O LEITOR ESCREVE
Obra paralisada
Minha família está estabelecida em Maringá desde 1939. Nasci aqui há 42 anos. Aqui abrimos uma das primeiras máquinas de café e um dos primeiros sítios foi o nosso. Ficava justamente na Estrada Guaiapó, onde hoje se constrói um viaduto quando ela cruza com a Avenida Colombo (BR 369). Todos os maringaenses sabem que esta obra é vital para a cidade. Vidas são ceifadas ali, sem falar da estratégia para a melhora do trânsito, que naquela região sofre a consequência de ter perto o Parque de Exposição e a futura rodoviária.
Agora temos essa novela de paralisação da obra. Serve ao povo essa paralisação? Não. Então, a quem serve? Nós, maringaenses, estamos fartos dessa forma de contestação. Se há irregularidades elas devem e vão ser punidas no rigor da lei. E serão investigadas até o fim. Será que não existe um meio de realizar a investigação sem paralisar a obra?
- WILLIAN S. TAGUCHI, médico em Maringá
Belinati
A administração Belinati tem mostrado que não governa na base da espera de bons ventos. Nem ousa dizer que tudo se resolverá quando todos os bloqueios forem eliminados. Isto teria muita lógica, mas para o prefeito - como homem de ação - não é nada. Para o prefeito de Londrina o município e seus cidadãos nunca podem esperar e precisam de medidas imediatas. Como um estadista, o comportamento de nosso prefeito é o de nunca aceitar a idéia de que tudo se resolverá quando os problemas apresentarem soluções mais fáceis. Para Belinati o que não se resume em ação é futurologia - sempre bem aceito pelo papel, mas invariavelmente de resultado pouco prático.
Nesta ótica de trabalho e ação pudemos sentir a identidade dos propósitos do prefeito Belinati na diretoria de operações da Comurb, Lúcia Brandão, ao estender os benefícios do transporte coletivo a um maior número de usuários da linha 314 (Jardim Sabará). Os usuários sentiram-se alijados por causa de modificações no sistema, que afetaram esta linha. Detectado o problema, a diretora da Comurb, de imediato, procedeu a readequação necessária. Como membro da comunidade rendo agradecimento à diretora da Comurb, que demonstrou ser sensível ao clamor popular.
- BENITO CARVALHO, Londrina
Globalização
Torna-se cada vez mais difícil e complexo administrar e gerenciar um negócio, uma empresa ou uma instituição nos dias atuais. Vive-se imerso num mercado espaço-tempo mutável, com o desaparecimento e criação de variáveis e valores, tornando cada vez mais difícil decidir qual o melhor caminho tomar para alcançar os nossos objetivos e o sucesso.
Atualmente as decisões gerenciais se baseiam em um modelo cartesiano de causa e efeito, linear e segmentado, onde se tenta equacionar as soluções dos problemas através de conceitos isolados. O mercado, aqui designado espaço-tempo, está cada vez mais globalizado, necessitando para o empreendedor atual se adequar a esse novo modelo, o qual é definido como sendo uma rede de conceitos interligados, onde nenhum é mais fundamental que os outros. É necessário conceituar que o mercado não pode ser reduzido a entidades fundamentais - semelhantes a blocos de construção - mas deve ser entendido por completo com base na autoconsciência. O mercado é concebido como uma rede ou teia dinâmica de eventos interrelacionados, onde nenhuma das propriedades de qualquer parte dessa rede é fundamental; todas decorrem das propriedades das outras partes e a consciência global de suas interrelações, determina a estrutura da rede como um todo. Esse novo conceito de mercado globalizado se torna aos atuais executivos e gerentes tão estranho em comparação aos nossos modos tradicionais de pensar e administrar, que é aceito ou seguido por pequena minoria. Os demais preferem seguir a abordagem da administração ortodoxa, na qual sempre buscaram encontrar a fórmula para a solução de seus problemas. Decorre dai o insucesso. O surgimento de um problema no modelo globalizado não será mais abordado isoladamente, e sim, através de uma análise sistêmica, buscando o entendimento e a solução através de uma compreensão global.
- ROLF EUGÊNIO FISCHER, professor titular do Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná

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