O LEITOR ESCREVE
Visita do governador
Ao me basear pelas notícias veiculadas na imprensa, sobre a presença do governador em Londrina para inaugurar a Casa de Custódia, quero acreditar que o sr. Jaime Lerner, realmente, volte visitar nossa cidade. Em meio ao mais longo inferno astral de sua carreira política, em função dos seguidos desgastes provocados pelos episódios Banestado, pedágio, Copel, greves das universidades e as denúncias de caixa 2 na campanha do prefeito de Curitiba, seu aliado, Cassio Taniguchi, é de se admirar que o chefe do Executivo, mais uma vez, não se faça representar por mais um de seus fiéis escudeiros, como normalmente vem ocorrendo.
Gostaríamos de ver Vossa Excelência mais vezes em Londrina, de preferência trazendo boas notícias para solucionar a constrangedora situação da UEL, o medo da população em sair às ruas, as dificuldades dos agricultores e dos pequenos empresários, o sofrimento dos servidores públicos, em especial os policiais e professores...
A Cadeia Pública é um mal necessário, senhor governador, mas não estaria passando da hora de vermos na prática os grandes projetos que há muito são inspirados sob o famoso chapéu pensador curitibano? Que tal a implementação da filosofia preventiva e educativa, fornecendo estrutura social digna para que nossas crianças e adolescentes tenham outra ocupação, se não aquelas desenvolvidas nas ruas das cidades?
- FÉLIX RIBEIRO, vereador, Londrina
Ippul
Após ler notícia na Folha de ontem que o prefeito Nedson Micheleti pretende fundir o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL) à Secretaria de Obras fiquei imaginando o que significaria tal atitude. Conclusão. Em termos comparativos seria o mesmo que o chefe do governo local determinasse o fechamento dos hospitais públicos para diminuir os gastos do município na área de saúde e encaminhasse os doentes para o balcão das farmácias. Nada demais, pois durante muitos anos, por falta de profissionais qualificados, por ignorância ou falta de recursos, ali a população remediou seus problemas.
Construir a cidade que queremos não é uma atividade de engenharia, é uma atitude de planejamento. Não podemos continuar buscando panacéias para resolver os problemas urbanísticos e ambientais que nos atingem. Na maioria das vezes esses problemas ocorrem justamente porque não os prevemos. O papel do IPPUL, ainda que o mesmo não o esteja realizando, é o de uma ''medicina preventiva'', ou seja, é planejar a cidade para que possamos alcançar o desenvolvimento e a qualidade de vida que tanto almejamos. Se tivermos que optar entre um bom diagnóstico e um mau remédio fico com o primeiro.
- RICARDO DIAS SILVA, arquiteto e professor universitário, Londrina
Aniversário
A Exclam Comunicação, tradicional agência com sede em Curitiba, e a Exclam Norte, filial instalada em Londrina há dois meses, parabenizam a diretoria da Folha, fundador e equipe de jornalistas e funcionários pela passagem dos seus 53 anos, comemorados no último dia 13.
Assim como a equipe da Exclam, a Folha se esmera em contribuir com o crescimento do Paraná, desenvolvendo um trabalho sério e de resultados.
Nos colocamos sempre à disposição para contribuirmos em conjunto com o avanço de Londrina e região em particular e com o sucesso de todo o Estado.
- LUIZ FELIPE DE SOUZA, diretor regional da Exclam Norte, Curitiba
Viagens
Ele viajou para os ''States''...e ela para os ''fiordes''. É de espantar! Nas atuais circunstâncias pelas quais passam as Araucárias, não se admite a ausência dos timoneiros. É exigente a presença neles mãos no manejo dos remos da embarcação. Ou ela não está soçobrando? à deriva, sem dúvida. Todos os empenhos deviam se concentrar na solução dos problemas. Entre os quais, o gravíssimo caso das greves universitárias. Mas...é gostoso sobrevoar as nuvens, varar o Atlântico, festejar isso e aquilo... e esquecer as coceiras. Justo o protesto de toda a população paranaense. Mais fortemente da grande e sofrida Londrina. Pois que a greve (de direito e justíssima em suas reivindicações) dói, e muito, nos londrinenses. Por culpa de omissão ou pouco caso dos nossos dirigentes, milhares de alunos e de famílias estão sofrendo na carne e na alma picadas agudas e acerbas. Se a amargura de um momento a gente custa a tolerar, imaginem quando ela dura 60 e tantos dias!
Diante da indiferença, ou melhor, da insensatez do Palácio Iguaçu eu faria um apelo aos grevistas: Vamos suspender a paralisação e voltar às aulas para alívio e renovado estímulo dos sofredores alunos, famílias e toda a comunidade. Concluído o ano letivo voltaremos todos (em vigorosa união de forças) ao combate rijo contra os indiferentes e insensatos viajantes.
- EDUARFO AFONSO, professor, Londrina
Paz
Desde os primórdios das civilizações, quando o homem sentiu a necessidade e estabeleceu mecanismos de existência, convivência e desenvolvimento da humanidade surgindo assim as primeiras comunidades que foram evoluindo e criando posteriormente as sociedades, seus Estados e Governos , é que se estabeleceu acima do desenvolvimento social, científico e econômico, a busca insaciável pela compreensão e prática definitiva do pleno exercício da paz mundial. Infelizmente, a ganância exacerbada das elites dominantes, dos grupos que detêm o poder econômico, dos agentes governamentais, das indústrias bélicas se sobrepõem à Justiça, ao direito à vida e aos interesses da humanidade, e caminham a favor da guerra, da violência e da destruição.
O desejo da grande maioria não influencia na obstinação de poucos (pequenos grupos) que se dizem defensores do mundo. Osama bin Laden e George W. Bush diferem apenas no objetivo de seus interesses, porém a sua prática é a mesma. Milhares de inocentes morrem e nós a humanidade , assistimos como meros espectadores à catástrofe da vida real. Diariamente somos bombardeados pela mídia com os mais variados tipos de notícias que nem sempre condiz com o contesto histórico e a veracidade dos fatos , impossibilitando assim o discernimento apropriado das informações, tornando os cidadãos seres alienados e alienantes, reprodutores da violência e destruição, da guerra e do ódio contra um inimigo que não existe.
Nenhuma violência justifica outra. O que se vê, na verdade, é o pano de fundo mais uma vez tampando a realidade das nossas vidas, onde a miséria e a fome são espalhadas por todo o mundo, nos tornando cúmplices de um sistema que não funciona.
É preciso portanto, para que a paz global se concretize, acabarmos de vez com a intolerância humana, a ganância, a fome, o desemprego, o sistema de saúde que não funciona, a falta de habitação, o trabalho infantil, enfim, com o câncer do sistema capitalista, imperialista e neo-liberal que impera no mundo.
- LUIZ CARLOS GIL MARQUES, publicitário, Arapongas
Correções - Diferente do que foi publicado na reportagem de domingo, sobre adolescentes grávidas, na página oito do primeiro caderno, a enfermeira Angela Maria Gruener Lima, de Londrina, considera que o risco de tomar a pílula anticoncepcional oral nos dois primeiros anos após o início da menstruação é menos prejudicial do que a gravidez na adolescência
- Diferente do que informa quadro de classificação da Série B no Brasileiro, publicado ontem na página 1 da Folha Esporte, o Vila Nova-GO possui 31 pontos (8º lugar). No mesmo caderno, na página 2, a pontuação correta do Paraná Clube é 30 pontos
- O atleta João Gustavo de Assumpção, vencedor da Maratona Ecológica de Curitiba, nasceu na Lapa (71 km a oeste de Curitiba) e há vários anos está radicado em Joinville (SC)
- As cartas devem ser digitadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





