Greve
E a Universidade Estadual de Londrina (UEL) continua em greve! As aulas estão paralisadas, há riscos de cancelamento do vestibular, o Hospital Universitário (HU) paralisado e há vidas correndo riscos de serem perdidas! Estas são as notícias que lemos no jornal.
Por outro lado o ministro da Educação, Paulo Renato, fala que o MEC está aberto para as negociações e que as pessoas que o têm procurado se mostram intransigentes e se dizem não autorizadas a negociar. O que fazem elas na frente do ministro? Estão brincando de pessoas sérias e interessadas com bem comum?
Chego a pensar se não existe por trás disso tudo alguma estratégia política para influenciar a opinião pública contra o presidente ou seus representantes. É uma vergonha saber que muitos estão mais preocupados em conquistar os seus próximos votos do que resolverem os assuntos do momento presente - afinal no final do mês, tudo estará garantido. Será que se seus salários fossem cortados pela metade ou se tivessem que cumprir horário, eles também fariam greve?
São essas as considerações de uma mãe de três filhos pré-universitários, que, atingida por tudo o que está acontecendo, sente-se frustrada por ser mais uma na multidão que vê o seu deputado na lista dos que não comparecem ao Congresso, e cujo coração se comprime ainda mais ao ver que ''todos'' estão errados.
Agora não é hora de brigar e sim de mudar. Hora de todos reverem seus valores, objetivos e estratégias. É hora de serem honestos e íntegros, justos, éticos, honrados e partir para o que é bom, virtuoso e louvável. Mudar a maneira de reivindicar os seus direitos e de cuidar de seus deveres como profissionais, funcionários, administradores, políticos e brasileiros!
Dizer não aos políticos não significa fechar as portas das escolas, hospitais, repartições, ou dar as costas ao povo. É hora de rever as estratégias pois o povo não pode ''pagar o pato'' como vem fazendo.
Quanto aos políticos? Digamos não na hora de votarmos, assistindo aos seus comícios de costas, não aplaudindo suas hipocrisias. Se eles forem íntegros e decentes, cessarão os seus discursos eleitoreiros e arregaçarão as mangas, independente de salários e votos. Um país onde a educação não será manipulada e sim promovida. Não digam que isso é uma utopia. Não. É a nossa voz na multidão.
- EVA MARIA BLANSKI KUSTER, fisioterapeuta, Londrina
Painel
De 16 a 18 de outubro, a Faculdade Paranaense (Faccar) realizou o 4º Painel Jurídico, através do diretor José Roberto Befa e da advogada Maria de Fátima Ribeiro, renomada tributarista, o que engrandeceu mais uma vez o evento, trazendo grandes nomes do Direito e das Ciências Sociais.
Rolândia e o Norte do Paraná estão de parabéns pelo evento, pela organização, pela Faccar, diga-se de passagem, estrutura de Primeiro Mundo com uma biblioteca reforçada e renovada à disposição de todos, estrutura predial adaptada para os portadores de deficiência locomotora, visual etc., além de manter convênio com a Caixa Econômica (Programa Fies), que oferece bolsas de estudo para os estudantes que precisam.
Ou seja, a Faccar é uma faculdade que gera lucros sim, mas está antenada e ligada no progresso da ciência e da cultura do Brasil, sem deixar de lado a questão social. Os cursos são para todas as classes.
A Faccar, os professores e os estudantes estão de parabéns. É assim que construiremos um Brasil melhor para todos, somente com ciência e cultura voltada para o social é que se consegue o que a Faccar possui hoje, sem dúvida um exemplo a ser seguido.
- JONATAS CÉSAR DIAS, geógrafo e universitário, Londrina
Valores
Caminhar de mãos dadas, deitar-se sob a sombra e vislumbrar a imagem de um horizonte infinito e maravilhoso, repartir um pacote de pipoca ao divertir-se com um bom filme no cinema, darmos um banho no nosso cãozinho de estimação e fazer desta tarefa uma brincadeira com uma mangueira a molhar a pessoa tão querida e companheira. Será que isso ainda existe? Uma simples troca de olhar capaz de estremecer nossas pernas, disparar o coração e a fala faltar.
Nos dias de hoje, num mundo repleto de incertezas e mentiras, cabe a nós, primeiramente dentro de nós mesmos, cultivarmos esses valores simplórios, mas verdadeiros e duradouros, de forma a definitivamente deixarmos o mundo um pouco melhor do que o encontramos.
- LUIZ EDGARD BUENO FILHO, universitário, Londrina
Guerra
O despreparado George W. Bush, cuja vitória eleitoral não foi isenta de contestações, assumiu o comando da potência hegemônica não com a humildade dos que se sabem vigorosos, mas com a extrema arrogância dos brutamontes fracos da mente. Um dos atos mais característicos da nova era de truculência dos ianques foi o abandono das gestões americanas em prol do estabelecimento da paz entre judeus e palestinos.
Cientificado, talvez tarde demais, de que a postura de seu governo, em relação a esse e a outros dramas internacionais, contribuíra para o recrudescimento do ódio, que culminou nos atos terroristas de 11 de setembro, Bush vem anunciar seu propósito de lutar pela paz entre árabes e judeus. Mas ele não se desvencilhou da arrogância e é com ela que rejeita, sem nem querer conversa, a proposta afegã da entrega de Laden, com a única e lógica contrapartida da exibição de provas de seu envolvimento nos atentados.
Por essas e outras, os EUA estão perdendo a guerra da propaganda, pois os povos de todo o mundo também condenam a barbaridade do massacre do Afeganistão e a ameaça de estendê-la a outros países quaisquer.
- ALCINDO NOLETO RODRIGUES, juiz aposentado, Brasília
Apoio
Agradecemos a João Milanez, fundador da Folha, pelo empenho na parceria para a realização do lançamento do livro ''Pedagogia Afetiva'', da autora Maria Augusta Sanches Rossini, ocorrido na noite do dia 23. O seu trabalho em muito abrilhantou o evento. Sabemos que as parcerias trazem resultados muito satisfatórios e partilhamos da alegria pelo sucesso alcançado. Fomos muito elogiados por cada detalhe. Reconhecemos também que só um trabalho sério e comprometido como o que realizou é capaz de trazer resultados satisfatórios. Esperamos estar juntos em outros eventos e nos colocamos à disposição para o que se fizer necessário.
- IZABEL FERNANDES GARCIA DE SOUZA, Londrina
Correção
- Devido a uma falha técnica, o escudo do Botafogo de Ribeirão Preto foi trocado indevidamente pelo do Botafogo carioca na ficha técnica publicada ontem na página 2 da Folha Esportes. A Folha pede desculpa aos torcedores pelo erro.
- Ao contrário do que informou a edição de domingo da Folha Esportes, o Londrina Sercomtel enfrentaria o Umuarama no domingo, no Moringão, e não o AMB/Maringá conforme foi publicado.
- O título da chamada de capa sobre a eleição para reitor na Universidade Federal do Paraná, publicado na edição de ontem apresenta erro de concordância. O correto é ''Eleições na UFPR movimentam comunidade''.
- As cartas devem ser digitadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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