Terrorismo

Como instrumento de ação política, o terrorismo representa o estilo mais sorrateiro e o mais perverso nas lutas de enfrentamento pelo poder. Presente na história da humanidade desde os seus primórdios, tem o terrorismo adquirido, em tempos recentes, uma importância cada vez mais acentuada, fruto do agravamento dos contrastes culturais e das tensões políticas, agravadas pelo processo intenso de globalização.

Há necessidade de que seja feita a distinção entre práticas terroristas, geralmente perpetradas por pessoas isoladas ou em grupo, com vistas a interferir na estabilidade física ou política de uma sociedade, dos chamados ''regimes de terror'', que são governos nos quais são utilizadas práticas políticas temerárias, destinadas a mantê-los no poder.

Não obstante, representa a democracia um regime político inteiramente livre de práticas políticas odiosas? Longe disso, pois se torna necessário que a prática de tolerância e da transparência não se vejam implicadas como o silêncio inconfessável. A democracia é o único regime que permite a denúncia de sua própria perversão, o que já significa muito.

Todavia, dentre as inúmeras causas de surgimento de atos terroristas (opressão, perseguição, exploração, colonialismo) nos deparamos, hoje, com uma forma inusitada de justificação, aquela baseada na crença religiosa. No entanto, fazer de uma maneira de crer em Deus a justificativa para a prática do terrorismo, sob qualquer de suas formas, nos parece ser o clímax a que pode atingir a confusão entre o bem e o mal.

Portanto, o que se faz necessário, no momento, é o despertar de uma cruzada cultural que afaste o maniqueísmo do bem contra o mal, de uns que estão certos contra outros que estão errados, a partir do reconhecimento comum de alguns princípios fundamentais, patrocinados por uma ONU restaurada: 1) eliminação da idéia de povos que são inimigos; 2) eliminação das guerras em todas as suas formas; 3) afastamento da religião como critério de ação política; 4)instalação de regimes democráticos em todos os países.

Se a religião tiver que influenciar a política, que seja para concitar as pessoas e as nações de que Deus é princípio do bem, da justiça, e que Ele não está disponível a ninguém que queira praticar o mal em seu nome.


- ANTÔNIO CELSO MENDES, professor, Curitiba



Qualidade de vida


Desempenho profissional eficiente requer harmonia das necessidades do corpo, da mente e do espírito. E não há como ser de outra maneira, pois, hoje, são grandes os desafios que obrigam executivos e trabalhadores de nível superior a manter alto padrão de performance.

No mercado, o jogo é pesado e competitivo, sem espaço para deslizes. É fundamental que os workaholics controlem melhor a ansiedade e substituam hábitos nocivos à saúde e à vida. O workaholismo é incompatível com as responsabilidades do trabalhador moderno. Passar mais de horas ininterruptamente confinado dentro de um escritório não é garantia de eficiência, nem sinônimo de produção.

Parte da atuação da atual diretoria da nossa empresa consiste em convencer os companheiros a introduzirem novas práticas cotidianas de lazer, divertimento, exercícios físicos, atualiação e convivência comunitária. Fora do trabalho, assim que fechar a porta da sala do escritório, a recomendação é desligar os motores. Nada de carregar o escritório para casa. O estresse esgota as reservas energéticas, acelera o desgaste físico, limita a capacidade de criar, inovar e implementar. Sem essas funções sintonizadas, o profissional torna-se pouco útil. Mais ainda, o corre-corre frenético pode custar caro tanto para a pessoa quanto para a sua família.


- JÚLIO SÉRGIO DE SOUZA CARDOZO, presidente da Ernst & Young, Curitiba



Superação


Você já parou pra pensar se o que você faz está sendo feito da melhor maneira possível? Não há como melhorar? Pois com certeza há. E estão tentando inventar uma máquina que faça o que você faz, igual ou melhor. Temos que procurar uma forma de melhorar o que já está bom, pois o mundo mudou, e hoje somos nós que temos que sermos melhor que as máquinas, ou pelo menos melhor que nosso concorrente.

Estava discutindo uma análise de cargo com meu professor, e ele me disse que logo não haverá mais o cargo de supervisor, algo que me deixou muito triste, pois quando ingressei na faculdade era o meu sonho: ser supervisor de uma grande empresa. Ele me convenceu de que cada um deve ser seu próprio supervisor, não necessitar de alguém que me diga que isto ou aquilo é errado, porém, temos que procurar fazer o que gostamos, utilizarmos nossas aptidões para vencer, não devemos tentar ser aquilo que não gostamos de ser, ou que não há como sermos. Já pensou se todos resolvessemos ser professores? Não haveria escolas para tantos.

Devemos fazer o que gostamos e somos aptos, só assim estaremos garantindo nosso espaço no mercado de trabalho. Temos que ser os melhores para sobrevivermos, ser bom não basta mais. Somos vulneráveis e substituíveis, tem alguém neste momento estudando uma maneira de tomar o seu lugar, não pare, nem perca tempo olhado pra trás, almeje algo que está na sua frente e vá de encontro. Comece agora mesmo, procure uma maneira de fazer melhor o que você esta fazendo. Leia mais rápido.


- CASSEMIRO DE MEIRA GARCIA, universitário, Santa Cruz de Monte Castelo




Irmão Leone


A morte do professor e irmão marista Carlos Leone, no último dia 10, deixou os irmãos maristas profundamente consternados. Em 15 de agosto, a Província de São Paulo-Paraná dessa Congregação havia perdido um outro religioso, irmão Ireneu Martim.

Irmão Carlos nasceu em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, a 17 de maio de 1917. Seus pontos fortes eram trabalhar, estudar, rezar, administrar e ensinar. O professor Carlos foi um dos fundadores do Clube de Amigos da PUC. O Clube tem como associados dirigentes, religiosos, professores, alunos, fornecedores e amigos da Universidade Católica. A par de ser ambiente de lazer para seus integrantes, estabeleceu-se também um espaço para discussões de assuntos educacionais, culturais, intelectuais, éticos e sociais da maior importância para a vida dos integrantes, das escolas e do país. Leone sempre foi fiel ao amor a Deus e à Congregação. Não mediu esforços e sacrifícios para que o seu trabalho produzisse bons frutos, para o Instituto Marista e para a sociedade.


- RAFAEL MENDES DOS SANTOS, professor e vice-presidente da Sociedade Paranaense de Cultura, Curitiba




CORREÇÃO
- A Folha publicou ontem indevidamente uma coluna repetida de Luiz Geraldo Mazza.

- As cartas devem ser digitadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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