O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Investimento
Te cuida, Lerner. O brasileiro está mudando. Não aposte mais na nossa memória curta. Muito menos na dos brasileiros do interior do Estado, cansados de suas promessas de investimento e dessa mania de ser prefeito de Curitiba e região metropolitana, e não o governador de todos os paranaenses. Temos consciência de que a região da Capital merece atenção especial, porquanto forma nosso cartão de visita. Por outro lado, essa concentração de investimentos pode agravar os problemas estruturais que a Capital enfrenta. Hoje, por exemplo, o trânsito é mais do que caótico.
Residi em Curitiba de 1992 a 1997 e sei do que estou falando. O governador deve orientar sua equipe para que descentralize, olhe mais para nós. Não queremos atenção especial, somente uma atençãozinha normal. Afinal, não podemos esquecer que Londrina é a terceira cidade do Sul do País e merece mais respeito. Assim como Maringá e outras cidades pólo do interior do Estado. Pode nos chamar de pés-vermelhos, de caipiras. Tudo bem. Mas somos cultos e podemos decidir uma eleição.
- JOÃO HENRIQUE TORRES, Londrina
Indicadores
Recentemente o IBGE divulgou um dado bastante animador: o de que a economia havia crescido 4,34% no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Esse dado ganha uma importância especial, porque aponta o crescimento em todos os setores e subsetores, com especial destaque para a indústria da construção, que cresceu 8,71%. Como se sabe, essa atividade é e sempre foi um dos pilares da geração de empregos.
O Plano Real cobrou um alto custo para propiciar à nação uma moeda estável, aumentando não apenas o nível de desemprego, mas também a taxa de insucesso da atividade comercial, às voltas hoje com uma inadimplência preocupante, fruto de um compromisso desvairado, surgido nos primeiros meses de estabilização, além de outros problemas sempre presentes.
Como resultado, portas fechadas são marco de uma sinistra realidade, lembrando esse alto custo cobrado. Aproximamo-nos de um período sempre marcante todo ano: as festas natalinas. Com a economia em elevação pode ser que, neste ano, o comerciante tenha algo mais a comemorar, principalmente se o índice de contratações acompanhou o crescimento econômico.
Se por um lado o consumidor demonstra sinais de amadurecimento, deixando de lado as compras por impulso, respeitando sua própria capacidade de pagamento e pesquisando alternativas de preço e qualidade dos produtos e, por outro, o comerciante souber utilizar seus diferenciais competitivos, com certeza será um período de intensa atividade.
Resta saber até que ponto as lições da história recente de nossa economia já foram assimiladas e serão utilizadas mais uma vez. Se a economia evolui, se o consumidor amadurece, se o comerciante se adequou a novos tempos, temos um prognóstico bastante otimista para o final de 1997 e para o ano que vem. Caso contrário, teremos todos que investir na maturidade, discernimento e no bom senso, antes de colhermos resultados positivos e sentirmos, no Índice de Portas Fechadas, sinais efetivos de recuperação da atividade comercial.
- FÉLIX RIBEIRO, Londrina
CORREÇÃO
A reportagem sobre Disney World, hoje na Folha Turismo, traz uma incorreção: o Mundo Mágico de Walt Disney recebe 2,5 milhões de visitantes por ano, e não 250 mil como o publicado.
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