O LEITOR ESCREVE
Greve
Há greves em todo o Brasil. Sobretudo nos arraiais do saber. Meses e meses sem aulas, sem livros e cadernos, sem aprendizado. É de lei. É direito. Cabe-nos lamentar. Que mais podemos fazer? Mas, aqui vem o melindre. Quem perde? A resposta todos sabem: em Londrina 12 mil alunos estão perdendo e sem nenhuma culpa deles. Devem ter esquecido tudo o que aprenderam, o que é muito pouco se considerarmos o pior: perderam o ritmo, o estímulo, a esperança, a certeza de vitória, etc.
Estão perdendo os 18 mil vestibulandos na ansiosa expectativa de ingressarem na UEL. E mais: perdem 30 mil famílias temerosas do que pode acontecer com os filhos e filhas. E ainda: perde a cidade inteira 500 mil londrinenses por tudo o que não concorre para a beleza e a vida da grande cidade.
Fico pensando: será que já pensaram em tudo isso? Ou tanto faz como tanto fez? Admira-me a indiferença generalizada. E os meios de comunicação, e as associações de classe, e a Acil, e a Câmara de Vereadores, e sobretudo, os alunos? Gostaria de ouvir uma resposta que me tranquilizassse venha de quem e de onde vier. Em última análise fico com a conhecida expressão: ''a esperança é a última que morre''.
- EDUARDO AFONSO, professor, Londrina
Aprender
Costumo dizer aos meus netos: ''Você não é obrigado a estudar. Você é obrigado a aprender''. Na verdade, para pessoas mais evoluídas pela própria idade, eu digo: ''Você deve se esforçar para aprender''.
Estudar sem aprender, reter memória periódica apenas para aprovações em testes ou provas não significa aumentar a capacidade de cultura ou técnica.
Estar atento a fatos, ter disciplina na leitura, procurando as objetivações especialmente dentro dos interesses de aplicação desses elementos, ou se fixando nas explicitações dos que transmitem conhecimentos, esse o caminho do aprendizado.
A escola procura de alguma forma transmitir conhecimentos em forma de ensinar, muitas vezes de forma eficiente, mostrando coerentemente os aspectos científicos, artísticos, técnicos ou filosóficos, outras vezes ainda na burocracia das chamadas ''horas aulas'', como se a mente humana fosse um receptáculo com medidas de capacidade de ''litros explicações''.
Essa procura de transmitir conhecimentos, no passado, em puro verbalismo, quadro-negro e giz, com classes disciplinadas e com poucos alunos apresentava bons resultados para as exigências da época.
Nos dias atuais, com tanta fome de informação em publicações de jornais, revistas, livros, Internet, com classes indisciplinadas e grande número de alunos, obrigando professores ao puro verbalismo, esgotando as cordas vocais, os resultados positivos que conduzem ao aprendizado, por ação da escola, são reduzidos, donde a criação de cursinhos e supercursinhos pré-vestibulares, desenvolvendo o estudo para conduzir ao êxito nos concursos, não à capacitação no exercício de algum trabalho ou profissão.
Aumentar o número de crianças nas escolas é já por si uma campanha valiosa. Aparelhar as salas de aulas com recursos audiovisuais e concedendo aos professores aparelhos de som com os quais não tenham necessidade de elevar o tom da voz quer para serem escutados ou mesmo para manter (a difícil) disciplina, é também de importância fundamental.
Adiantar com maiores investimentos em escolas públicas, mesmo diminuindo os investimentos em regalias de cargos políticos.
- FAHED DAHER, médico, Apucarana
Jogo do bicho
Acompanhando, como sempre, o noticiário dá para perceber que, em muitos casos, além de certo direcionamento visando interesses de grupos, há também muita hipocrisia.
É o caso atual das informações sobre a ligação dos contraventores do jogo do bicho com a polícia gaúcha. Pergunto: qualquer cidadão mediocremente informado não sabe que essa contravenção existe livremente em todo o País? Esse mesmo cidadão ignora que a polícia faz vista grossa em relação a essa contravenção e que nenhum governo quer a sua legalização? Alguém com um mínimo de conhecimento, duvida que algum governante, seja de que partido for, fará com que a polícia acabe com o jogo do bicho?
O jogo do bicho, criado no Rio de Janeiro pelo Barão de Drummond, virou uma mania nacional e existe em todo o País. Todo mundo sabe quem são os chamados bicheiros e que esses contraventores movimentam milhões. Apóiam clubes de futebol, patrocinam o Carnaval brasileiro e, certamente, também estão envolvidos na política.
Tecer maiores considerações a respeito da existência do jogo do bicho e suas múltiplas faces é inteiramente desnecessário porque tudo é mais do que conhecido. O que impressiona é a hipocrisia com que o assunto é tratado todas as vezes que há interesses em jogo.
Sempre tive uma profunda aversão pela hipocrisia e, infelizmente, é o que mais se vê na política. As campanhas políticas são financiadas de muitas maneiras e constitui violenta hipocrisia achar que tudo é limpo e claro.
Agora surge a denúncia de que o prefeito eleito de Curitiba também tinha caixa paralelo para sua campanha. Isso não é novidade. O difícil é provar e tomar as medidas cabíveis, sem perseguição, sem hipocrisia e somente para que haja justiça.
Políticos inescrupulosos e interesseiros às vezes se expõem, como aconteceu esta semana com um deputado da nossa região que votou a favor da venda da Copel somente para levar vantagem. Quando o secretário de Governo declarou que mesmo sem a venda da estatal não haverá problemas de caixa, esse deputado afirmou: ''então fui enganado. Sempre houve dinheiro. Não sou palhaço''.
Fica claro que o que levou a votar a favor da venda da estatal foi o dinheiro, ou não?
- EDGAR BAER, advogado, Londrina
Presidenciáveis
Brasileiros! Não se deixem iludir por um rosto simpático! Lembrem dos ''homens'' que estão por trás do discurso dessa mulher (ACM e Cia.).
Roseana Sarney representa o conservadorismo, não podemos errar novamente em 2002.
- SÉRGIO FAJARDO, Mandaguari
Agradecimento
Senhor João Milanez,
A Academia Vida Ativa/Studio CDI de Manequins e Modelos vêm através dessa agradecer a sua participação como jurado no Concurso ''Miss Cambé 2001'', realizado dia 3.
- GLACIMEIRE CARDOSO, empresária, Cambé
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