Greve (1)
Apesar de todos os problemas mundiais, como a guerra contra o terror, o bioterrorismo, a questão palestina, além de outros problemas que assolam o mundo nesse começo de milênio, a sociedade necessita esquecer um pouco esses problemas e dedicar-se a problemas que atingem a população de nossa região.
Diante da questão envolvendo as universidades estaduais e a reivindicação do funcionalismo público de aumento de seus salários, não se percebe interesse por parte do governo em resolver o caso.
A Universidade Estadual de Londrina (UEL), no momento em que completa 30 anos de fundação, enfrenta uma crise nunca vista. Em certos momentos é de se pensar que a deterioração das instituições públicas é causada propositalmente pelo governo a fim de que estas se tornem mais suscetíveis aos processos de privatização.
A população tem que abrir os olhos para os acontecimentos em nosso Estado. Pressionar através de críticas e reivindicações para que, pelo menos, nos escute e tenha transparência em seus diálogos.
- FÁBIO VINÍCIUS GORNI BORSATO, estudante, Cambé, através do site da Folha, no portal www.bonde.com.br
Greve (2)
Tenho acompanhado nos últimos dias, pela imprensa, as negociações para que a greve na UEL chegue ao fim. Entendo que as reivindicações de servidores e professores sejam justas. Todavia, não posso admitir que o comando de greve decida, como medida radical, cancelar o ano letivo e o vestibular. Sinceramente, não creio que isso possa sensibilizar o governo do Estado.
O que certamente sobrevirá, na hipótese dessa malfadada proposta ser levada a cabo, é o prejuízo irremediável que os estudantes sofrerão. Desde o início fui solidário aos grevistas, pois acreditava que a briga estaria sendo travada com o governo do Paraná. Agora, no entanto, sinto que o movimento se volta contra os alunos da UEL e contra aqueles que, no próximo ano, desejam fazer parte do corpo discente dessa instituição.
É lamentável que os líderes do movimento não tenham sensibilidade para calcular o tamanho desse prejuízo. Acredito que a simples idéia de perder o ano letivo já é motivo suficiente para se causar grave constrangimento aos estudantes. O tempo perdido jamais poderá ser recuperado. Mas, não é só tempo que perderemos. Perderemos a confiança na instituição e em nossos professores. O governo nada perderá com uma radicalização desse nível.
Gostaria que aqueles que estão à frente das negociações apelem para o bom senso, e se utilizem de meios mais inteligentes para conseguir o que desejam. Não é à custa do sofrimento causado aos estudantes que os grevistas irão lograr êxito. Greve sim, terrorismo não.
- LUIZ CARLOS CASTOLDI, universitário, Londrina
Praça
A Prefeitura de Londrina outorgou permissão de uso de parte da Praça Tancredo Neves, sendo um total de 1.095 m2, conforme a Lei 8.073, de 28 de março de 2000. No dia 23 de maio, moradores do bairro deparam com a construção do muro na área. Reuniram-se para entrar com ação popular com pedido de liminar, para anular a permissão de uso e restituir a área para uso comum dos moradores, visto que a área cedida era bem maior que a solicitada pela Associação Evangélica. No dia 5 de junho o juiz da 2ª Vara Cível, Luis Sérgio Swiech, concedeu liminar, embargando a obra até julgamento.
Após esta data, vários contatos foram mantidos com os advogados, para dirimir dúvidas do juiz, o qual culminou na descoberta de fotos de outras praças em mau estado, anexadas ao processo pela Associação Evangélica, na tentativa de mudar a decisão, e justificar tal pedido. Conseguimos identificar e localizar todas as praças fotografadas e provar que não era a realidade apresentada na Praça Tancredo Neves. Diante de fatos tão agressivos contra a imagem e a moral dos moradores, acreditamos na decisão favorável à nossa ação popular. Até a presente data continuamos no aguardo da decisão do juiz.
- GERALDO CELESTINO DE SOUZA, Londrina
APMs
A verdade sobre os lamentáveis fatos ocorridos decorrentes da greve dos professores estaduais está sendo encoberta. Declarações que distorcem e manipulam a realidade são proferidas levianamente com o objetivo de vitimizar a categoria. A greve é um direito legítimo do cidadão que deve exercitado quando necessário, mas o ato de violência praticado contra outro cidadão ou o patrimônio público, é um ato marginal, à margem da lei.
É uma inverdade dizer que o governo estadual tipificou os professores como marginais. Quem fez essa declaração foi o advogado da Seed-PR, Cláudio Bonfatti, e com razão, pois como devemos qualificar as pessoas que ao praticarem o piquete grevista em uma escola de Londrina, apedrejaram as salas de aula repletas de crianças amedontradas pelos vidros estilhaçados, fato esse amplamente noticiado na imprensa.
A barbárie de alguns ''educadores'' não pode macular a integridade de grande maioria dos professores. As alegações contrárias ao Decreto 4.313, que estabelece a forma de eleição para diretores das escolas, também vêm sendo distorcidas e não refletem a verdade. O decreto foi discutido por todos os setores envolvidos, inclusive a APP-Sindicato, e democraticamente sua forma foi estabelecida.
A participação das APMs na gestão das escolas incomoda alguns poucos, mas é um processo irreversível que tem contribuído para a melhoria da escola. Excluir as APMs da eleição de diretores é retrocesso de costumes que contraria o interesse público. A prerrogativa dos pais de decidir pela educação de seus filhos é um direito constitucional.
Hoje o vínculo que as APMs têm com a secretária estadual de Educação é na forma de parceria, com o objetivo de melhorar a escola construindo mecanismos que viabilizem recursos e conhecimento trazendo benefícios a todos, inclusive os professores.
O radicalismo passional, por vezes somado a interesses político-partidários de alguns grevistas não é compartilhado pelas APMs, que enxergam um futuro mais promissor na educação, baseado no diálogo, na razão e na lei, sem que para isso precisemos apedrejar nossos filhos na escola.
- JOÃO BORGES, presidente da Federação Regional de AMPs de Londrina (Ferapamelon)
Agradecimento (1)
O 7º Leilão Dez Marcas foi um sucesso em todos os setores. Mas para isso acontecer, a Folha, através de seu diretor João Milanez, da equipe da Folha Economia com Oswaldo Petrin, a Folha Rural com Cristina Cortes, os colunistas sociais Elisiê Peixoto e Oswaldo Militão, e Jeferson de Oliveira, responsável pelo contato publicitário, colaboraram com a divulgação do evento. Agradeço a força e empenho de todos vocês. A Folha de Londrina é um orgulho para todos os paranaenses.
- JOSÉ MOACIR TURQUINO, Londrina
Agradecimento (2)
Em resposta às pessoas que voluntariamente contribuíram com o Instituto Londrinense de Educação para Crianças Excepcionais (Ilece), na participação do 7º Leilão Dez Marcas, realizado no dia 16, no Village, informamos que o total arrecadado foi de R$ 375, sendo repassado para a instituição R$ 75. Agradecemos a José Moacir Turquino e convidados pelo interesse na causa que abraçamos.
- LAURINDA SARAGOÇA GERMANO, presidente
- As cartas devem ser digitadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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