Assalto no táxi

Por incrível que pareça, o ladrão em Curitiba se chama motorista de táxi. Estive anteontem na capital. No aeroporto peguei um táxi até o Centro Cívico. Qual não foi minha surpresa quando observei que o taxímetro marcava durante todo o trajeto a bandeira 2. Perguntei ao motorista e ele fez-me saber que o procedimento estava perfeitamente autorizado pela prefeitura. Pensei tratar-se de algo relacionado ao novo preço dos combustíveis. No entanto, o assalto não parou aí. Ao chegarmos no meu destino, ele sacou uma tabela e corrigiu o valor lido no aparelho digital em 50% a mais. Resultado final: deixei com o ‘profissional’ exatamente: R$ 35,00. Pedi um recibo, que se encontra anexo. (AFQ 8283, Aero Táxi). Fiquei sabendo, depois de verdadeiro escândalo que aprontei, que a operação tinha a ver com o 13º salário da categoria. Que coisa engraçada! Em matéria de táxi
quem paga a obrigação trabalhista do
motorista é o passageiro. Repasse de
100%? Isto é constitucional?
Sou comerciante. Será que teria autorização de fazer o mesmo com os produtos que vendo? E o médico, advogado, dentista, engenheiro, profissionais liberais de todas as áreas, poderiam adotar o mesmo método?
- JUSSARA ABADIA BROSSARI, Londrina

O sonho não acabou

É triste ver a avaliação precipitada de que ‘a queda do muro de Berlim’ e as mudanças ocorridas no Leste europeu tenham sepultado o ideal de uma vida melhor para todos no mundo e em especial no nosso país. Aqui, mais do que nunca, o ideal de um país de verdade se faz necessário. Somos campeões, ou estamos ali ponteando a lista, na maioria dos piores indicadores sociais de avaliação da qualidade de vida. Por exemplo: disputamos a primeira colocação como a pior distribuição de renda do planeta; somos campeões mundiais de desdentados; em analfabetismo somos campeoníssimos na América Latina; a prostituição infantil não encontra paralelo no mundo; a legião de menores abandonados desafia todas políticas oficiais desencadeadas desde o Brasil-Império; nossos trabalhadores percebem um dos mais baixos salários do continente; somos campeões mundiais de acidentes do trabalho e de trânsito; temos uma porcentagem expressiva da população vivendo na mais extrema miséria; temos uma perversa concentração de terra na mão de poucos; ocupamos um dos primeiros lugares da lista que mede o índice de corrupção institucional... E por aí vai. Ora, é preciso termos percepção e clareza para concluirmos que isso precisa mudar.
Não podemos aceitar que o investimento no social seja desnecessário, quando possuímos índices tão degradantes e a nossa população, como gado conduzido ao matadouro, seja engabelada com discursos do ‘tem que dar certo’, ‘tudo pelo real’... é por isso que se faz necessária a existência de questionamento ao modelo importado de condução do país, pois ele é profundamente nefasto para a maioria da população que já traz mostra de que, infelizmente, se agravarão os problemas sociais, tornando a vida mais difícil principalmente para os mais humildes, não poupando contudo os mais abastados, que também pagam a conta por um país tão desigual. O sonho de uma sociedade mais justa e digna não acabou, ao contrário, vem sendo cada vez mais presente entre pessoas, com isenção e visão crítica suficiente para descrer da massa propagandística oficial, e acreditar acima de tudo que é possível construírmos um desenvolvimento pleno para o nosso país. Tenhamos orgulho ainda maior dessa maravilha chamada Brasil.
- TITO VALLE, Londrina.

Agradecimento 1

O Natal vem chegando e com ele um novo ano desponta. Durante 1996 conseguimos alcançar muitas vitórias, que não foram só nossas e não teriam acontecido sem o apoio e contribuição valorosa dos nossos parceiros que vislumbram um trabalho social realmente compromissado. Em especial destacamos a Folha de Londrina, que nos permite dar continuidade a esse trabalho tão importante, que é o atendimento aos meninos e meninas em situação de risco em Londrina. Em nome deles agradecemos o carinho, dedicação e compreensão que tem nos dispensado. Desejamos esplendoroso
Natal e um Ano Novo repleto de realizações.
Que o Menino Jesus nos abençoe sempre.
- NEIDE ALVES SILVA, presidente da ACALON - Associação da Criança e do Adolescente, Londrina

Agradecimento 2

O Centrinho de Londrina agradece a colaboração da Folha de Londrina no transcorrer do ano que se encerra. O apoio dispensado a esta entidade ajudou-nos a enfrentar o desafio que assumimos, de prestar um bom atendimento aos pacientes portadores de lesões lábio-palatais e familiares. A prestimosa colaboração renova as nossas esperanças e nos traz a certeza de podermos contar com a sensibilidade e a consciência de sociedade londrinense, no enfrentamento da missão de fazer um portador de lesões lábio-palatais sorrir através de sua recuperação e reabilitação.
- CRYSTIANE GARCIA ZAPAROLI URSI, diretora do Centrinho, de Londrina.

Boas Festas

Agradecemos e retribuímos os votos de Boas Festas enviados à Folha de Londrina pelas seguintes empresas e pessoas: Vértice Imprensa e Eventos, Mc Donald’s, Top Comunicação, Condomínio do Mercadão de Londrina, Dymac Equipamento Rodoviário e Industrial Ltda., MAS Engenharia e Empreendimentos Ltda., Jabur Processamento de Dados e Siglo Jabur, Luiz Eduardo Cheida, prefeito de Londrina;

Teatro amador

O Movimento Estudantil de Teatro Amador - Meta agradece a todos que, de alguma forma, muito colaboraram para que tivéssemos pleno sucesso em todos os nossos eventos, em apresentações de teatro ou em cursos de iniciação teatral, no ano que se encerra. Em especial, nossa gratidão à vice-governadora Emília Belinati, aos deputados estaduais José Tavares, Durval Amaral, Antonio Belinati e à Câmara de Vereadores de Londrina, que, mais uma vez, provaram que democracia se faz com justiça social e liberdade de expressão. Nosso agradecimento também à Folha de Londrina e demais veículos de comunicação social.
- JUAREZ REZENDE ARAÚJO, Londrina

mockup