O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Bispo auxiliar
A respeito das palavras do bispo auxiliar da arquidiocese de Curitiba, dom Ladislau Biernaski, que afirmou na edição de 31/8/1997: Igreja Católica admite que está perdendo terreno para os concorrentes. Na reportagem, o líder afirma que os católicos que foram atraídos para outras religiões eram apenas nominais, e não praticantes. Discordo. Em verdade há muitos católicos que não eram praticantes hoje, no meio evangélico. Mas há um número muito, muito maior de católicos que eram praticantes, mas que se tornaram evangélicos por não terem o anseio espiritual suprido nas fileiras católicas. Esse é o meu próprio exemplo. Num momento em que procurei mais profundamente conhecer sobre Deus e a verdade de toda sua doutrina, não obtive, como tantos não obtiveram, resposta.
Há também um número muito grande de católicos que passavam por crises existenciais terríveis e marcantes, ou por problemas aparentemente insolúveis, desespero, angústia, sofrimento, muitas vezes envolvendo a própria família inteira. Quero, porém, ressaltar que não é a Igreja Evangélica quem os supre. É o próprio Senhor Jesus. A Igreja Evangélica não tem
paredes, nem tem tradições que não respondem a
orações, tradições muitas vezes ineficazes
nas quais se apegar e das quais não possa largar. A
Igreja Evangélica abandona o que for necessário
para ser o receptor e o condutor da graça divina.
E, para finalizar, vem aquela velha e batida idéia
dos dízimos. Todas as igrejas sobrevivem dos
dízimos, inclusive a própria Igreja Católica.
- SANDRO BERALDO, Londrina
Sonho ou pesadelo
Louvável a atitude do juiz titular da Vara de Execuções Criminais do Distrito Federal, George Lopes Leite, na soltura de vários presos, com o intuito de minimizar o problema da superlotação carcerária. Estaria ele resolvendo o problema global daqueles detentos? Até ao mais famoso, bandido da luz vermelha, João Acácio Pereira da Costa, é negado o lar pelo próprio irmão. Mas ele sobreviverá, pela alcunha, pelo que foi e fez o maior bandido da história brasileira, pela imprensa, que constantemente estará noticiando sua vida. E os desmais. O que estará acontecendo com eles? Foram recebidos pelos seus? Como será sua reintegração à sociedade, se a própria família lhes nega a acolhida? Este é o momento de reflexão dos poderes constituídos, das instituições e toda a sociedade, para que possamos ter um mecanismo a fim de reintegrar gradativamente essas pessoas à comunidade.
- LUIZ IUKI, Bandeirantes
Tributo à princesa
A passagem de Diana pela Terra não foi em vão. Foi a rainha do glamour e da compaixão. Conseguiu conciliar entre o ter e o ser. Sua fé e confiança fortalecerão a fé e a crença dos outros. Seus gestos e ações de bondade ensinarão os outros a ser bondosos. Seu amor e respeito pela vida farão com que os outros compreendam que há um propósito e importância em viver a vida. Seu espírito agora
já descansa em paz na companhia do Criador.
Saudade de todos...
- JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba
Cumprimento
Parabenizamos a Folha pelo compromisso, ao mesmo tempo jornalístico e social, que claramente norteou a reportagem Um lar para idosos e crianças de rua, do jornalista Luiz Taques, publicada dia 24 de agosto. A Agência de Notícias dos Direitos da Infância - ANDI e seus parceiros celebram o nascimento de um novo perfil profissional de jornalismo, mais preocupado com seu papel social na busca de soluções.
- MARCO TULIO ALENCAR, da ANDI - Agência de Notícias dos Direitos da Infância, Brasília
Recompensa
Muitas vezes procuramos ler artigos nas edições diárias dos diferentes jornais, provavelmente com o desejo inconsciente, ou não, de ver estampadas as coisas que gostaríamos de dizer. Nesse sentido, sentimo-nos extremamente recompensados e aliviados ao ler o artigo Luz Vermelha, da socióloga Maria Lucia Victor Barbosa. Concordamos em gênero e número com a autora quando ela fala da nossa personalidade enquanto povo, que eleva à condição de heróis pessoas do quilate de João Acácio Pereira da Costa e José Rainha. Como diz a articulista, só mesmo no Brasil, o país da impunidade.
- LUIZ CARLOS MARTINS DE LIMA, presidente da FADA - Força, Ação e Defesa Ambiental, Curitiba
Cruzamento perigoso
São públicas e notórias a imprudência e a irresponsabilidade de alguns motoristas no trânsito londrinense, com tantos exemplos fatais. Para agravar ainda mais a situação crítica, alguns pontos perigosos da cidade não recebem a atenção devida das autoridades, enquanto outros trechos não menos perigosos, como o cruzamento entre as avenidas Europa e Dez de Dezembro, que já estão mais seguros, via instalação de semáforo. Refiro-me à confluência das avenidas Tiradentes e Arthur Thomas, onde, diariamente, milhares de pessoas põem em risco a vida ao transitar ali, principalmente por volta das 18 horas.
Devido ao fluxo intenso e veloz de veículos, na Av. Tiradentes, torna-se extremamente arriscado e moroso atravessá-la para alcançar a Av. Arthur Thomas. Por que não se instala um semáforo ali? No apagar das luzes da administração anterior foi noticiado que uma empresa se disporia a patrocinar aquele dispositivo luminoso. Apelo ao IPPUL, comandado pelo engenheiro Mário Stamm Jr., para que tome providência no sentido de que aquele local
deixe de ser lembrado como corredor da morte.
- ANTONIO SHIZUO TSUCHIYA, Londrina
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