Sercomtel: O ou A?

As siglas tem gênero da primeira palavra que as compõe. Assim, UEL é ‘a’ porque significa Universidade Estadual de Londrina, SENAI é ‘o’ porque significa Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, etc. No entanto, quando a sigla contém nomes no plural, normalmente prevalece a concordância com a idéia que está por trás desse nome, qual seja, a empresa, a seguradora, a companhia, etc., segundo nos ensina Luiz Antonio Sacconi, em sua obra ‘Não Erre Mais!’. Por esta razão, escrevemos ‘A Bradesco Seguros S/A’ porque está implícita a palavra seguradora, que é do gênero feminino. Outros exemplos: A (empresa) Telepar - Telecomunicações do Paraná S/A;
A (empresa) TAN - Produtos Alimentícios S/A; O (entreposto ou armazém) Ceasa - Centrais de Abastecimento S/A.
Dadas estas explicações, vamos ao gênero da sigla Sercomtel: A primeira
referência ao ‘Serviço de Comunicações de Londrina - Sercomtel - data de 1965,
através da Lei nº 1.058. O artigo definido aí não oferece dúvida, é o, concordando com a palavra inicial da sigla Serviço. No entanto, a nova razão social da empresa, estabelecida pela Lei nº 6.666, de 27/08/96, a chamada ‘Lei da Besta’, agora é ‘Sercomtel S/A Telecomunicações’, uma sociedade anônima de economia mista, em que a antiga sigla é conservada apenas como uma marca. Desta maneira, segundo a norma dos nomes pluralizados, é perfeitamente aceitável o uso do artigo definido ‘a’, concordando com a palavra implícita ‘empresa’.
De qualquer maneira, a tradição da sigla ‘Sercomtel’, durante muitos anos, no masculino, poderá determinar a continuidade desse gênero na nova denominação, após sua transformação em S/A. Fato semelhante aconteceu com a sigla APP, antiga Associação dos Professores do Paraná, hoje APP - Sindicato, em que a antiga denominação tem apenas valor histórico, prevalecendo hoje a idéia de sindicato, mas conservando-se o artigo feminino ‘a’, que antecedia a palavra Associação.
- PALMO FIDÉLIS, Londrina

Vítimas no trânsito

O condutor é responsável por cerca de 90% dos acidentes de trânsito. Muitas vezes o veículo falha, mas, invariavelmente, o motorista já sabe do problema e nada faz para saná-lo. A afirmação é de Nereide Tolentino, consultora do Instituto Nacional de Segurança no Trânsito (INST). Dessa forma, mais de 17.500 dos 17.541 acidentes de trânsito ocorridos na cidade de São Paulo, em outubro, segundo dados oficiais, poderiam ser evitados se os motoristas tivessem uma atitude positiva e preventiva do ponto de vista da segurança. Um outro dado é relevante para analisar a necessidade de completa reeducação do motorista brasileiro. Nereide Tolentino informa que mais de 60% das vítimas fatais no trânsito são jovens entre 18 e 27 anos. ‘Não adianta diminuir a potência do carro. A base de mudança tem de ser a mentalidade do condutor’, constata a especialista do INST.
‘O brasileiro não valoriza a segurança’, afirma Roberto Scaringella, diretor superintedente do INST. Para mudar esta realidade, o INST desenvolve projetos em parceria com órgãos públicos, empresas e instituições de ensino. Um deles é a premiação de trabalhos que apresentam soluções positivas em relação ao comportamento das pessoas no volante, como o 4º Prêmio Mapfre/INST de Educação no Trânsito, promoção que incentiva a realização de campanhas publicitárias para motivar as pessoas a cuidar mais da segurança no trânsito.
- INSTITUTO NACIONAL DE SEGURANÇA NO TRÂNSITO, São Paulo.

Saúde pública

Finalmente o Ministro da Saúde (ou seria do CPMF ?) pediu demissão e deixou o cargo. Embora bastante capacitado, muito pouco ou quase nada fez, além de tentar de todas as maneiras a aprovação do referido imposto. Não houve, durante sua permanência como ministro, nenhum grande projeto para solucionar os graves problemas que enfrenta a saúde pública em nosso país.
Nosso sistema de saúde está ‘doente’, morrem bebês recém-nascidos em vários hospitais. Nas mais diversas regiões, morrem pobres velhinhos (como na Santa Genoveva). Morrem pessoas que necessitam de hemodiálise pois as condições de higiene, na maioria dos hospitais, são um verdadeiro caos. Só neste ano mais de 500 inocentes morreram em Roraima, Niterói e Fortaleza (fora os casos não noticiados), vítimas do descaso e abandono em que se encontra nosso sistema de saúde. Pois bem, mesmo com esse triste quadro, uma cidade como o Rio de Janeiro está se candidatando a sediar a Olimpíada de 2004 e, se não bastasse tudo isso, existe também o fato de hoje em dia não se poder sair às ruas da cidade, antes tida como ‘maravilhosa’, pois os casos de ‘balas perdidas’ são uma constante e ocorrem quase que diariamente, sem contar as guerras de quadrilhas e traficantes. Nossas autoridades devem repensar, o povo deve votar contra, pois certamente não temos muita coisa bonita para apresentar ao mundo, só nossas belezas naturais (que são tantas) não são suficientes. Somos um país pobre, precisamos primeiro resolver nossos problemas, aí sim poderemos chamar a atenção de todo o mundo, hoje. Na situação em que nos encontramos corremos o sério risco de ser ridicularizados perante a opinião pública mundial. Afinal, existem coisas que são tão visíveis que será impossível esconder da grande imprensa mundial, que certamente aqui estará.
- WILSON DUARTE, Londrina.

Roberto Carlos

Estou descontente com matéria de Antonio Mariano Junior na Folha de Londrina dia 13. Como crítico você tem o direito de colocar no Jornal sua opinião sobre o trabalho dos artistas. Às vezes concordo e às vezes discordo. Mas em se tratando do astro maior, o grande rei Roberto Carlos, você se engana quando faz suas críticas. É que ele é sincero e canta tudo o que sente, fala abertamente, nunca precisou usar de metáforas para se esconder por detrás de uma máscara. Ele é verdadeiro, puro e simples. Tudo o que ele canta é belo e maravilhoso, sempre foi e sempre será assim. Ele canta o povo, pelo povo e para o povo. Nós (o povo) adoramos, porque ele fala a nossa linguagem e entendemos a mensagem de suas canções no sentido literal. Você é crítico, vê com outros olhos. Portanto, nunca teremos a mesma opinião. Por que ele deveria mudar se agrada como é? Essas são palavras da maior fã do rei Roberto Carlos.
- SUELI APARECIDA MARQUESINI, Londrina
Nota da Redação: O jornalista Antonio Mariano Junior respeita a opinião da leitora, mas não pretende formular nenhuma resposta.

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