Formação

O documento ''A missão e ministério dos leigos e leigas cristãos'', firmado na Exortação Pós-Sinodal Evangelii Nuntuandi, nº 70, do Papa João Paulo II, traz, logo na apresentação, a afirmação de que é missão própria dos leigos cristãos inserir-se nos diversos segmentos da sociedade, levando a mensagem do Evangelho. A pastoral visa a este apostolado junto aos universitários, para que eles, além de uma sólida educação humana, recebam autêntica formação cristã. Assim, podem atuar neste ambiente estudantil impregnando-o com princípios humanos e cristãos que fundamentem nos futuros profissionais os valores éticos e morais, de justiça, solidariedade e fraternidade.

Felicito o professor-doutor Sérgio Rogério Azevedo Junqueira, coordenador da Divisão de Pastoral da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, pelo trabalho que vem desempenhando principalmente junto aos universitários, buscando articular, coordenar e animar as iniciativas religiosas e pastorais, tendo como objetivo a integração dos estudantes, professores e funcionários numa caminhada conjunta, para assim implementar uma Pastoral coesa e atuante.


- DOM PEDRO FEDALTO, arcebispo de Curitiba

Corrupção

A sociedade brasileira tem visto, nos últimos anos, entre âtonita, perplexa e até desesperada, o roubo e o rombo do dinheiro público por parte daqueles que, seja por exercício de cargo eletivo, seja por nomeação originada do chamado apadrinhamento, em desfaçatez sem precedentes pipocam ora ali, ora alhures, transcendendo todos os limites imagináveis na atitude criminosa de apropriar-se do dinheiro público na elasticidade que puder.

Na verdade dogmatizada, nosso humilde e hospitaleiro povo brasileiro (na sua maioria absoluta), conhecido por sua cândida ternura, de pouca maturidade política e social, desacostumado a lutar e perseguir os direitos, prefere, lamentavelmente, por vezes, acreditar em tais inescrupulosas pessoas ao invés de pensar em soluções que possam resolver os problemas correlacionados aos delitos praticados criminosamente com o dinheiro público; vale dizer, numa corrupção permanente, ininterrupta, sem fim e envolvendo aqueles que lamentavelmente encontram-se no ápice do poder.

Fala-se, prende-se, solta-se os indiciados por corrupção. Todavia, nenhum sequer até hoje (ao menos não se tem notícia) devolveu qualquer valor. Mas existe jeito, criando-se uma lei que estipule: artigo 1º - Apropriar-se ou desviar bens ou dinheiro público ou de qualquer forma causar prejuízo ao erário público, seja para si ou para terceiros, valendo-se da condição de administrador cargo ou funcionário pública: Pena de reclusão de 10 a 20 anos. Parágrafo 1º - Se o dinheiro ou bem objeto do delito for devolvido em seu total, a pena cai pela metade em sua dosimetria. Parágrafo 2º - A condenação por crime contra patrimônio público de qualquer esfera referido nesta lei será cumprida na sua totalidade em regime fechado.

Eis aí a sugestão plausível, até porque o patrimônio particular é fiscalizado dia e noite pelo seu titular. Diferentemente, o patrimônio público torna-se presa fácil na medida que é vulnerável a mercê do titular ou detentor do poder. Por outro lado, a verdadeira punição está na devolução do dinheiro.

- ANTONIO FRANCISCO DA SILVA, advogado, Ibiporã

Saúde mental

Até a Idade Média, os doentes mentais eram tolerados e encarados com religioso respeito e temor pela população. No início da Renascença, a Nau dos Insensatos percorria os rios europeus, levando os loucos que eram expulsos das cidades e dos quais os barqueiros eram encarregados de se livrar. O século XVII assiste a uma mudança na percepção social da loucura. O doente mental passa a ser uma figura exótica. Os hospícios eram visitados como se visitava um zoológico.

Herdadas do passado, persiste ainda em nosso tempo a visão preconceituosa e estigmatizante em relação à doença mental. Não somente os psiquiatras e demais profissionais da saúde mental, mas também os familiares e os próprios doentes estão longe de ser aceitos sem restrições. Chegou a hora do resgate de sua dignidade. O mundo vem passando por profundas modificações. A medicina, com o impulso da tecnologia transforma a maneira como o ser humano pode ser entendido. A psiquiatria passar por esta mesma revolução e está ''mudando de cara''.

Centenários muros que delimitam a área do hospital reforçam o estigma de ''temos algo a esconder''. A possibilidade do estabelecimento de uma verdadeira transparência entre a rua e a área interna do hospital por meio de nova estrutura de muros, permitindo uma visualização dos jardins e prédios, colaborará seguramente para a integração do hospital com a comunidade. A força do amor e a ciência rompem os muros para descortinar a fraternidade pelo semelhante que padece

Encarecemos às autoridades que gerenciam a saúde mental do Estado e do município que se unam a nós nesta empreitada de reformulação, quebrando conosco paradigmas arcaicos, defasados e obsoletos na forma de considerar a abordagem da doença mental. O estabelecimento de processos educativos em saúde mental, informando as pessoas para que adotem atitudes que possam gerar novos comportamentos introjetados como novos hábitos em saúde mental e que, disseminados, evoluam para o costume que será incorporado à própria cultura.


- DAGOBERTO HUNGRIA REQUIÃO, médico, Curitiba

Governo

Parabéns à Folha de Londrina. O editorial de sábado, dia 3 (''Quem está pronto?'', questionando declaração polêmica do presidente do PFL, Jorge Bornhausen, de que o Brasil não está preparado para o PT e o PT não está preparado para governar o Brasil), mostrou porque a Folha é o melhor jornal do Paraná e um dos melhores do Brasil. O editorial é claro, objetivo, verdadeiro, corajoso. Aí está mais um motivo de se ter orgulho de ser pé vermelho.

- LAFAYETE DOS SANTOS LUZ, engenheiro eletricista, Londrina

- As cartas devem ser digitadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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