Esclarecimento
Foi com estranheza que li, sábado, dia 9, na ‘‘Folha’’, a notícia intitulada ‘‘Sindicato vê ‘improbidade’ em obras’’, pois continha inverdades que, de certa forma, atingiam a Coordenadoria Especial da Mulher. Sentimo-nos na obrigação de prestar este esclarecimento à população para dirimir quaisquer dúvidas ou questionamentos que tenham surgido com base nas palavras do presidente do Sindserv, Gláudio de Lima. As casas a que o texto se refere foram doadas ao município ainda em 1996 e, por serem muito antigas e sem conservação, não ofereciam condições de uso. Foi feito um levantamento do que seria necessário para adequá-las ao uso que a Coordenadoria pretendia dar-lhes, a saber: Casa Abrigo para mulheres em situação de risco de vida.
A seguir procedeu-se a ampla reforma dos imóveis, incluindo desde telhado e forro até piso e novas divisões internas. Além disso, foram feitos muro e calçada, e reconstruída toda a parte destinada a banheiros e lavanderia. Em torno de dois terços dos recursos utilizados são advindos da Secretaria de Estado da Criança e Assuntos de Família e um terço da Prefeitura de Londrina. Após terminadas as obras de reforma os imóveis passaram por vistoria daquela Secretaria de Estado e a prestação de contas foi devidamente apresentada.
O que causou estranheza foi que o presidente do Sindicato conhecia esta realidade, de vez que, a convite desta coordenadora, esteve em seu gabinete dia 24 de junho, para que a ele fosse apresentado relato detalhado das atividades da Coordenadoria Especial da Mulher nos primeiros seis meses da atual administração municipal. Por entendermos que nossas ações à frente da Coordenadoria devem sempre primar pela transparência e honestidade, tudo que colocar em dúvida esse comportamento deverá ser levado a público, para
sanar mal-entendidos.
- CLEIDE MADALENA CORDEIRO CAMARGO, coordenadora especial da mulher, Londrina
Postos ‘‘self-service’’
Assistimos estupefatos às manifestações, um tanto quanto medievais, patrocinadas por alguns segmentos da sociedade curitibana, contrárias à implantação de postos ‘‘Self-service’’. O impressionante de tais manifestações não reside no fato de partirem de diretores visionários pertencentes a sindicatos atrasados mas sobretudo de surtir preocupante efeito nas escalas políticas e decisórias de Curitiba, exemplo de desenvolvimento e vanguarda. A nova metodologia de atendimento, que começa a ser implementada com sucesso e aprovação da comunidade, já é tradicional em restaurantes, bares, supermercados, papelarias, livrarias e revistarias, ‘‘self-machines’’ que se alocam na cidade, grandes lojas de eletroeletrônicos, eletrodomésticos, roupa e moda, material de construção e inúmeras outras atividades.
A forma alternativa de servir, equivocadamente entendida como causa de desemprego, contribui, direta e indiretamente, na criação de novos negócios, expansão da riqueza, distribuição de renda, geração de impostos, propicia significativos investimentos em tecnologia e no setor 2 da organização econômica brasileira, desloca e especializa a mão-de-obra, autoriza a criação de novas atividades profissionais, assim como novos postos de trabalho, além de incrementar a remuneração da nova força produtiva mais qualificada. O sistema entendido como agente propagador da ‘‘exclusão social’’, como alguém pregou, permite, ainda, contrariamente ao discurso dos antagônicos, a inserção na planta de consumo de milhões de novas pessoas pelo mundo afora, contribuindo na cristalização de novas oportunidades de emprego, cumulando a redução direta no preço final dos produtos.
- ERNANI MORENO SILVA, diretor geral da Sideral Petróleo, Curitiba
Salário X competência
Pelo que tenho acompanhado na imprensa, a principal solução para a maioria dos problemas nacionais é o aumento salarial. É inquestionável: os salários estão baixos. Mas cabe a pergunta: Isoladamente esta solução aperfeiçoaria o desempenho dos profissionais, principalmente o dos servidores públicos? Uma hipotética resposta não deve ser desprezada: Bons salários, sem dúvida, substituiriam sim os profissionais das ‘vacas magras’ pelos apadrinhados dos políticos.
Por isso entendo que melhores salários são necessários não como único ou maior objetivo, mas componente de uma sistemática confiável que mínima, primário e obrigatoriamente exija a admissão exclusiva por seleção em concurso público (incluindo a dos ocupantes dos cargos em confiança, que devem ser preenchidos por pessoas que mereçam a confiança dos políticos sim, mas, também e essencialmente, do povo que os elegeu), dos correspondentes cursos necessários ao bom desempenho de suas funções e que, entre outras mais, recompense financeiramente os verdadeiros bons servidores públicos, pois os há maus e não poucos. E, assertiva e resumidamente, podemos dizer: Se simplesmente bons salários produzissem eficiência o Brasil teria os melhores políticos do mundo.
- NILTON DE FREITAS GUIMARÃES, Rio de Janeiro
Correção
Agradeço pela publicação, na ‘‘Folha’’, dia 17, do artigo sobre o modelo produtivo da região Emilia-Romagna e peço a retificação de alguns erros tipográficos, principalmente no que se refere aos nomes de cidades italianas. Os nomes corretos dessas cidades são: Ancona (província de Marche), Pesaro, Mirandola (Modena/Emilia-Romagna) e Bolonha. . Esclarecemos também que das 126.500 empresas artesãs, há 40 mil (e não 40) nascidas entre 1985 e 1997.
- JULIANA DE MARI, Programa Paraná-Europa, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

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