O LEITOR ESCREVE
Igapó
Silêncio ou pesadelo em 2011. O crepúsculo não reflete mais. Após 75 anos, finalmente Londrina conseguiu canalizar o Ribeirão Cambé e aterrar o pântano malcheiroso que os antigos insistiam em chamar de Lago Igapó. Foi um épico, resultado de trabalho contínuo de várias gestões da prefeitura. Hoje, o imenso gramado verdejante e os canteiros de flores em nada lembram aquele assoreado criatório de mosquitos e perigo que representava às nossas crianças.
Graças a um cuidadoso plano de sistema viário, todas as avenidas e ruas cruzam o antigo lago e unem as partes da cidade, facilitando bastante o acesso a todas as regiões. No local aterrado foram construídos o Centro Esportivo do Lago - verdadeiro centro de lazer com ciclovias e pistas, além do Centro Cultural do Lago, Condomínios Igapó, Parque Temático Igapó, Centro de Reciclagem Igapó, todos de grande utilidade à população, fazendo com que se perpetue o lago na memória dos londrinenses. Réquiem.
- HUMBERTO YAMAKI, arquiteto, Londrina
Basta de greve
Sou acadêmico da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e manifesto minha indignação frente ao descaso e desrespeito pelo qual atravessa a educação brasileira. As universidades federais estão em greve há quase dois meses, assim como as estaduais do Paraná, também estão paradas há mais de um mês. Mas, infelizmente a atenção da imprensa e mídia em geral está voltada quase exclusivamente para assuntos externos, enquanto se instala o caos no serviço público nacional. Não admito, como contribuinte de uma das maiores cargas tributárias do mundo, não usufruir de educação e saúde gratuitas e de qualidade. Os meus direitos e os de mais de 170 milhões de brasileiros estão sendo ignorados, usurpados e ultrajados. Estamos diante de um quadro lastimável de sucateamento das universidades públicas, tanto federais quanto estaduais, o qual visa à privatização. Isso é inadmissível. Tenhamos coragem e dignidade suficientes para que retornemos às aulas. Não percamos o ano e muito menos o curso.
- MAURÍCIO FIGUEIREDO LIMA E MARCHESE, estudante, Maringá
Assembléia
Caso o presidente da Assembléia Legislativa Hermas Brandão fosse o secretário de Educação e Saúde do Paraná teria a mesma postura em autorizar estudos para realinhar os aumentos dos vencimentos da educação e da saúde, como o fará aos funcionários da Assembléia? Diz ele que estão sendo pagos R$ 600 mil de contribuição ao INSS por mês sobre a folha de pagamentos dos funcionários da AL. Ele declara (sem certeza) que a AL tem entre ''mil e 1.500'' funcionários, que os maiores salários são de oito procuradores com R$ 8 mil cada. A contribuição ao INSS com os salários variando entre R$ 600 e R$ 8 mil seria em média de 10% sobre a folha. Por regra de 3 simples, a folha da AL é de aproximadamente R$ 6 milhões por mês. Subtraindo os oito maiores salários (R$ 64 mil), pela média aritmética simples, entre os 1.492 funcionários (contando que sejam 1.500) perceberiam cada um o salário mensal de R$ 4.021. E vão ter reajuste o ano que vem. Tem gente ganhando muito! Em educação e saúde, com mais de seis anos sem reajuste, qual é a média dos salários.
- JOSÉ GONÇALVES DE OLIVEIRA, empresário, Londrina
Terrorismo
Tenho visto muitas pessoas criticando os EUA com relação ao terrorismo. Falam mal da terra do Tio Sam, mas todos sonham em viver na América. Vamos parar com essa hipocrisia. A verdade que por ser um país rico, causa muita inveja àqueles que não têm capacidade de progredir na vida. Agora tudo que acontece no munda é culpa dos americanos? Russos, iranianos, chineses, europeus e outros são santos?
E ainda tem ignorante defendendo esgoto humano, como os fanáticos islâmicos. Principalmente o pessoal do PT, que é o que mais fala mal dos EUA. Eles acham que os países pobres devem pegar dinheiro emprestado da América e não pagar. Experimentem pegar dinheiro de algum banco brasileiro e não pagar! Por favor, estudem ciência política antes de criticar algum país verdadeiramente democrático. Se este jornal realmente é imparcial, que então publique minha carta. Mesmo que os EUA fossem tudo o que estão falando, ainda assim todos deveriam ficar ao lado da América, ao invés daqueles lunáticos islâmicos.
- EDER SANTINI, vendedor, Londrina
Idoso
Por inúmeros motivos, um número cada vez maior de pessoas está vivendo mais. Porém, à medida em que se vive mais, mais se experimenta as vicissitudes da vida e, então, mais se tem a chance de vivenciar situações até poucos anos desconhecidas. A busca de uma vida mais longa com o máximo de qualidade possível é a meta fundamental da gerontologia.
Como ciência que estuda o envelhecimento nas suas mais variadas dimensões, a gerontologia busca identificar e explorar ao máximo as potencialidades das pessoas que envelhecem e adequar as realidades ambientais, para que essas possam se manter participativos social, política, cultural, espiritual e economicamente.
O processo de senectude induz a uma progressiva diminuição das reservas funcionais, o que expõe os seres humanos a riscos crescente. Essa realidade é manifestada em todas as dimensões: biológica, psíquica, social, espiritual, política e econômica. As mudanças são inerentes à vida. Ocorrem com intensidade e velocidade individuais de acordo com vários fatores intrínsecos (hereditariedade e sexo) e extrínsecos (ambientais e culturais). Os profissionais da gerontologia atuam na pesquisa, no ensino e na assistência, buscando conhecimentos que garantem envelhecimento saudável.
O único pré-requisito para envelhecer é estar vivo. A velhice é uma fase da vida, como é a infância e a adolescência. Tem suas características próprias como as demais, e é privilégio de um número cada vez maior de pessoas. Porém, infelizmente a sociedade ainda não está preparada para conviver com essa realidade. Do ponto de vista de transporte, educação, lazer e saúde, por exemplo, não há estrutura adequada para responder às necessidades próprias dessa nova comunidade.
A velocidade com que a sociedade da América Latina está envelhecendo é assustadoramente maior quando comparada com à Europa. Não estamos tendo tempo para as necessárias adaptações.
Um dos grandes desafios dos gerontólogos é a abordagem das pessoas idosas fragilizadas. Os desafios e as abordagens se apresentam das mais variadas formas, exigindo orientações e decisões sobre os quais muito pouco se tem de regras preestabelecidas.
- JOSÉ MÁRIO TUPINÁ MACHADO, geriatra, Londrina
- As cartas devem ser digitadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





