Horário do comércio

No dia 9, na Folha, foi publicada uma carta sobre o horário do comércio em Londrina. O conteúdo relata exatamente o assunto mais discutido pela diretoria do Sindicato Patronal do Comércio Varejista de Londrina e Região: a flexibilização do horário do comércio.

A dilatação do atendimento no comércio beneficiaria os consumidores que trabalham das 8 às 18 horas; aumentaria o número de contratações no comércio, reduzindo o desemprego; arrecadaria mais tributos para o município, enfim, uma simples mudança resultaria em inúmeras vantagens. Simples porque só vai trabalhar quem quiser. O comerciante que preferir atuar no horário antigo não será obrigado a trabalhar por mais tempo.

Tomemos como exemplo as atitudes do presidente dos Estados Unidos para recuperar seu país, após os atentados terroristas de 11 de setembro. A primeira decisão acertada foi reduzir o valor das passagens aéreas, a segunda foi baixar os juros a zero e a terceira que, brilhantemente, arrematou uma série de outras, foi ''escancarar'' o comércio e reduzir os tributos em uma significativa melhora na bolsa de valores.

Porém, infelizmente, são poucos os representantes que tomam atitudes sábias e modernas como a do presidente dos Estados Unidos. Nossa cidade, por exemplo, apresenta uma administração com características ''retrógradas''. Ao invés de diminuir tributos e flexibilizar o horário do comércio, como tantas outras cidades do porte de Londrina, o município aumenta o IPTU e aciona a Justiça para impedir o funcionamento do comércio aos domingos e, consequentemente, impedir a geração de novos empregos.


- SINÉSIO SCUDELER, presidente do Sindicato Patronal do Comércio Varejista de Londrina e Região



CPI do Futebol


Para aqueles que torceram contra, ou como se diz na gíria: ''Eu já sabia o resultado '' ou tudo terminaria em ''pizza'', enganaram-se literalmente. Porque o que houve foi sim um trabalho árduo de 14 meses, na busca de depoimentos, quebra de sigilos, estouro de livros contábeis, evasão de divisas, formação de quadrilha. E, o que é pior, nunca o futebol brasileiro esteve com a moral tão baixa.

Mas para que isso acontecesse, foi preciso a presença de pessoas destemidas, determinadas, corajosas e partidários da ética, como é o caso do presidente da CPI, senador Alvaro Dias, e do incansável relator, senador Geraldo Althoff. Os dois, com suas equipes, conseguiram a aprovação no Congresso por unanimidade do relatório de 1.600 páginas. Cabe agora ao Ministério Público convocar os envolvidos para as devidas providências. Num ano marcado por grandes tragédias, atentados terroristas, guerras contra povos miseráveis, injustiças sociais, negociatas, fome, miséria, o trabalho dessa CPI fez a grande diferença para orgulho de todos nós brasileiros. Depois da faxina, poderemos, quem sabe, sonhar com o verdadeiro futebol brasileiro na Copa do Japão e Coréia.


- JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba



Greve da UEL


A Universidade Estadual de Londrina foi reconhecida pelo governo federal em outubro de 1971 e encontra-se hoje, depois de 30 anos da sua fundação, em greve, visando reajuste salarial de até 50,03% referente a seis longos anos sem pisos salariais adequados para funcionários e professores.

Há praticamente três meses, a UEL deixou de produzir conhecimento. Possuía um perfil de uma instituição formadora de profissionais éticos, com cultura geral, competência técnica, flexibilidade intelectual e comprometimento de mudanças sociais.

Do dia 17 de setembro até agora ganhamos uma universidade suja, triste e possuidora de um dos mais prorrogados descasos. O campus universitário, lugar que já chegou a ser até mesmo um dos cartões-postais mais bonitos que a nossa cidade tinha para oferecer a quem nos visitava, enfrenta hoje dias angustiantes para que volte a viver.

Mais de 13 mil alunos esperam um possível retorno das aulas para concluir o ano letivo que lhes era de direito. Dentre eles, encontram-se aproximadamente dois mil formandos perdendo oportunidades de empregos, mestrados e concursos que poderiam lhes proporcionar uma chance de ingresso num já restrito mercado de trabalho. Os formandos estão em estado de perplexidade extrema devido à falta de evolução nas negociações por parte do Estado.

Problemas como a limpeza do campus são reparáveis com a volta das atividades. Mas, e os nossos problemas, como a perda de boas oportunidades de exercer tudo o que aprendemos? Os nossos gastos não previstos? Dedicações e renúncias para adquirir um diploma não significam nada?

Quem irá reparar e ressarcir todos os problemas que essa greve está proporcionando, senhor governador? Providências urgentes é o que esperamos para que a integridade da nossa universidade seja mantida perante todas as outras existentes, mostrando-se séria e útil não só à sociedade de Londrina e do Paraná.


- HOMERO DIAS, representando os formandos de Química da UEL, Londrina



Natal (1)


Que o Natal traga a harmonia entre os homens e a estrela da paz ilumine nossos caminhos em todos os dias do novo ano.


- JOSÉ CARLOS GOMES CARVALHO, presidente do Grupo Empresarial Gomes Carvalho, Curitiba


Natal (2)


Felizes são os que promovem o amor e a paz. Dentro desse espírito cristão é que desejamos a você e aos seus familiares um Natal e um ano-novo repleto de realizações.


- ELIO LINO RUSCH E FAMÍLIA, deputado




Natal (3)


Nós, da Francovig, desejamos a todos os que participaram da história da cidade e de nossa empresa, um ano de 2002 com muita saúde, felicidade e alegria.

Foi com trabalho duro e determinação que nós fizemos essa cidade florescer e transformar-se nesse lugar adorável de se viver.

Mesmo em tempos difíceis o povo dessa terra nunca se curvou à adversidade, sempre foi altivo e otimista acreditando que o trabalho e perseverança vencem qualquer desafio.

Orgulho dessa terra. É isso que o londrinense sempre demonstrou durante todo esse tempo e que nossa empresa vem acompanhando há 55 anos.

É com esse passado que vamos enfrentar um novo ano lançando nossos olhares para as coisas boas que a vida nos oferece. Um feliz Natal e próspero ano- novo!


- FRANCOVIG, Londrina

- As cartas devem ser digitadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

mockup