O leitor escreve


DCE: 25 anos
Em 26 de setembro de 1972 uma nova página na história do movimento político londrinense foi escrita. Naquela data, 25 anos atrás, com a posse da primeira diretoria eleita, foi fundado o Diretório Central dos Estudantes da Universidade Estadual de Londrina. Num movimento de continuidade e ruptura com as iniciativas e acontecimentos estudantis universitários da década anterior, os anos 60, algumas dezenas de estudantes dos vários cursos então existentes decidiram pela fusão dos antigos Centros Acadêmicos, pela criação dos Diretórios Acadêmicos Setoriais e pela criação do DCE.
Muita discussão, várias assembléias, uma rica herança (basta lembrar as iniciativas dos Festivais de Música e de Teatro...) e a disposição de participaar da construção da Universidade recém-instalada. O médico Ascêncio Garcia Lopes, fundador e primeiro reitor, juntamente com o vice-reitor prof.Iran Martins Sanchez e a secretária da reitoria, Acely de Mello, nos limites da legislação rstritiva de então, deram o apoio necessário à oficialização da representação estudantil nas várias esferas de decisão da UEL.
Nestes 25 anos, com altos e baixos, o DCE vem fazendo parte da vida política londrinense. Em certos momentos, mais voltado às questões universitárias, em outros, preocupado com aspectos sócio-culturais e econômicos da cidade e região. Mas sempre procurando agregar e criar canais de participação, fundamentais para uma autêntica vida universitária e para uma consistente formação profissional do ponto de vista técnico, ético e social. Fomos os dois primeiros presidentes do DCE e de, e com outros colegas companheiros das respectivas diretorias, ter contribuído um pouco para a sua instalação. Nem sempre tivemos a mesma compreensão e posicionamento sobre os fatos e acontecimentos. Mas sempre tivemos uma convivência fraterna e cultivamos a prática democrática de respeito às diferenças.
Com vistas a criar uma oportunidade de reencontro estamos convidando os demais jovens de 25 anos atrás, colegas das primeiras diretorias, representantes nos colegiados, conselhos e demais interessados para um jantar (por adesão) no próximo dia 26. Reserva com Eneida ou Andreo, pelo telefone 324-6173. Também estamos promovendo o recolhimento de material (fotos, jornais, revistas), que será entregue posteriormente ao Centro de Documentação Histórica da UEL. Doações poderão ser entregues durante o jantar.
- MARCIO ALMEIDA (Medicina), presidente do DCE da UEL (gestão 1972-73), e NILO DEQUECH (Direito), presidente do DCE (1973-74)
Fé e emocionalismo
Em referência à carta do leitor Sandro Beraldo, publicada dia 5, nesta seção, sob o título ‘‘Bispo auxiliar’’, acredito que há um equívoco: não são tantos, como afirma, os católicos praticantes que se tornam evangélicos. Deve-se reconhecer ainda que há muitos ‘‘católicos’’ que se tornam evangélicos, mas que, depois de algum tempo, retornam ao catolicismo. Por que? Talvez porque em muitas agremiações evangélicas (há exceções) em que a fé é mercantilizada haja carência de tradição, procedência e fundamento teológico sólido, enquanto sobra muito barulho que inferniza a vida dos vizinhos e o emocionalismo barato que num dado momento deixa de existir levando consigo a suposta fé, além de outras bobagens feitas em nome da graça de Deus e da ação do Espírito Santo.
Conheço evangélicos com admirável maturidade cristã e humana, e outros abomináveis, que se acham iluminados e donos da verdade. Porém, basta abrir a boca para se revelar insuportáveis, de pouca sabedoria, de pouco testemunho csristão e de muita ignorância intransigente. Sugiro aos que empregam tanta energia em mal falar, caluniar e escrever contra católicos, que se empenhem na luta pela dignidade, justiça e solidariedade, que protestassem com a mesma veemência contra a pobreza, a violência e a miséria. Que acabem com os discursos hipócritas carregados de chavões sem efeito e tenham uma prática mais condizente com a fé que professam, dando a sua contribuição para que se realizem as palavras de Jesus: ‘‘Que todos tenham vida...’’
- ROMÃO ANTONIO MARTINI MARTINS, Londrina
País do futuro?
Um país de pobreza e miséria tem futuro? Tem futuro um país cheio de famintos e com frio, entupido de hipócritas, falsas, egoístas e mentirosas, que só pensam em dinheiro e deixam seu irmão passando necessidade? Tem futuro um país cheio de assassinatos, crueldade, roubo, exploração, frieza e analfabetismo? Tem futuro um país cujos governantes nada fazem além de adquirir poder e deixar o povo na mão? Tem futuro um país que não cumpre direito seus deveres com as classes sociais? Se tem, qual é esse futuro que nunca chega e cada vez faz o povo chorar?
Cadê o futuro, cadê a esperança, a garra, a força de lutar por um país melhor, todos pensando no bem comum, ajudando uns aos outros? Onde está aquela vontade de lutar pelo que é seu e respeitar o que é do outro? Estão acabando, destruindo tudo que existe de bom por aqui. Transformam rios de águas claras em águas escuras, mata virgem em cinzas, pessoas de boas idéias com mentes sujas. Gostaria que este país andasse para frente e não para trás. Vamos, Brasil. Não pare no meio do caminho, sorria, não desanime, ainda resta esperança no olhar do seu povo. Ainda há fé na sua gente. Muita gente acredita em você, Brasil. Vamos rápido, antes que o país inteiro desanime e perca as esperanças. Sem esperança não há amor, nem carinho, amizade, perseverança, alegria, nada. E se não houver isso, esqueça Brasil. Vamos em busca de um futuro e não de um passado. Vamos andar para a frente, olhar para a frente e dar orgulho aos filhos desta pátria. Mostrar ao mundo que este país tem jeito.
Se for assim, com certeza, este país tem futuro.
- SIBILA AIACHE PEGORARO, de 12 anos, de Barbosa Ferraz
Doação de órgãos
Meus olhos são dois tesouros que ganhei de presente. Quero doá-los, quando morrer, para algum deficiente. No céu há muitas estrelas e luzes naturalmente. Lá não precisarei dos meus olhos. Minha alma reluz. Sou filho de Jesus, o grande e onipotente. Doe seus órgãos para alguém que necessite deles. O gesto já é o máximo. Não seja egoísta. Dê luz a uma vida. Doe seus olhos. Você continuará vivo. Abra seu coração. Embarque nesse sorriso. Faça a doação e renasça doando paz e emoção. Há alguém, que está vivo, esperando esse seu gesto.
- JAIME MARTINS CAMPOS, Londrina

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