O Leitor Escreve
O LEITOR ESCREVE
Penas alternativas
Na comarca de Curiúva (cerca de 150 km de Londrina) o poder Judiciário e o Ministério Público vêm adotando penas alternativas para crimes considerados de menor potencial ofensivo. No caso o apenado é obrigado a doar recursos financeiros aos Conselhos municipais da Criança e do Adolescente. Os valores são empregados em programas de prevenção da criminalidade juvenil e atendimento às crianças e adolescentes carentes. Com a criação destes fundos são implantados uma banda marcial e uma guarda-mirim municipal em Figueira, uma horta comunitária em Curiúva e uma usina de reciclagem de lixo em Sapopema, estes dois últimos projetos em terrenos doados pelas prefeituras.
Além disso, os três municípios da comarca criaram recentemente os conselhos comunitários de segurança, os quais fiscalizarão a aplicação dos recursos e acompanharão as penas dos réus condenados a prestar serviços à comunidade naqueles serviços comunitários. O projeto desenvolvido pretende, ainda, incrementar o recebimento de doações da comunidade para manutenção e conservação de veículos da Polícia Civil e Militar, bem como a melhoria da qualidade de vida dos detentos das cadeias públicas. Enfim, é a substituição das penas prisionais para as penas alternativas, que além de mais eficazes são tmbém ressocializadoras. Com certezaa, maneira mais humana de reconduzir o penalizado à sociedade.
- MAURÍCIO DE OLIVEIRA CARNEIRO, vereador em Sapopema
Velhinhos
Ninguém, pelo que saiba, sugeriu um programa de povoamento da Amazônia através do incentivo de transferência de pessoas entre 60 e 75 anos para a região, como ocorreu no Maine e na Flórida, nos anos 40/50. Por que não sugerir a pessoas sadias que queiram fugir do reumatismo e da poluição, do stress e da violência, da hipertensão, do sedentarismo e do levar cachorro para fazer pipi que se mudem para a Amazônia? Com salário de aposentado, esse idoso estaria contribuindo para a defesa da região, melhoraria sua saúde, tomaria novos ares, mudaria de clima para melhor. Idoso morre de frio com facilidade. O dinheiro circulante aumentaria substancialmente, gerando empregos, movimento comercial e, ipso facto, daria nova vida a cidades como Tefé, Coari, Fonte Boa, São Gabriel, Cachoeira, Santarém, Marabá, Conceição do Araguaia. Por que não? Não podemos condenar a idéia antes de colocá-la em prática. Seriam as gerontópolis. Cidades para idosos. Haveria de tudo: shoppings, praças, clubes, locais de convivência, além de casas pequenas e aconchegantes para idosos.
Será que nossos macróbios, aos milhões, estarão condenados a morrer de tédio em seus apartamentos? Não seria uma vida ao sol, à chuva, à beira de grandes rios como o Solimões, Amazonas, Madeira, Juruá, Purus, Araguaia? Claro que sim. Feliz vive o poeta Thiago de Mello que, há 15 anos, já idoso, deixou a cidade grande e foi para Barreirinha, região abaixo de Manaus. Lá é feliz. Vive numa casa projetada pelo Oscar Niemayer.
- JORGE BALEEIRO DE LACERDA, Francisco Beltrão
Otimismo
O mundo, como um todo, está inserido no mesmo contexto, mas vamos falar especificamente do Paraná: as pessoas têm mania de reclamar de tudo, dizendo que não temos isto ou aquilo, que os governos nada fazem e assim por diante. Mas se pararmos para pensar veremos com nitidez que tudo temos e nunca foi tão farto. Haja vista que nosso Estado praticamente não existia há apenas cinquenta anos. Seguramente, dos atuais 399 municípios paranaenses, 90% foram criados há menos de cinquenta anos, e praticamente todos estão interligados por asfalto, luz elétrica, telefonia, escolas, creches, postos de saúde, praças públicas e tantos outros benefícios.
O mundo desabrochou velozmente neste século XX da era cristã e tende, cada vez mais, a se modernizar, para mais e mais favorecer a bilhões de pessoas. Deixemos o pessimismo e olhemos o mundo com bons olhos, para nossa tranquilidade e felicidade.
- FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão





