O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Madre Teresa
Quando há dois anos tive a felicidade de ser recebido por madre Teresa na grande metrópole indiana de Calcutá, ao beijar com respeito e admiração a sua mão pude sentir que naquele corpo franzino residia uma alma com força de gigante. Numa simplicidade única, a freira, perante a qual se curvavam reis e rainhas, transmitia uma mensagem viva de solidariedade humana.
Madre Teresa morreu, mas o rastro indelével de sua passagem por este planeta continuará inspirando em todo mundo pessoas capazes de ter sensibilidade para o compromisso de solidariedade humana.
Ela continuará sendo, como disse o Papa João Paulo II, um luminoso exemplo de como o amor de Deus pode ser transformado em amor pelo próximo.
- EDUARDO JUDAS BARROS, Londrina
Encol
Como mutuário da ENCOL, sou credor de uma sala já quitada num dos empreendimentos inacabados que existem em Salvador. A minha suspeita é que esta negociação seja mais um jogo dos dirigentes da empresa para ganhar tempo e enfraquecer a luta e união das associações de mutuários que estão se formando em todo o Brasil.
O governo federal, através do neoliberalismo, cruzou os braços diante do sofrimento de 42.000 mutuários, não dando conta que boa parte da culpa dessa situação foi ocasionada pelos créditos concedidos pelas instituições financeiras estatais. Precisamos de apoio tanto quanto o Econômico, Bamerindus, Nacional e uma infinidade de tamboretes que foram ajudados.
- CARLOS ALBERTO PIMENTEL, Salvador-BA
Magistrados
Há evidentes exageros cometidos por parte do ilustre advogado Osmar Alfredo Koler em seu artigo (Magistrado aposentado e advocacia, Folha, 8 de setembro), como dizer que o princípio da igualdade é desrespeitado quando o magistrado aposentado vem a exercer a profissão de advogado, pois o magistrado estaria em vantagem em relação aos advogados iniciantes. Ora, se for assim, há que se considerar que em todas as profissões há profissionais mais experientes, justamente por exercerem a profissão há mais tempo, e os que estão iniciando agora, os sem experiência.
Será que isso é desrespeitar o princípio da igualdade? Penso que não. Deve-se tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais. Diz também o autor que o magistrado está impedido de exercer a profissão de advogado pelo Estatuto da OAB, esquecendo-se que o próprio estatuto só permite que bacharéis em Direito exerçam tal profissão. Magistrado não é bacharel em Direito?
- SÉRGIO VERÍSSIMO DE O. FILHO, Londrina
Canais da comunidade
Agrada, e muito, a coluna. E é útil. Expõe opiniões, faz críticas, aponta problemas. Às vezes provoca polêmica. Pois, sabemo-lo, em cada cabeça uma sentença. Somos gratos à Folha, pela oportunidade. Importante notar que nós, os que escrevemos, desejamos ser canais da comunidade. Nem todos sabem fazê-lo, embora o desejassem. Alguns fogem de desempenhar o ofício, talvez por comodismo. Outros, quem sabe, têm certo receio. Posso garantir que o faço por gosto e, sinceramente, por achar que é dever. E, como eu, muitos epistológrafos (escrevedor de carta).
Levou-me à introdução o desejo de parabenizar o amigo e colega de Academia, o médico Lincoln Brasil e Silva, por suas duas últimas epístolas, sobretudo a que saiu aqui, na coluna, domingo, dia 17. Contestando a contestação disse ele ao Governo o que inúmeros londrinenses dizem nas ruas e não o fazem no jornal. O Lincoln escreve bem - conteúdo e forma - e com firmeza. Expressa o que ele e nós pensamos e sentimos. E declara o que me cabe assinalar: Talvez não lhe ocorra (à áulica, sua contestadora) que ainda hoje haja pessoas independentes, de opinião honesta e não negociada. Bravos, meu epistológrafo amigo. Estamos unidos também aqui, na arena da independência e, no destemor de pugnar, denodadamente, pela verdade, na busca do bem e da justiça.
- EDUARDO AFONSO, professor em Londrina
Nilson Monteiro
Nilson Monteiro sempre iluminado. Londrina me surpreende mesmo. Cores e cores. Não acho que o alviceleste tenha que mudar de cor, não é Londrina que tem o céu mais azul do mundo? Mas não deixa de ser interessante esta proposta. O breve roxo, o roxo, estampado como praga em tudo que se vê de Londrina. Bem... se eu te disser que venho há algum tempo desenvolvendo uma canção que fala das cores daí, em tudo que se vê por aí. Podem ser as nuvens vermelhas, a fumaça das queimadas rubras. A lua laranja. Abraço a todos e especialmente no escriba inspirado que é o Nilson Monteiro, Salve Nilson!
- ROBINSON BORBA, Londrina
Basquetebol
Custa caro manter a equipe de basquete do Grêmio na liga nacional e não pode ser bancado pela nossa associação ou pelo município. Nós, associados do Grêmio, já custeamos diversas atividades de base, sem contar outras tantas demandas causadas pela nossa diretoria ao longo dos anos. Somos favoráveis à manutenção da nossa equipe de basquete na liga nacional. Ficamos orgulhosos com a ótima colocação no último campeonato nacional e é verdade que sugerimos a terceirização do departamento, nos moldes do que é feito no futebol. A terceirização irá resolver o problema e criará receita, gerando lucro e empregos. A solução não está nos cofres da prefeitura. Os 48 mil reais serão melhor aplicados em postos de saúde, creches e escolas. O sucesso da nossa equipe no último campeonato demonstrou que, bem administrado e profissionalizando o departamento, tornando-se empresa, poderá dar alegria à população e lucro a empresários interessados num setor que ainda tem muito a render no Brasil, o basquetebol.
- LUIZ FURTADO, Londrina





