O leitor escreve
Natal
Como será nosso Natal? Será a ansiedade por ter que dar presentes, correndo atrás daquelas ofertas magníficas que nos permitem pagar em janeiro, fevereiro ou até maio? Será aquela sensação de impotência diante do filho que quer aquele objeto maravilhoso que não cabe no nosso orçamento? Será aquela comilança desvairada conquistada com o cheque pré-datado no supermercado? Será apenas um dia a mais de solidão, de trabalho noturno mal remunerado?
Será que ainda há tempo de pensar que a maior festa da Cristandade diz respeito ao nascimento de Alguém muito especial, que não fez concessões à injustiça, que perdoou as fraquezas humanas, mas que desafiou a humanidade a construir um mundo de efetiva comunhão?
Por tudo isso, se você não conseguiu enfeitar uma bela árvore, não logrou transformar sua casa numa cascata luminosa, não arriscará seu orçamento em panetones, castanhas, perus, chesters, vinhos, champanha etc., se você não pode comprar aquelas coisas tão cobiçadas pelos seus filhos, pense que ainda assim você pode ter um Feliz Natal. Natal onde o abraço afetuoso, a companhia solidária, uma prece com os amigos e a família, porta aberta para um solitário podem fazer inesquecível o seu Natal.
Não será um Natal cinematográfico, Natal brilhante mas sua lembrança durará mais que as rodinhas do roller que tantas crianças gastaram no asfalto, com tantos riscos, no Natal do ano passado. Se perguntarem por que a sua casa não está feericamente iluminada, diga simplesmente que é por disciplina civil. Afinal, o horário de verão foi inventado para economizar energia. Se, porém, você logrou enfeitar grandiosamente sua casa, fique feliz. Você contribuiu para manter e ampliar (ao menos temporariamente) o emprego nas fábricas das tais lampadazinhas.
- ROSE FRIEDMANN, Londrina
Privatização
O privado não tem compromisso com o social. Está sujeito à falência e, quando isso acontece, salve-se quem puder. O princípio da solidariedade, que tem norteado o povo brasileiro, está se acabando, para dar lugar a um estado de coisas que alguns chamam de neoliberalismo, mas que, na verdade, é um salve-se quem puder.
Doravante não haverá mais aposentadorias, saúde, educação e segurança, a não ser para aqueles que possam pagar. Será tudo privatizado em nome da eficiência. Foram criados os planos de saúde geridos pela iniciativa privada, porém a cobrança complementar, por fora, de homorários médicos, continuam do mesmo jeito. Agora piorou ainda mais, pois além de termos que pagar mensalmente o plano de saúde, somos compelidos a pagar honorários médicos por fora. Isto eu posso comprovar, pois está acontecendo em minha família.
Nem tudo pode ser privatizado. O caminho que se está buscando com a privatização da previdência nos preocupa muito. Na ânsia de se destinar recursos à iniciativa privada, estão descapitalizando a Previdência Social de tal forma que os aposentados de hoje e aqueles que vierem a se aposentar estarão correndo sérios riscos de não terem no futuro, nem uma coisa e nem outra, o privado, porque poderá estar falido. E o sistema público porque foi desmantelado e relegado ao abandono, pelas autoridades competentes. A massa trabalhadora brasileira, que nem emprego tem, não possui recursos suficientes para enfrentar um neoliberalismo avassalador, capaz de concentrar riquezas nas mãos de poucos, onde os mais fracos só terão a perder. Não somos contrários a privatizações, porém deve haver moderação e bom senso.
- JOÃO AMBRÓZIO DE OLIVEIRA, Londrina
IPTU
Achei o projeto de lei da Câmara Municipal, cuja proposta daria 50% de desconto no pagamento de IPTU e taxas, uma enorme falta de respeito conosco, cidadãos londrinenses, que muitas vezes deixamos de comprar o necessário para o nosso lar, para pagar IPTU e taxas. Pessoas que cumprem seu papel de cidadão, sem esperar descontos absurdos e isenções fantasmas que beneficiam principalmente algumas pessoas, com condições financeiras favoráveis. No entanto, quem administra o dinheiro público com honestidade e respeito ao trabalhador jamais poderia sancionar uma lei tão vergonhosa como essa. Por isso, continuo acreditando na administração do prefeito Cheida, que mais uma vez provou que, mesmo diante de uma crise como a que vive a Prefeitura de Londrina, não vendeu sua honestidade, mantendo seu caráter e respeito que ele sempre teve pelo povo de Londrina. Uma mão lava outra.
- FÁBIO MICHEL KHAYAT, Londrina
Médicos
Existem maus profissionais e aqueles que sentem amor e compaixão pelo próximo, como o cardiologista Edmundo A. Bittencourt, de Ibiporã. Com apenas alguns dias tratando com ele, já diagnosticou e mandou-me para um implante de marcapasso com dr. Celso Cordeiro e sua equipe, no Hospital Evangélico. Graças a Deus e a estes homens abençoados e superprofissionais estou viva para criar meu filho. Antes, tratei mais ou menos dez anos com um cardiologista de Londrina, que sempre me dizia: Você está mais ou menos (nunca receitou remédio ou qualquer tratamento).
Estes médicos, que não têm amor pela profissão, deveriam seguir outra, que não ponha em risco vidas e nem cause tanto sofrimento. O leitor Artis Waldewshi deve confiar em Deus, que nunca desampara um filho seu. Sofri muito na vida, mas sempre procurei ajudar. Nem sempre somos compreendidos, mas Deus recompensa seus filhos. Deus o ajude.
- LOURDES APARECIDA MARTHO, Ibiporã.
Boas Festas
A Folha de Londrina agradece e retribui os votos de Boas Festas enviados pelas seguintes empresas e pessoas: Clínica de Imunizações de Londrina - Dr. José Luís da Silveira Baldy, Homero Oguido, Alberto Sérgio do Rego Barros, diretor da FAPEAGRO - Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento do Agronegócio, Editora Tulipa Negra, Roberto Kanashiro, Livraria Saraiva,
Luiz Carlos Bruschi, Tabelionato Accioly de Barros, Pioneer Sementes Ltda., Paulo Senjirou Kishima, gerente da Sanepar em Londrina, Sivepar - Sindicato da Indústria do Vestuário do Paraná, Cláudio Camacho Biazin, diretor superintendente do Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná; Fiat do Brasil, Igarassu Landucci Louzada, Paulo Rizzi Isper, Antonio Carlos Grafetti, Alex Canziani, Jorge Baleeiro de Lacerda, São Gabriel Pálace Hotel, Francisco Marques, Ordem dos Advogados do Brasil, José Medeiros, Elpidio Artigas Filho, Sérvio Borges da Silva, Associação da Vila Militar da Polícia Militar do Paraná, WG/Stalimir & Associados Comunicação e Marketing, Juarez Moreira da Silva, Associação Londrinense de Reabilitação e Promoção Social de Portadores de Lesões Lábio-Palatais, Center Alfaiate, Fernando Garcia Algarte, José Antonio Bernardi, Ação Comunitária do Brasil, Brahma e Skol, Advanced Performance Projects, Eduardo Lacerda Trevisan, CNA e Derci Alcantara.





