O LEITOR ESCREVE
Governador
Ao final de dois longos mandatos do nosso governador, o que se vê pelas cidades por onde passa são manifestações de desagravo, insatisfação e até mesmo de hostilidade por parte da população.
Não é meia dúzia de arruaceiros como dizem, representam um enorme contingente de desiludidos e inconformados com os ''rumos'' que o Paraná tomou.
É muito triste observar uma autoridade fugir pelas portas laterais, camuflar hora e local de chegada às comemorações, requisitar enormes aparatos policiais para sua proteção quando deveria ocorrer justamente o contrário: aplausos, manifestações de agrado, agradecimento por obras realizadas, povo em paz e feliz pela presença honrosa da máxima autoridade estadual. Será que o povo está sempre errado? E os agricultores, industriais, donos de transportadoras estão satisfeitos com sua administração?
Mesmo com toda insensibilidade demonstrada, quero crer que seu coração sofre dentro do peito, pois todos gostam de se homenageados, carregados nos ombros da população, enfim receber o devido carinho pela posição que ocupam.
O que se vê por aí não nada disso, parece mesmo que a grande maioria da população quer o ver ''pelas costas''.
Que pena, que triste final de mandato. O Paraná merece um novo e promissor destino pela qualidade do seu povo, pelo seu potencial econômico e cultural e haveremos de conquistar o lugar que nos pertence entre todos os Estados da Federação.
- ESMERALDINO FRANCO, professor, Santa Mariana
Horário do comércio
Dez anos depois. O tempo passou, mas a mentalidade de algumas pessoas continua estagnada. Que podemos dizer hoje sobre os argumentos contrários, tais como: ''a mudança no horário de funcionamento no comércio vai prejudicar os comerciários, mediante o trabalho de horas extras que não serão pagas pelos patrões e criará discriminação contra empregados estudantes''. Será que os funcionários dos shoppings são todos não-estudantes? Não têm eles recebido pela hora extra eventualmente trabalhada?
Não pode ser considerado normal que uma classe como a dos comerciários que representam 15% da classe trabalhadora imponham seus pontos de vista para os outros 85% que trabalham no mesmo turno.
Não nos é possível entender que os shoppings possam formalizar seus horários de funcionamento e as grandes lojas de departamentos no centro sejam impedidas do mesmo direito.
Se o andar da carruagem continuar, talvez na próxima década tenhamos o extermínio das lojas de departamentos e dos médios e pequenos comerciantes da área central, dando lugar a vários shoppings.
Como continuar a ignorar que Londrina é pólo de uma região em expansão e que precisa mostrar iniciativa e sintonizar-se com os novos tempos?
Flexibilização total no horário do funcionamento do comércio, onde as atividades comerciais, industriais e de prestação de serviços são agrupadas e por consenso decidem o melhor horário. Simples não?
Uma lei na Câmara Municipal, com respeito absoluto a jornada e trabalho (garantido por lei), consequente melhoria ao atendimento dos 85% da classe trabalhadora de não-comerciários, melhoria no transporte urbano com o fim do rush, garantia de igualdade entre todos comerciantes lhes concedendo os mesmos direitos ofertados aos shoppings, etc.
Dez anos depois. Será que poderemos ver o fim da interpretação míope sobre o assunto como o foi em 1990? Londrina tem que pensar melhor o enorme potencial que existe ao seu redor.
O comércio não pode ser inflexível aos anseios dos consumidores. O preço da indiferença é a apatia geral, seguida de quedas nas vendas e uma debandada geral de fregueses que já tem onde ir. Dez anos depois. Vamos repensar?
- JOÃO DE ARAÚJO, Londrina
Trânsito
Dirijo diariamente na cidade ou nas estradas, a trabalho ou pelo convívio adquirido ao longo de tantos anos. Isso não é nenhuma novidade porque é sabido que o ser humano é, por natureza, comodista. Já que o fluxo de veículos é inveitável, a fiscalização no trânsito precisa ser rigorosa.
Infelizmente não é o que se vê. O abuso dos motoristas é generalizado. Geralmente são proprietários de carros novos ou aqueles que compram um carrinho velho pela primeira vez. Uns porque se julgam donos das ruas e outros porque adquiriram ''status''.
São filas duplas, excesso de velocidade, uso indevido do telefone celular ao dirigir, ultrapassagens perigosas, desobediência a sinalização, desrespeito aos balões de desaleração, furar fila pela direita nos faróis onde essa via só deve ser usada para quem vai entrar à direita e tantas outras infrações.
Como moro na região oeste, sugiro alguns pontos onde um guarda de trânsito poderia fazer um carnaval de multas: balão defronte à Pão Francano, sinaleiro da Avenida Tiradentes com Rio Branco, sinaleiro da Rua Humaitá com Maringá, farol da Avenida JK com Rua Mossoró e tantos outros.
Mas não há nenhum guarda e sequer os municipais aparecem. Como então explicar o excesso de multas? É um mistério e talvez isso explique tantas reclamações em relação aos recursos negados por cidadãos honestos multados indevidamente. Se houver fiscalização efetiva, certamente serão multados os verdadeiros infratores.
Aproveitando o tema, é extremamente desagradável ser interpelado, mesmo antes de sair do carro, pelos garotos. Pagamos nosso carro, pagamos IPVA e tantos outros impostos para ter direito ao uso das ruas. Pode ser até justa a cobrança em Zona Azul. Mas precisam dizer para aqueles garotos não molestarem os motoristas. Acho, porém, que pagar Zona Azul faz sentido na medida que os carros não ficam infinitamente parados no mesmo lugar e que o dinheiro seja bem aplicado pela Epesmel.
É dever do Estado cuidar dos cidadãos carentes, mas penso que todo cidadão pode ajudar. Que os responsáveis pela Epesmel usem bem o dinheiro, é o mínimo que se espera.
- EDGAR BAER, advogado, Londrina
Norte pioneiro
Parabéns e obrigado por disponibilizar o Caderno Regional Norte Pioneiro na Internet. Sempre abordando um tema principal, nessa edição mostra a situação precária dos hospitais do Norte Pioneiro, principalmente em Santo Antônio da Platina. Não interessa se é a prefeitura, Estado ou o governo federal quem tem que resolver o problema. A população, principalmente a carente, é a que realmente sofre.
- EDINELSON BATISTA DE ALMEIDA, Campinas
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