O LEITOR ESCREVE
Porto Seco
Um sonho que virou realidade. Londrina, apesar de enfrentar inúmeros problemas de toda ordem, que são inerentes a uma jovem e dinâmica cidade com crescimento a olhos vistos, tem bons motivos para comemorar o seu aniversário de 67 anos, coroados de muito progresso. Progresso esse que a mantém como segunda cidade do Estado e terceira do Sul do país, pontuando com marcas expressivas, como as 3.900 indústrias que fazem parte do seu parque industrial, 15.900 estabelecimentos comerciais e 14.700 escritórios prestadores de serviços. Números que mostram a sua pujança e a força do trabalho dos ''pés-vermelhos''.
A comemoração desse aniversário foi de uma forma muito especial, pois graças a atuação de dois pés-vermelhos, filhos de pioneiros que se destacaram na área empresarial e política, o saudoso Francisco Sciarra e o ex-governador Octávio Cesário Pereira Júnior, hoje representados pelos filhos Eduardo Sciarra, secretário da Indústria, Comércio e Turismo do Paraná, e Octávio Cesário Pereira Neto, presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina. Eles contribuíram de forma decisiva para que Londrina pudesse ver um de seus maiores sonhos sendo realizado: a liberação judicial para a instalação da Estação Aduaneira do Interior, também conhecida como Porto Seco, que encontrava-se há quatro anos tramitando no TRF de Porto Alegre (RS). Agora, o Porto Seco já é uma realidade e deve-se ao trabalho e dedicação desses dois jovens políticos.
Vendo esses exemplos, não nos deixam dúvidas que quando temos ''abnegados pés-vermelhos'' nos representando no Executivo, muitos sonhos são realizados. Isso faz com que a nossa querida Londrina continue crescendo, gerando empregos e divisas e destacando-se com sua qualidade de vida, sua beleza inconfundível e, sobretudo, firmando-se cada vez mais como pólo educacional, como capital do agronegócio, e como prestadora de serviços por excelência.
Parabéns Londrina pelos seus 67 anos de franco desenvolvimento. Parabéns Londrina pelos filhos que lutam intensamente para vê-la cada vez mais linda, mais cheia de vida, destacando-a no cenário nacional pelas suas conquistas e não mais pelos erros cometidos no passado!
- JAIR VICENTE DA SILVA, empresário, Londrina
Editorial (1)
Gostaria de dizer ao senhor José Cid Campêlo Filho, secretário de Governo do Estado, que não considero um desserviço o editorial do dia 2, publicado nesse jornal (conforme carta do secretário publicada anteontem). Se esse senhor deixar o bairrismo de lado, vai ver que o jornal prestou um bom serviço à comunidade. O senhor José deveria estar mais atento e olhar para o seu empregador, que tem feito uma burrada atrás da outra e que tem inúmeros escândalos para serem esclarecidos. Gostaria também de lembrar o senhor José que tudo na vida é proporcional e que a porção da gatunagem tem sido bem maior do que as coisas sérias apresentadas por esse governo.
- ROBERTO TEIXEIRA, empresário, Londrina
Editorial (2)
Anteontem foi publicada uma carta de José Cid Câmpelo Filho, secretário de Estado do Governo, em que este ilustre senhor ataca veementemente a linha editorial deste conceituado veículo de comunicação. Manifesto aqui o meu repúdio com tais declarações, pois se o governo do Paraná é tão impopular com os paranaenses, alguma coisa não anda bem. Ou será que vivemos num mar de rosas?
Em uma das passagens desta carta, o autor afirma que ''a função primária do jornalismo sério e competente... é o de informar e formar o cidadão''. Bem, a Folha, com seu papel informativo, traz-nos diariamente notícias de falcatruas, fraudes, desonestidades e traições, tendo como protagonistas os políticos. Notícias sempre com respaldo testemunhal e documental.
Na seara da formação do leitor, este jornal traz a sua linha de pensamento, a sua ideologia, tentando alertar e abrir os olhos de seus leitores das mazelas que ocorrem por aqui. Se o leitor não gostar do teor dos comentários, que compre outro jornal.
Por que o senhor não escreve criticando a greve nas universidades estaduais, onde os funcionários e professores estão há mais de seis anos sem receber a reposição inflacionária? Por que não critica o Movimento pela Moralização de Londrina, que ajudou a desmascarar a quadrilha dos Belinati, sendo que um dos membros desse clã é a vice-governadora? Por que não critica os mais de 80% de paranaenses que não desejam a venda da Copel e mesmo assim votaram nesse governador? Critique a pessoa que morre por falta de atendimento no hospital. Critique o motorista que perde sua vida nessas maravilhosas máquinas caça-níqueis que se transformaram nossas estradas. Critique os comerciantes que fecham seus estabelecimentos por falta de segurança. Critique os paranaenses que, de forma tola, votaram e acreditaram nas promessas feitas por esse governo. Critique-me por sobrar tempo em meu dia para escrever essa carta, pois sou universitário e estou parado devido à greve e descaso do governo.
Ilustre secretário, se não for pedir demais, pare de criticar esse jornal, vá para casa, reflita e, se possível, faça alguma coisa em prol do povo paranaense, que atualmente encontra-se abandonado.
- RÔMULO FABRÍCIO ANTUNES, estudante, Londrina
Tamarana
No domingo, dia 25 de novembro, a Folha publicou o editorial com o título ''Municípios demais''. O referido texto criticava o fato de ''muitas prefeituras no Paraná, há bastante tempo, estarem atendendo apenas em meio expediente''. Também trazia o argumento que dos 399 municípios do Paraná, ''metade deles, se submetido a um pente-fino'', revelariam não terem razão de existir. Além disso, o artigo sugeria que diante da Lei de Responsabilidade Fiscal e da situação apresentada, muitos municípios deveriam pedir a ''desmunicipalização''.
Certamente o autor do texto tem o direito a tais críticas, desde que fundamentadas em dados. O que não admitimos é a relação feita da situação de caos tomando como exemplo o município de Tamarana. É possível tal afirmação, tendo em vista que a atual administração vem prestando atendimento em tempo integral (oito horas) em todas as áreas, além do fato de ter em mãos a Certidão Negativa do Tribunal de Contas da União, o que significa que, mesmo tendo assumido o município com dívidas e problemas, vem conseguindo administrar com austeridade e responsabilidade.
Atuo na secretaria de Assistência Social e é possível expressar-me com autoridade sobre o atendimento de respeito aos usuários. Isso porque gradativamente a área busca aperfeiçoar o atendimento, implantando a política de acordo com as diretrizes constitucionais, respeitando a descentralização político-administrativa, que tem como objetivo a participação da comunidade no governo.
Os repasses municipais à rede de assistência social vêm sendo realizados sem atrasos e todos os que necessitam de atendimento, sem distinção, são atendidos.
Vale a pena ressaltar que com a emancipação de Tamarana, Londrina perdeu 20% do seu território e a população local ganhou 400 quilômetros de solo rico, além da possibilidade de crescimento sustentável e autônomo.
Se existem municípios à beira da falência e atendendo em meio expediente, seria bom apresentá-los estatisticamente, para que sejam tomadas as devidas providências.
- MARIA INEZ B. MARQUES, assistente social, Tamarana
- As cartas devem ser digitadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: edito





