O LEITOR ESCREVE
Agradecimento
Ao deixar o Batalhão de Polícia Rodoviária, tenho a satisfação de agradecer todas as manifestações de apoio por parte da ‘Folha’, as quais com certeza vieram enaltecer o trabalho desenvolvido pela unidade. A partir desta data o major José Cavalin de Lima, subcomandante, passa a responder pelo comando do Batalhão, pelo que solicito igual apoio para a continuidade das atividades desenvolvidas pela Polícia Rodoviária. Outrossim, coloco-me à disposição na nova função que exercerei como subchefe do Estado Maior da Polícia Militar do Paraná.
- FLÁVIO DE MODESTI, coronel QOPM
Linhas de ônibus
O monopólio do transporte coletivo tanto em Maringá como em Londrina é um acinte. Por que os empresários de transporte têm mais vantagens que os dos supermercados, ou venda de carros, ou qualquer outro? Estes porcos gordos que dominam o transporte no Norte do Paraná têm que aprender o que é competição. Algo que qualquer cidadão comum já aprendeu há muito tempo, tentando entrar em um ônibus às cinco horas da tarde.
- EFRAIM RODRIGUES, Universidade Estadual de Londrina
Mototáxis
Eu me pergunto por que grupos sociais prejudicados, como os mototaxistas, sempre se utilizam de forma a prejudicar o resto da sociedade para protestar. Será que ninguém nestes movimentos tem a mínima noção de marketing, para utilizar o protesto contra uma ilegalidade ou para reivindicar algo de uma forma criativa ou útil para a sociedade, chamando a atenção de forma positiva? Por que não colaborar com o próximo, utilizando por
exemplo uma campanha de doação de sangue ou algum serviço à comunidade, angariando a simpatia da cidade para a classe reclamante e, da mesma forma que outro tipo de protesto, chamando a atenção da imprensa?
- PAULO SANT’ANNA, Londrina
Desdentados
O presidente Fernando Henrique Cardoso atirou no que viu (os desdentados) e acertou o que não viu, o problema alimentar do brasileiro. Ele foi traído pelo subconsciente. Como sociólogo e estudioso dos problemas nacionais ligados ao subdesenvolvimento, teria, com certeza, analisado em profundidade a endêmica consequência do estado carencial da maioria da população interiorana e da periferia das cidades. Estas carências alimentares têm sido analisadas exaustivamente por inúmeros estudiosos e higienistas.
Essa carência se manifesta também em face de uma alimentação constante de carne de sol, rapadura e farinha de mandioca (predominância de hidratos de carbono e pobreza de certas vitaminas que devem vir agregadas aos alimentos e contidas nos legumes, verduras, frutas, de que não fazem uso costumeiro em suas frugalíssimas refeições (grande parte da população nordestina).
Naturalmente que os do litoral e os ribeirinhos têm a seu favor coeficiente adicional de peixes e mariscos. O sertanejo, entretanto, não incorpora na sua ração esses elementos que poderiam fornecer as vitaminas lipossolúveis (A e D e vitamina B, com seu complexo, e a vitamina E). Imagine um país onde o sol não se faz de rogado e emite tranquilamente seus raios actínicos que não só amorenam as mulheres nas praias e piscinas, como liberam o ergosterol de pele, para a síntese da vitamina D, que é cálcio fixador.
Óbvio que tudo começa com a mãe, a que vai gerar. Necessita de um posto de saúde que lhe faça o atendimento pré-natal, que suas carências nutritivas sejam tratadas convenientemente a fim de que tenham bastante leite quando do nascimento de seu filho. Além de se atender suas carências endêmicas (parasitoses e protozoares intestinais) melhorando suas características sanguíneas. Uma alimentação
rica em proteínas nobres agregadas ao trivial
(com leite, queijo, ovos, frutas, legumes) gerará
uma criança sadia, que no futuro poderá sorrir
com todos os dentes.
- JOÃO DIAS AYRES, Londrina
Sabedoria de avó
Filiado ao PSDB observo, perplexo, os rumos pelos quais caminha esse partido que, desvinculando até as eleições presidenciais de viciosos amarrios, tornou-se refém de ideologias aliadas, nunca as próprias e muito menos as necessárias à nação. O partido tem fundamentação bem estruturada, princípios claros e identificados com anseios populares, mas a trajetória que segue, mercê da condução que as alianças impuseram, é algo deplorável. Independentemente do Real, da cesta básica mantida em alguns itens, e das tais ‘‘conquistas sociais’’, a nação está perplexa com seus efeitos devastadores e começando a perceber quem está pagando a conta da reserva cambial..
Todos nós, com as exceções consagradas de sempre, estamos carregando o horrível ônus da estabilidade da moeda, que nos caleja os ombros, os princípios, consumindo empregos, fechando portas e causando mal-estar a toda a nação, em todos os níveis, físico, mental, emocional e espiritual.
A questão Mário Covas, em São Paulo, é apenas um sintoma claro (quando recusa candidatar-se à reeleição) da contaminação com os sectários partidos advindos da antiga Arena. Ciro Gomes se tornou o fiel da balança e juntamente com Tasso Jereissati, poderá, sem dúvida, reacender a esperança do desejo social de uma moeda não somente forte, mas que promova mais justiça social.
Minha avó Marica tem 91 anos de idade e outro dia me afirmou: ‘‘Viu que desastre de governo, que fome, que miséria?’’ A sabedoria da matriarcal senhora não vem da inconsequência de poucos meses ou anos, mas do aprendizado quase secular da política que faz bem e daquela que mal faz aos que dela recorrem. Assim disse dona Marica. Assim digo eu, embora separados por décadas de experiência.
- LUIZ EDGARD BUENO, Londrina

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