O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Educação londrina
A Folha de S. Paulo publicou recentemente uma lista dos piores da TV. Um deles, o sr. Ratinho, foi premiado. Mas o jornal ofende publicamente Londrina, afirmando debochadamente que ele tem educação londrina, ligada a Londrina do Paraná. Paulista, médico formado lá, não aceito o desplante imotivado, a ofensa gratuita da sra. Bárbara Gancia e seu aval pelo jornal. Que é isso? Há tempos passo longe de São Paulo, deteriorada, violenta, suja, mal cuidada, fantasma decadente da São Paulo onde vivi longos anos. A educação paulistana atual já a conhecemos, mas sempre encontra modo de se aprimorar. São Paulo ensinando educação? Educação?
- LINCOLN BRASIL E SILVA, médico em Londrina
Um caos!
Estou me referindo, mais uma vez em virtude do pior, ao trânsito de Londrina. O acidente na Avenida Tiradentes é trágico, mas demonstra acima de tudo que nas noites, madrugadas e durante todo o dia estamos expostos às molecagens, brincadeiras, bebedeiras e infrações de todos os tipos no trânsito.
Nossa cidade está com mania de metrópole, motivada por esta briga ridícula com a capital. Provinciana em muitos aspectos, imagina-se muito além em outros, quando lhe faltam estruturas adequadas para suportar eventos que não comporta. A Avenida Tiradentes é amostragem das aberrações que acontecem na JK, onde os rachas atravessam as noitadas, servindo de trampolim para que se atravesse a Higienópolis e depois a Santos Dumont em ritmo dos F16, ou Mirage, muito acima do solo e da sensatez.
Os bares e casas noturnas que tiveram sua permissão para funcionar com música ao vivo até mais tarde só incentivam, de forma indireta, esta violência nas ruas. É bom que a cidade cresça, tenha seu comércio estimulado, as rendas da UEL aumentadas com o Vestibular de Inverno, mas onde está a estrutura para suportar esse crescimento?
Londrina é linda? Não, Londrina é bonita e muitas vezes horrível. Mas pode se tornar linda. Depende de nós, cidadãos, adultos, jovens e adolescentes, escolas e autoridades e, principalmente, da vontade política dos que deveriam zelar por nossas famílias.
- LUIZ EDGARD BUENO, Londrina
Economia
Está claro para o povo brasileiro que o problema maior da nossa economia chama-se câmbio. Reformas administrativa, previdenciária, tributária, privatizações são café pequeno diante do monstruoso dragão que nos amedronta e assusta, podendo devorar tudo o que foi construído, com muito sacrifício e perseverança pelo povo brasileiro. Este dragão chama-se câmbio.
As reformas já estão sendo implementadas infraconstitucionalmente. Privatizações estão a todo vapor. Administrativa: na área federal não há problema. A folha de pagamento está enxutíssima, mesmo porque o servidor está sem reajuste há quase três anos. A Lei Camata, que exige adequação da folha em 60% da receita, na área federal, está mais que cumprida, pois nos últimos meses o gasto com pessoal da União tem ficado abaixo deste percentual. Previdenciária: o aposentado não recebe mais os 25% que tinha direito, quando da sua aposentadoria. Muitos estão aposentando proporcionalmente e recebem em torno de 88% dos vencimentos. O número de servidores em relação a outros países está na proporção menor que 50%. Países do primeiro mundo têm mais servidores públicos, proporcionalmente que o nosso. Tributária: está polarizada entre a iniciativa privada que quer redução de impostos, e o governo que quer manter, ou aumentar impostos. A sonegação de impostos é muito grande. Exige melhor controle por parte do governo.
O mesmo não acontece com os municípios e alguns estados. A maioria das prefeituras está com as finanças totalmente comprometidas com as folhas de pagamento. Há um inchaço da máquina administrativa. Por estarem próximas dos seus eleitores, as prefeituras viram cabide de emprego. Os estados
melhoram um pouco, porém alguns estão ingovernáveis. A criação de novos municípios gerou mais desperdício do que beneficio. Há município que não comporta a estrutura que tem.
- JOÃO AMBRÓZIO DE OLIVEIRA, Londrina
Cumprimentos
Ao cumprimentar Vossas Senhorias e a equipe da Folha da Amizade, venho felicitá-los pelo excelente nível dessa publicação, cujo conteúdo positivo e informativo coloca-a entre as melhores desta região. Desejo manifestar, particularmente, minha satisfação e expressar meu agradecimento pela publicação da matéria de capa intitulada As fronteiras do Mercosul - viaje pelo Cone Sul sem imprevistos, publicada na edição de 9 a 23 de agosto corrente.
A divulgação das providências requeridas dos cidadãos dos países do Mercosul em viagem pelo Cone Sul evitará, sem dúvida, muitos constrangimentos aos brasileiros, argentinos, paraguaios e uruguaios que em suas viagens internacionais procuram usufruir das oportunidades de intercâmbio e congraçamento propiciados pelo Mercosul. Aproveito a oportunidade para apresentar a expressão de perfeita estima e consideração com que me subscrevo.
- ERNESTO FERREIRA DE CARVALHO, Cônsul-geral do Brasil em Ciudad del Este
Correção 1
Agradeço a oportunidade de manifestar-me através desse conceituado jornal e solicito as seguintes retificações no texto de minha autoria intitulado A UEL e o contexto loco-regional. Onde se lê demonstraram-se uma articulação ainda incipiente o correto é demonstrou-se uma articulação ainda incipiente. Onde se lê Presentemente, algumas alterações da UEL o correto é: Presentemente, algumas interações da UEL...
- MARCOS FAGUNDES BARNABÉ, arquiteto e assessor de Planejamento e Controle da Universidade de Londrina
Correção 2
Por erro de montagem, a abertura da seção do tempo, na página 2 da edição de ontem, repetiu a de domingo. Desculpamo-nos pela falha.





