Copel

Vencida outra batalha contra a venda da Copel, é preciso cumprimentar a todos aqueles que acreditaram na fé em Deus, no exercício da cidadania e no patriotismo. Sem violência, com argumentos e documentos de prova sólidos e consistentes, uma multidão de milhares de paranaenses reunidos em mais de 400 entidades acionou o Judiciário, o Legislativo, a imprensa e as organizações sociais para opor-se à vontade do príncipe. A cassação ligeira e xerocopiada de liminares devem agora suceder-se processos rigorosos para apurar as irregularidades já documentadas, que não poderão ser varridas para debaixo dos tapetes felpudos dos tribunais.
É lógico que os pessimistas de plantão, sempre a serviço do cinismo e do menosprezo às conquistas da sua gente, já devem estar hoje, em jornais e telejornais, procurando ocultar, diminuir e descaracterizar esta enorme conquista, movidos pelas polpudas verbas publicitárias do governo estadual.
Afinal, para estes pobres diabos, civismo e patriotismo só são bonitos nos outros povos. Principalmente se for manifestado com bandeiras em azul e listras vermelhas, com estrelinhas brancas.
A transmissão de notícias é uma concessão de serviço público. Então não pode ser usada como espaço para fazer dinheiro com a ocultação ou manipulação dos fatos. O dono do jornal ou da TV pode até ter sua opinião e defendê-la, mas nunca deixar de ouvir os outros lados. A Folha do Paraná e a CNT, por exemplo, embora editorialmente contra a privatização, sempre trouxeram a público os argumentos daqueles que eram pró e contra o processo.
Isto é básico. O resto é contratação, sem licitação, de espaço informativo para manipular e desinformar os cidadãos. Um crime, portanto, que a sociedade paranaense, para aperfeiçoar-se, também precisa passar a investigar em profundidade.
O direito à informação e à noção de pátria é assegurado pelas constituições de todos os povos, mas somente os têm conservado aqueles povos que não se esqueceram de lutar por estas conquistas. Para começar, prestigiemos jornais, revistas, rádios e TVs que sejam isentos! Viva a liberdade de imprensa! Abaixo a censura da publicidade oficial!


- IVO AUGUSTO DE ABREU PUGNALONI, Curitiba


Terrorismo (1)


Respondi afirmativamente à pergunta da Folha de Londrina, formulada
''on-line'', sobre se o Brasil poderá vir a ser alvo de terrorismo. Como não houve espaço para comentários, faço dessa seção a via mais acessível para expor a razão de meu voto.
O Brasil é alvo de terrorismo, terrorismo de Estado, desde o seu descobrimento. Dada a brevidade que deve caracterizar as cartas enviadas e minha escassa erudição a respeito da história, passo por alto sobre os acontecimentos ao longo de 500 anos. Fixo-me em aspectos atuais: o que será, além de terrorismo estatal, a indiferença de nossos governos frente à violência decorrente do inchaço das metrópoles e em atender às reivindicações das classes que esmolam atualização salarial? Mais que indiferença, verifica-se uma atitude de arrogância, de descaso, não conhecida sequer nos tempos tenebrosos da ditadura militar.
A greve de algumas categorias do funcionalismo federal esteve prestes a ser resolvida, não fossem as razões expostas pelo Ministério do Planejamento. ''Sete anos'' é expressão que nos remete não apenas às pragas do Egito. Traz-nos, também, o tempo durante o qual os funcionários do Poder Executivo, federal e estadual refiro-me ao Paraná não vêem seus contracheques acompanharem a inflação.
Uma revista de grande circulação trouxe esta semana um suplemento, no qual se pode verificar que classe média é aquela que tem rendimentos situados entre R$ 3,6 mil e R$ 7,2 mil. Os funcionários públicos e os professores, inclusive os que se dedicam em tempo integral na UEL, estão situados abaixo da faixa mínima citada. Nosso presidente, com ares de grande estadista, profere memoráveis discursos na França e nosso governador ficou célebre na função de ótimo jardineiro de Curitiba. Onde foram parar o sociólogo auto-exilado e o arquiteto de um novo Paraná? Ficassem no primeiro mandato e, talvez, teriam passado à história como grandes realizadores. Curvaram-se à vaidade, à embriaguez do poder, e o que restará deles na crônica histórica? Lançado a categoria social inferior à da classe média, terei mais do que eles a oferecer como memória e exemplo aos meus descendentes: fui fiel, fui correto, fui leal. Não menti, a ninguém enganei. Não traí meus ideais.


- JOSÉ CARLOS GUITTI, médico, Londrina


Terrorismo (2)



Na Europa existe uma modalidade esportiva de caça à raposa. Nesse jogo reúnem-se de um lado vários burgueses de diferentes etnias, ingleses, norte-americanos, franceses, alemães e outros, todos eles bem alimentados e bem armados; já do outro lado temos a raposa com medo, frágil e praticamente sem armas. A raposa, que não tem como lutar frente a frente com os burgueses, esconde-se em tocas e lá encontra outras raposas.
Mas a primeira raposa estava com um vírus de fácil disseminação: era o vírus do terrorismo, do ódio aos burgueses e, o pior, fundamentado na religião. Então temos agora várias raposas contaminadas e os burgueses não conseguem pega-lás, pois seus cavalos e seus equipamentos de última geração não conseguem entrar em suas tocas. Os burgueses terão que deixar seus equipamentos para trás e tentar pegá-la quase que nas mesmas condições que ela, correndo um risco muito grande de serem mordidos, e com uma infecção causada por esse vírus desconhecido perderem a caçada ou até morrer no terreno da raposa.
O terrorismo só será extinto quando se encontrar uma vacina para ele, pois antes da raposa morrer ela já contaminou outras.


- WAGNER WESTIN, universitário, Londrina


Agradecimentos


Em nome do governo do Paraná, através da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, venho expressar nossos sinceros agradecimentos, pelo excelente trabalho executado pelos profissionais do departamento de jornalismo da Folha, na cobertura do evento realizado na Reserva Indígena Apucaraninha, por ocasião do lançamento regional da 2 Etapa de Vacinação Contra Febre Aftosa no último dia 6.
O governo do Paraná condidera a imprensa estadual como integrante natural do Conselho Estadual de Sanidade Animal Conesa. Naturalmente, pelos relevantes serviços prestados à agropecuária, colaborando intensamente para levarmos a verdadeira informação aos produtores rurais de todo Estado, bem como o compromisso de engajamento no processo de manutenção do ''status'' de Estado livre de febre aftosa sem vacinação, mas credenciando para alcançarmos outros estágios em futuro próximo.


- JUAREZ MOREIRA DA SILVA, chefe regional da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimetno Núcleo Regional de Londrina


Correção - Na edição de ontem da Folha 2, na matéria sobre a escola de samba Acadêmicos do Salgueiro há incorreções: a escola não foi campeã em 2000, mas ganhou o Estandarte de Ouro, prêmio da Rede Globo, nesse ano. A escola foi campeã pela última vez em 1993.

- Ao contrário do que diz a matéria ''Reconstrução de ponte começa no próximo dia 30'', publicada na página 3 do Folha Cidades, o Ministério Público não dispensou a licitação para a execução da obra.


- As cartas devem ser digitadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

mockup