ICMS (1)


Apresento meus cumprimentos pela publicação do editorial de ontem publicado neste jornal, sob o título ''O aumento do ICMS''. O texto contribui para esclarecer as características do projeto do governo do Estado que pretende ampliar as alíquotas de ICMS, imaginado por todos como bem menos abrangente do que realmente é.
Avalio que a postura desse jornal, de esclarecer pontos obscuros de projetos de lei que alteram a vida de toda a coletividade, é de fundamental importância para que cada cidadão possa conhecer em detalhes as mais variadas propostas, podendo em consequência, agir em defesa de seus interesses.
Lembrando que tal o projeto, agora em tramitação na Assembléia Legislativa, desagrada o setor produtivo por ampliar a carga tributária que hoje supera os 34% do Produto Interno Bruto (PIB) do País, resta a todos nós, cidadãos do Paraná, acompanharmos com atenção o trabalho dos deputados na avaliação desse importante projeto, que sem dúvida vai refletir na vida de todos nós.


- PAULO FERREIRA MUNIZ, presidente da Associação dos Abatedouros e Produtores Avícolas do Paraná (Avipar) e da Associação dos Usuários de Rodovias do Estado do Paraná, Londrina


Má-fé e irresponsabilidade


Quero aqui contestar a opinião manifestada por esta Folha de Londrina no editorial do jornal publicado em 2 de dezembro. ''Parece que estamos mesmo fadados a conviver, não se sabe até quanto, com a síndrome da fraude envolvendo toda a ação que parta do poder público.'' É assim que começa o texto que representa o pensamento e a linha editorial do veículo. Ao completar o ''raciocínio'', se afirma que existe uma ''suspeição de que pode estar viciada a licitação para a contratação de serviços de informática pelo Departamento de Trânsito do Paraná''.
Tomo de empréstimo as primeiras palavras daquele lamentável texto. ''Parece que estamos fadados a conviver, não se sabe até quando, com a fraude.'' É isso que representa aquele editorial: uma fraude. Trata-se de uma aula de irresponsabilidade jornalística. Uma opinião tendenciosa, que joga por terra tudo que se diz sobre o papel da imprensa na nossa sociedade.
Refiro-me aqui à função primeira do jornalismo sério e competente, que é o de informar e formar o cidadão. Não é isso que vimos naquele editorial, que ignora a prudência e distorce informações. Trata-se de um grande desserviço à população do Paraná e aos bons jornalistas deste Estado.
Como advogado, considero a crítica e a opinião um direito de todos. Afirmo categoricamente, contudo, que suspeição não é indicativo de erro, de fraude, de crime, de falcatrua. Suspeitas precisam ser investigadas, analisadas, tratadas com seriedade. Mais importante do que tudo isso, suspeitas precisam ser comprovadas antes de se tornarem fatos.
Além disso, pode estar é um termo que não diz nada. Não há informação nele e todo o jornalista com o mínimo de inteligência e de experiência sabe disso, pelo menos é o que me dizem os que têm responsabilidade pelo que escrevem.
Ao considerar que toda ação do poder público é indicativo de irregularidades, desde logo se vê a má-fé do editorialista. A regra é a correção em qualquer licitação do setor público do Paraná. A exceção é a fraude. É isto que entendo, até porque como secretário de Governo, cumprindo função determinada pelo governador Jaime Lerner, faço com minha equipe um pente-fino em todos os processos administrativos que dão origem às ações do Estado. O controle é rígido, o trabalho diário é duro e, em algumas vezes, até não compreendido. Por isso, amargura-me ler um editorial deste tipo. Não posso dar o mínimo crédito a quem escreveu que ''o poder fascina, e o desfile de tanto dinheiro diante dos olhos dos governantes lhes dê a idéia de abundância, de um poço sem fim de riqueza, e isso desperta-lhes desejos adormecidos no âmago de seu debilitado espírito público''. Não bastasse esta análise bizarra, o autor afirma que a este sentimento se dá o nome de ''gatunagem''.
Quero lembrar que quem escreveu tamanho absurdo, e que se esconde atrás de um texto irresponsável, não atentou, no afã de caluniar o governo, para o fato de que ao menos deveria ter aguardado a decisão do Juízo de Direito da 4 Vara da Fazenda Pública sobre a questão da licitação do Detran para saber o que Justiça tinha a manifestar sobre o assunto. Não o fez, e agora se sabe que o processo licitatório cumpriu todas as regras da lei como diz o parecer do juiz que julgou o caso e, por consequência, estabeleceu a verdade esquecida pelo editorial da Folha de Londrina.
A gatunagem a que se refere o texto não é, portanto, dos governantes que o editorialista faz referência. É daquele que se esconde atrás de palavras irresponsáveis de um jornal, que tira dos leitores o direito à verdade dos fatos. Nesta situação, o prejuízo é de todos, até de quem escreveu, uma vez que sua credibilidade sempre será contestada.


- JOSÉ CID CAMPÊLO FILHO, secretário de Estado do Governo, Curitiba


Esclarecimento


A propósito da nota publicada na coluna do jornalista Cláudio Humberto, na edição de 10 de dezembro passado da Folha de Londrina/Folha do Paraná, com o título de ''Cara solidariedade'', esclarecemos que a Fundação Abrinq não efetuou nenhum pagamento a Pelé, porquanto não contratou seus serviços, conforme noticiado na referida matéria.
A Fundação Abrinq é beneficiária do cartão de crédito ''Cartão Pelé'', administrado pelo Unibanco e Mastercard, por meio do qual o usuário faz uma doação mensal opcional de R$ 3,00, R$ 5,00 ou R$ 10,00 à Fundação Abrinq opção está feita no contrato de compra do cartão.


- ANA MARIA WILHEIM, superintendente Fundação Abrinq, São Paulo


Natal (1)


É Natal e o espírito natalino toma lugar... e compartilhando desse clima desejamos que no ano novo seus dias sejam repletos de alegria e paz, que suas esperanças sejam concretizadas e seus desejos realizados como se fosse Natal todos os dias. Boas festas!


- ABELARDO LUPION E FAMÍLIA, deputado federal, Brasília


Natal (2)


Pela primeira vez, o Diário do Grande ABC sai com apenas duas palavras: boas festas!


- DIÁRIO DO GRANDE ABC, São Paulo


Correção Por engano da produção do espetáculo ''Curta Passagem 4 Pocket Peças'', foi divulgado na edição de ontem da Folha2 que a apresentação de estréia hoje, no Teatro Zaqueu de Melo seria gratuita. No entanto, o espetáculo não integra a programação do LondriNatal Cultural e por isso não terá entrada franca. Os ingressos custam R$ 5,00.


- As cartas devem ser digitadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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