O Leitor Escreve

Brasília assassina
Não posso negar que até hoje, movido pela saudade e tomado de nostalgia, me sinto envolvido pelo som, pela vida e vontade de viver dos Mamonas Assassinas que de homicidas só tinham o desejo de matar o tédio, o ódio e a tristeza. Símbolos da juventude, contagiaram todas as faixas etárias dispostas a sorrir um pouco mais e tentar esquecer as agruras a que somos submetidos pelos planos do Governo, que prometeu acabar com a miséria. Na casa onde antes comiam 4, agora comem 5. Cinco são comidos não pela inflação, mas pela fila em frente ao SINE. Em nossa igreja, onde rezamos e pagamos nossos pecados, ajoelhados escalamos não a escadaria do Senhor do Bonfim, mas as calçadas do desespero e a busca de soluções e alternativas.
Fernando Henrique Cardoso está indiretamente ensinando os que têm dignidade e os que quase não têm a aprender a lutar pela sobrevivência. Até os coxos e paraplégicos levam a sério o ditado: Quando a água bate na bunda, ou aprende a nadar ou afunda. Didática diferente, presidente. Divertido é ficar imaginando no que vai dar sua candidatura à reeleição. Muitos que de repente estão a fim de pagar pra ver ficarão devendo. O Presidente sabe mesmo como acabar com a classe média. Logo acabará com a pobreza e no final das contas todos serão ricos, os únicos que sobreviverão.
- JOSÉ RICARDO DORTH CAVALHEIRO (Rick Dorth), Londrina
Arapuã
Quero demonstrar o quanto é necessária a prisão dos culpados pela morte do meu irmão Hélio Mathias, covardemente assassinado por pistoleiros profissionais. Não existe pensamento de vingança. Nossa família tem é vontade férrea de saber os motivos que levaram à morte uma pessoa trabalhadora, honesta, pai de família. Será que as autoridades constituídas do Estado e do País estão cientes do que se passa em Arapuã e na região do Vale do Ivaí? Suspeitas estão recaindo sobre pessoas que poderão ser inocentes. Isso vem causando mal-estar social e político da maior gravidade na comunidade. Apelo para que as autoridades determinem com urgência a participação do grupo de elite da Polícia do Estado, conhecido como Grupo Tigre, pelo trabalho que desenvolveu e pela capacidade de elucidar os mais difíceis casos. As mãos de quem matou e de quem mandou estão livres e sujas de sangue de um ser humano. Senhor Governador e Secretário de Segurança Pública: Não deixem a impunidade desses criminosos servir de pretexto para que venham a ocorrer outros crimes dessa natureza no Estado.
- EMIR MATIAS, vereador em Ivaiporã
Segurança
Nestes tempos de globalização ouvimos falar em qualidade e modernidade. Ainda assim nos deparamos com casos em que as pessoas têm dificuldade ou má vontade em compreender novidades implantadas para o bem de todos. A história se repete. No começo do século a modernidade se traduzia com o advento da eletricidade. O maior pavor era a epidemia da febre amarela. Naqueles dias o clima devia ser o mesmo de hoje, com grande esperança. Grande é também a resistência à vacina desenvolvida por Osvaldo Cruz. Hoje, somente quem já sofreu com a visita de ladrões dentro de casa ou presenciou um assalto a banco sabe o terror que é ficar sob a mira de escopetas e/ou modernas pistolas automáticas. O que ocorre com essas pessoas é um estado de depressão profunda que origina outra doença, moderna também, chamada stress.
Em Londrina, depois de episódios lamentáveis com um cliente morto, um vigilante paraplégico, um PM assassinado friamente, além de bancários agredidos em decorrência de assaltos a banco, observamos a revolta nas vozes que se erguem contra portas de segurança nas agências bancárias. Essas portas são obrigatórias por lei. Chegam ao cúmulo de dizer que moedas, chaves e fivelas de cinto são detectados pelos sensores, que automaticamente travam as portas. Afirmações descabidas, pois os sensores da porta possuem regulagem para detectar objetos metálicos a partir de certo peso ou tamanho. Portanto, esvaziar os bolsos ou deixar as bolsas na caixinha das portas, retornar à faixa amarela e passar novamente pela porta eletrônica é demonstrar responsabilidade e preocupação em evitar situações perigosas.
- SILVIO FONTANA, do Sindicato dos Bancários de Londrina
Barulho
A população londrinense que reside próximo a bares tem vivido noites angustiantes, por causa do barulho provocado por músicas mecânicas e ao vivo, aliadas à falta de educação e frequentadores daqueles antros, que, desprovidos do senso de respeito ao semelhante, gritam, aceleram seus veículos, dão arrancadas e freadas barulhentas. Virou moda uma prática que consiste em estacionar o carro à porta de bares e costumeiramente sobre calçadas, com portas e porta-malas abertos, registram os aparelhos de som no volume máximo, como se todo mundo fosse obrigado a deixar de assistir ao seu programa de televisão favorito, para escutar a música do seu carro, via de regra de mau gosto.
O horário permitido se estende até às 22 horas, que corrobora a afirmativa de que a fiscalização é inoperante. Se é incompetente para fiscalizar até este horário, com certeza também o será em qualquer outro. A Polícia, as duas, se negam a atender chamado da população para coibir esses abusos. Assim ficamos à mercê do abandono, de nada valendo nosso direito à cidadania e os baderneiros ficam ao abrigo da impunidade. Agora, aumentando o martírio, foi aprovada na Câmara de Vereadores lei estendendo o horário de barulho até 1 da manhã, limitando a 50 metros de residências e unanimidade dos vizinhos desta área. Ora, esses estabelecimentos incomodam vizinhos em distância superior a 200 metros.
Gostaria de ver aqueles estabelecimentos se instalar a 60 metros da casa dos vereadores que aprovaram a matéria, para sentir na pele o quanto é doído não dormir durante a noite e, no dia seguinte, ter de enfrentar a labuta por todo o dia. O que é pior: saber que na noite seguinte vai se repetir tudo novamente, com a agravante de que nos fins de semana a situação é pior.
- ROBERTO ANTONIO DE CARVALHO, Londrina

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