O LEITOR ESCREVE
Pedágio & negócios
As concessionárias das rodovias do Paraná certamente não sabem que a maioria da população é contra a cobrança de pedágio nas estradas. Não tendo o conhecimento disso, ofendem profunda e constantemente os usuários das nossas estradas com aquele comercial, em horário nobre, nos canais de televisão. Querendo agradar o governo para conseguir e agradecer as benesses que esse lhes concede, copiaram o estilo agressivo que esse governo já usou para mostrar a intolerância contra qualquer oposição e crítica. Aliás, não será o governo que patrocina aquele comercial? Que interesse teriam as concessionárias em agredir a população para se colocar ao lado do governo? E que interesse teria o governo em fazer propaganda das estradas privadas? Propaganda, por sinal, que não condiz com a verdade, pois as estradas não estão essa maravilha que insinua o comercial.
Existe aí, pelo que se vê nesse comercial, indício de preocupante promiscuidade do público com privado, que merece uma séria investigação. Atenção, Ministério Público! Atenção, deputados que realmente representam o povo paranaense! Nós, usuários das rodovias, não somos inconsequentes protestadores nem imbecis, a não ser aos olhos de comerciais grosseiros e fascistas. Onde está o direito de ir-e-vir sem barreiras? Onde está o direito de escolher esta ou aquela estrada, pedagiada ou não pedagiada, como nos países onde a civilidade já chegou?
- JOSÉ ANTONIO TRINDADE, Curitiba
Agradecimento
A festa do início de colheita da uva fina de mesa de Bandeirantes foi um grande sucesso, superando as nossas expectativas. Essa grandeza só foi alcançada graças à divulgação efetuada por esse diário, com as reportagens veiculadas, proporcionando a vinda de produtores de várias regiões, que puderam conhecer o produto e a tecnologia aplicada nos nossos parreirais. Contamos também com a presença de vários comerciantes que realizaram contratos bastante promissores. Portanto, agradecemos o total apoio e o prestígio desse jornal na divulgação do evento.
- MAURO NORIYO UYENO E ANTONIO CALESSO, Bandeirantes
Necessitamos, sem falta
A cada dia que passa, nós, educadores, estamos nos vendo cada vez mais sozinhos para cuidar das escolas, das crianças e dos adolescentes que se encontram sob nossa responsabilidade.
A Patrulha Escolar foi criada com o objetivo de diminuir essa sobrecarga de responsabilidade, numa parceria excelente, que mostrava resultados de qualidade, mas, infelizmente, o que notamos é que ela está desaparecendo aos poucos, com o claro objetivo que se passe despercebido e por consequência devolvendo-nos na sua totalidade tal responsabilidade.
Tudo que é bom pouco dura neste país. Os nossos ''anjos da guarda'' vão alçando novos vôos, talvez mais importantes do que a segurança nas escolas.
A educação como sempre não é prioridade.
O Estado cada vez mais está transferindo sua responsabilidade para os cidadãos comuns, querendo que eles, sem nenhum ganho, assumam todo o controle e a manutenção de instituições que, que segundo a Carta Magna, são de exclusiva competência e ''dever'' do Estado.
Por mais otimistas que sejamos, há dias em que o desânimo nos chega. As reportagens nos mostram educadores cansados, desanimados, sem perspectivas de melhoria na qualidade de vida, nem mesmo em seu ambiente de trabalho, onde passam até dez horas de seu dia, e o que é pior, sem o apoio da segurança.
Como podemos trabalhar sem segurança? Onde foi parar a Patrulha Escolar? Quais as prioridades estabelecidas dentro da Polícia Militar? O que pensam nossas lideranças e representantes políticos?
Precisamos dessas respostas com extrema urgência. Esperamos que ao iniciar o novo ano, novas metas e prioridades sejam estabelecidas dentro da Secretaria de Segurança, lembrando que a Patrulha Escolar foi algo muito bom e não poderia nuncar estar desaparecendo.
Por favor, senhores governantes, não pensem que tirando a Patrulha Escolar aos poucos não estaremos percebendo, como se faz com uma criança, para que elas não sintam a falta. A nova geração apresenta uma grande capacidade de raciocínio.
É preciso que haja um ensino de qualidade e uma polícia atuante e séria e para que isto ocorra esta parceria escola x patrulha escolar é necessária.
- MARIA LUIZA BASTOS, diretora da Escola Estadual Professor José Carlos Pinotti, Londrina
Poder
Parabéns aos editoriais da Folha do dia 30 de novembro ''O poder que assalta'' e de domingo ''Cultura da corrupção''. Um completa o outro. É a tal de inversão de valores que muita gente não entende e que outros tantos gostariam de dizer e clamar em alta voz, mas não têm oportunidade.
Só quem rouba, assalta, desfalca, abusa do poder e corrompe é que tem valor, senão vejamos a manchete da Folha de domingo ''Imunidade livra 10 deputados de processos''. E o pobre povão ainda vota nessas pessoas, pois não sabe porque não lê e nem se interessa em saber o que fazem seus representantes no Legislativo e no Executivo. Os representantes do Executivo, quando são barrados em suas intenções inconstitucionais, ainda tentam passar por cima da lei e da ordem como se fossem deuses intocáveis, acima do bem e do mal. Mas um dia terão que prestar contas ao verdadeiro Deus. Aquele que tudo sabe. ''Fiquem pois preparados, pois ninguém sabe o dia que o Senhor virá''(Mt 24, 42).
- OSVALDO FIDELIS DE CASTRO, aposentado, Cruzeiro do Oeste
Carlos Gennez
É com pesar que sentimos a passagem do professor e companheiro Carlos Gennez, na última semana. Testemunhamos a força, a dedicação e o trabalho desse homem; professor da rede municipal de Ensino; diretor do Colégio Estadual Maria do Rosário Castaldi e presidente do Conselho Municipal de Educação.
Gennez deixou este plano físico aos 43 anos de idade, mas seu exemplo de vida vai continuar vivo para sempre na lembrança dos parentes, amigos, colegas de trabalho e conhecidos. Que Deus ampare e proteja sua família dando forças para continuar a vida que Carlos Gennez idealizou.
- NEDSON MICHELETI, prefeito de Londrina
Correção
A Folha errou ao publicar no último domingo que o deputado Hermes Fonseca (PT) teve quatro faltas não justificadas no mês passado, durante as sessões plenárias na Assembléia Legislativa. Ele teve apenas uma falta e outras três foram justificadas, porque o parlamentar estava representando o Legislativo em eventos fora do Paraná. A mesma falha ocorreu com os deputados Orlando Pessuti (PMDB), com quatro faltas justificadas, e com Augustinho Zucchi (PDT), com um falta justificada.
- As cartas devem ser digitadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





