O Leitor Escreve
O LEITOR ESCREVE
Globalização da informação
A leitura do excelente artigo da jornalista Regina Kracik Teixeira (Informação e Economia Planetária, Folha de Londrina, 24/8/97), despertou-me o interesse em abordar o tema sob outros dois aspectos.
Em primeiro lugar, a importância de se ter uma linguagem comum no universo da comunicação. Reconhecendo-se a importância de se preservar a individualidade, não só das pessoas mas também das nações e grupos sociais, por outro lado há que se reconhecer que, no mundo de hoje, se necessita ter um idioma que seja razoavelmente universal. Essa língua universal, embora com toda a conotação de imperialismo cultural, atualmente é o inglês. Essa forte presença é ainda mais determinante quando se observa o instrumento maior da moderna troca de informações que é a Internet.
Mas não é de hoje que se sabe da importância de uma língua comum. Na Bíblia, quando se menciona a Torre de Babel, a preocupação com a arrogância dos homens derivava mais de sua capacidade de comunicação da construção da torre que pretendia chegar ao céu. Assim diz a Bíblia ... eis que o povo é um e todos têm a mesma linguagem. Isto é apenas o começo: agora não haverá restrição para tudo que intentarem fazer (Gênesis, 11:6).
Além do reconhecimento da importância da linguagem, é preciso considerar a diferenciação entre dados, informação e conhecimento, dentro do processo de comunicação visando a tomada de decisões.
O volume de dados básicos disponibilizado pelos sistemas eletrônicos aumenta diariamente. Esses dados, no entanto, para se transformarem em informação, devem ser processados, manipulados, organizados e, principalmente, analisados. E mesmo as informações não podem ser confundidas com conhecimento. Para se atingir este estágio, é preciso todo um esforço de síntese onde, cotejando-se informações de várias origens, amplia-se o entendimento sobre um determinado assunto.
Na prática, entretanto, o que importa é a capacidade de uso do conhecimento para a tomada de decisões. Para isso, tão importante quanto o conhecimento é a experiência pessoal, o quadro de valores e crenças, os conceitos de ética e moral que, no conjunto, permitem o julgamento das diversas situações e conduzem à adequada tomada de decisões.
Em resumo, o que se necessita nesta nova economia planetária, baseada na informação é uma linguagem comum que permitia o entendimento mútuo e, por outro lado, a adequada capacitação de todos e, em especial dos empreendedores, permitindo a transformação de dados em informações e destes em conhecimento. Tudo isso, no entanto, só conduzirá a um mundo melhor quando a capacidade de julgamento de cada um levar à tomada das decisões corretas.
- PAULO VARELA SENDIM, engenheiro agrônomo em Londrina
Dy
Acima de tudo, além dos títulos que receberia, ela sonhava com o amor. Não pensou em ser menosprezada nem menosprezar, em sofrer ou proporcionar sofrimento, não imaginou o mal, acreditou e esperou pelo bem. Aceita na restrita corte (e a contragosto, já não bastava Sarah?) desfilou a simplicidade, meiguice, ternura, feminilidade e sem dúvida a sensualidade discreta mas existente. Acuada pelos poderes, aos poucos percebeu que seu sonho estava se desfazendo nos braços de mulheres estranhas e nas mentiras palacianas.
Teve culpa? Todos nós, quando relacionamentos findam, temos nossa parcela. Ninguém se omite ou simplesmente acusa. Mas Dy tinha no rosto a sinceridade do coração, e no olhar e sorrir, algo que hoje em dia é considerado fora de moda, mas que encanta, enternece, nos reacende a esperança na humanidade e em nós mesmos, a pureza do sentimento expresso por todos os poros.
A enormidade dos seus sentimentos extrapolava os limites físicos e eles se derramavam ao redor com sinceridade e aí se tornava linda. Lembrar Diana é lembrar Enya nos seus CDs que falam à alma; é ouvir Neil Diamond em parceria com Streisand, é se enamorar das ondas de um mar azul que nos coloca na areia, esperando lá longe chegar ao nosso encontro a pessoa que amamos.
Existem pessoas que, embora muito tenham errado pela vida, buscam acertar e que trazem indeléveis, por todo o ser, a busca do amor perfeito que só encontrará alvo no Altíssimo. Não há razão para idolatrá-la, mas sim, ficarmos felizes por termos partilhado da candura e sinceridade de coração, os mais importantes atributos de um ser humano. Que outras pessoas tão lindas como Diana, amadurecidas no cadinho do amor sincero, possam inebriar este mundo tão empobrecido pela falta dos valoress melhores, os que vêm de um coração puro.
- LUIZ EDGARD BUENO, Londrina
Nova era
Observando a globalização na ótica da industrialização e comercialização, vemos um fator que leva tudo e todos a superar barreiras e ir em busca da sua satisfação. Com isso estamos nos deparando com o Mercosul traçando um rumo novo para nossos países, a Europa destruindo barreiras, os Estados Unidos, Canadá e México fazendo alianças, enfim o globo terrestre sendo uma só comunidade em relação à industria e comércio. Isso nos mostra a proximidade da união global dos continentes. Se observarmos as empresas que estão se instalando no Paraná veremos quantas possuirão funcionários que desenvolvam a parte administrativa e marketing nos países de origem e a mão-de-obra estará fora, será feita por outros.
Muitos outros produtos já são industrializados e todos acreditamos que estamos consumindo produtos dos Estados Unidos, Canadá, Alemanha etc. Na realidade eles procedem da Malásia e Hong Kong, dos continentes cujos países dispõem de mão-de-obra barata e os do primeiro mundo. Isso caracteriza globalização, o globo terrestre girando, em acordo de industrialização para comercialização. Precisamos tornar a globalização mais justa, principalmente no Brasil. E isso conseguiremos com o entendimento e uma boa aplicação do que é Qualidade total. Depois lutaremos por uma globalização em todos os sentidos, do social ao econômico. Será utopia?
- WAGNER LUIZ MARQUES, professor da Unipar, Cianorte





