedidas que resultaram em mais saúde: tecnologia para diagnóstico e terapêutica, pelo trabalho dedicado em Prioridade para a vida. Graças aos homens de boa-vontade, com sua generosidade, sua dedicação e desprendimento, acreditamos que não estamos sós nesta luta e que há muitos que desejam ajudar.
São homens como os dirigentes da GE, que na tentativa de proporcionar um Natal mais alegre aos pacientes da Santa Casa, assumiram a iluminação decorativa de Natal do hospital, doando as lâmpadas necessárias e o projeto artístico. Sensibilizamos também pessoas como as que doaram toda a tinta e mão-de-obra necessária à pintura da fachada da Santa Casa (na Rua Espírito Santo), que solicitam o anonimato: só querem colaborar. E, como eles, tantos benfeitores que com suas doações de grande monta ou com pequenas e importantíssimas campanhas recolhem sabonetes, travesseiros, brinquedos, aparelhos, e nos ajudam de tantas outras formas, e que representam a continuidade de nossas atividades.
Agradecemos às empresas que respondem aos nossos apelos de ajuda, aos órgãos de imprensa que respeitam a dignidade do trabalho desenvolvido em nossas unidades, dando espaço para que a comunidade conheça a atuação da Irmandade e a necessidade de recursos para a continuidade deste trabalho. Obrigada a todos. Por toda a ajuda, por todo o trabalho e por todo o amor que temos recebido. E, principalmente, pela certeza de que no ano que se inicia poderemos contar com seu apoio, com sua compreensão e com suas mãos, voltadas para a generosidade e dedicação em benefício do próximo e para o carinho com os doentes. E que Maria, Mãe de Jesus, possa reclinar o menino Jesus em cada coração, trazendo a paz tão desejada neste triênio de preparação ao terceiro Milênio.
- Irmã ROSA MARIA RUTHES, diretora geral
da Santa Casa de Londrina
Obrigada, Londrina
Obrigada! Esta é a melhor palavra e melhor maneira de externar o que sinto. Morei aqui durante cinco anos e vivo em Curitiba. Venho a Londrina todo final de ano. De uns anos para cá tenho notado a transformação da cidade e a sua projeção. Em Curitiba os locais iluminados do Bamerindus, como o Palácio Avenida, a Universidade, mas isoladamente ficamos com nossa cidade. Aqui, tenho notado, de forma crescente e contagiante, o envolvimento da população, das pessoas, e não de órgãos públicos. O iluminar dos prédios e residências é humano, de gente. Sentindo realmente este espírito que deve reinar e, graças a este crescente movimeto, até a nossa chamada Cidade Luz, Curitiba, despertou ainda mais para o seu Natal. E isto não ficou só lá. As cidades da região, na medida do possível, estão aderindo ao movimento.
Então, por que questionar se o nome da Praça da Casa do Papai Noel é este ou aquele? Será que os que estão questionando já fizeram alguma coisa voluntariamente pela cidade? Eles acreditam que Papai Noel existe? Sabem que a homenagem - nome dado à praça - é provisória e vai só até as festividades natalinas? Se os que questionam já fizeram alguma coisa por Londrina, meus louvores. Geralmente os que criticam são os que nada fazem. Parabenizo Londrina por ter conseguido com que este movimento se humanizasse e se estendesse a outras cidades, inclusive a minha Curitiba.
- MARIE LUCIE FREIRE, Curitiba





